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8M: Calistenia ganha força entre as mulheres e traz benefícios à saúde feminina

  • Quinta, 05 Março 2026 18:41
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Bruna Bozza
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Bruce Mars

Modalidade baseada no peso do próprio corpo cresce entre mulheres e ajuda a quebrar estereótipos sobre exercícios de força

No mês da mulher, nada melhor do que falar sobre exercícios físicos e saúde. A calistenia vem ganhando cada vez mais adeptas que querem desafiar seus limites, cuidar da saúde e melhorar a qualidade de vida sem precisar ir à academia, treinando no parque ou até mesmo na sala de casa. A modalidade, baseada no peso do próprio corpo, tem se tornado uma alternativa acessível para melhorar o condicionamento físico, a saúde óssea e a qualidade de vida. A presença feminina na calistenia tem aumentado nos últimos anos, acompanhando uma mudança na forma como mulheres se relacionam com exercícios de força e com o crescimento da preocupação com a saúde. A modalidade utiliza movimentos com o peso do próprio corpo, como flexões, pranchas e barras, e pode ser praticada em casa, em parques ou em espaços abertos, sem necessidade de equipamentos complexos.

Segundo o educador físico Felipe Kutianski, a popularização da calistenia entre mulheres está ligada à praticidade e à possibilidade de evolução gradual. “A calistenia caiu na rotina de muitas mulheres porque resolve dois pontos enormes: autonomia para treinar em diferentes ambientes e progressão inteligente. A pessoa começa no nível mais básico e vai evoluindo sem precisar levantar muito peso logo de cara”, explica. Diretrizes internacionais de saúde reforçam a importância desse tipo de atividade. Organizações como a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam a inclusão de exercícios de fortalecimento muscular na rotina semanal de adultos, além de atividades aeróbicas regulares. “O treinamento de força contribui para a saúde óssea, melhora o equilíbrio muscular e pode aumentar a qualidade de vida, especialmente a partir dos 40 anos”, ressalta Kutianski.

Apesar do crescimento da modalidade, ainda existem barreiras culturais que dificultam a entrada de mulheres no treino de força. O mito de que exercícios desse tipo “masculinizam” o corpo ainda é comum. “Na prática, o treino de força melhora qualidade de vida, postura, metabolismo e saúde óssea. Uma hipertrofia grande exige um contexto muito específico de treino, dieta e tempo”, afirma o especialista. Outro desafio relatado por iniciantes é a dificuldade inicial em movimentos de membros superiores, como flexões e barras. Segundo o especialista, isso acontece porque muitas mulheres nunca foram estimuladas a treinar esses padrões de movimento. “Por isso trabalhamos com progressões. A flexão pode começar na parede, evoluir para uma superfície inclinada e depois para o chão. Ajustar alavanca e apoio torna a prática acessível para qualquer nível”, Kutianski.

Estudos também indicam que programas de exercícios com peso corporal podem melhorar a aptidão cardiorrespiratória de adultos sedentários, mesmo quando realizados em sessões curtas e sem equipamentos. “Esse aspecto torna a calistenia uma alternativa viável para quem busca iniciar uma rotina de exercícios sem depender de academia”, destaca o preparador. Além do condicionamento físico, o exercício regular tem impacto direto na saúde feminina ao longo da vida. Entre os benefícios estão a prevenção da osteoporose, a melhora da saúde cardiovascular, o controle do peso, a regulação hormonal e a redução do risco de doenças crônicas, como diabetes e câncer de mama. A prática também contribui para a saúde mental, ajudando a reduzir estresse, ansiedade e sintomas depressivos.

Para incentivar mais mulheres a experimentar a modalidade, Felipe Kutianski destaca a importância de ambientes acolhedores e metas realistas. “No início, o foco deve ser constância e saúde, não estética. Ganhar força para subir escadas sem cansar, melhorar postura e reduzir dores já são resultados importantes. Com sessões curtas, duas ou três vezes por semana, muitas mulheres já percebem mudanças no corpo e na qualidade de vida”, completa.


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