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Segurança em condomínios: quando a gentileza e cordialidade podem ser inimigos da proteção

Segurança em condomínios: quando a gentileza e cordialidade podem ser inimigos da proteção

Com a verticalização das residências, é essencial educar moradores e funcionários sobre como se portar para não colocar a segurança dos condomínios em risco

O Brasil tem visto, nas últimas décadas, um grande movimento na organização urbana, que tem tornado os prédios mais populosos do que as tradicionais casas. Na maior cidade do país, por exemplo, um levantamento feito pelo Centro de Estudos da Metrópole (CEM), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Cepid-Fapesp), revelou que os prédios já estão em maior número.

O total de residências horizontais na capital paulista foi calculado em 1,37 milhão, ano passado, enquanto o número de apartamentos chegou a 1,38 milhão, indicando a tendência à verticalização da cidade.

Ao mesmo tempo em que crescem o número de edifícios, também tem crescido o número de condomínios tanto verticais quanto horizontais. De acordo com a Associação Brasileira de Síndicos e Síndicos Profissionais (ABRASSP), mais de 68 milhões de pessoas vivem condomínios no país.

A transformação do estilo de moradia dos brasileiros faz com que demandas totalmente novas surjam, inclusive sobre o quesito segurança e muitas vezes as demandas vêm acompanhadas da natural gentileza e cordialidade natural da grande maioria dos brasileiros.

É muito comum que pessoas que não estão acostumadas passar pelas portarias acabem deixando uma outra pessoa entrar junto, como um ato de simpatia, por exemplo, mas este comportamento pode, porém, colocar em risco os moradores do local é o que explica Victor Barbosa, consultor de condomínios e CEO da Guug, startup brasileira que trabalha com soluções de alta tecnologia para o acesso inteligente a condomínios e residências. Ele lembra que no campo da segurança da informação existe o conceito de “engenharia social”, que hackers utilizam da manipulação psicológica para aplicar golpes.

Perigos

O especialista explica que a ingenuidade acaba sendo o fator preponderante para suporte a essas manobras, também fora do mundo virtual, como em casos em que criminosos roubam condomínios e prédios fechados, apostando em uma suposta gentileza das pessoas.

Segundo Barbosa, apesar de um teórico maior investimento em segurança, essas residências acabam entrando na mira de assaltantes, principalmente quando há certas facilidades. De acordo com a Polícia, a maioria esmagadora dos assaltos e roubos em condomínios acontece com a participação (voluntária ou não) de moradores e funcionários.

“É muito importante apostar na chamada ‘Educação condominial’, ou seja, criar uma cultura de respeito as normas internas de segurança que visam justamente evitar que as residências estejam expostas ao crime”, argumenta o especialista.

Segundo o Sistema de Informações Criminais (Infocrim), uma plataforma da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), entre 2014 e 2018 foi registrado uma média anual de 12 mil casos de furtos e roubos a casas e condomínios no estado.

Dicas de segurança para os moradores e funcionários

Barbosa pontua que o acesso é o ponto mais sensível destes prédios e condomínios e por isso as plataformas devem receber total atenção dos moradores e funcionários. Atualmente aplicativos como a da Guug, que inclusive foi apresentado no programa televisivo de empreendedorismo Shark Tank, são interessantes porque só autorizam a entrada de visitantes a partir de senhas cadastradas pelos moradores que receberão pessoa de fora.

O CEO da empresa comenta que com essa validação, a liberação ou não da visita acaba sendo muito mais rápida e efetiva, além de segura, já que também é possível verificar a imagem do visitante em tempo real. Além disso, estas plataformas também oferecem um botão de pânico, que uma vez acionado avisa o condomínio sobre situações como um possível intruso que está tentando adentrar no local.

E apesar de essencial, e ser uma das mais fortes aliadas, a tecnologia não funciona sozinha. Depende de boas regras de comportamento. Por isso, Victor Barbosa comenta sobre 6 dicas que moradores e funcionários de condomínios e prédios devem se atentar em relação à portaria:

- Caso você deixe um “carona” entrar no local, ou seja, uma pessoa que está vindo atrás de você, uma solução interativa e segura é deixá-lo abrir o segundo portão. A gentileza foi trocada e a segurança validada com essa atitude;

- Caso o condomínio ou prédio não tenha um segundo portão, nesse caso o mais aconselhável infelizmente é fechar o portão e a próxima pessoa faz a abertura na sequência;

- Quando estiver entrando e saindo do condomínio verifique se não há algum movimento anormal ou estranho de pessoas na redondeza;

- Ao entrar e sair, verifique se o portão foi realmente fechado. É essencial deixar os portões sempre clausurados e que os funcionários passem essa orientação de segurança latente aos moradoreQu

- Quando um morador estiver aguardando entregas é importante que ele avise aos porteiros, para que eles saibam que esse movimento vai acontecer;

- Outro aspecto essencial é abordar o assunto segurança com ênfase em reuniões e encontros internos, tudo para conscientizar a importância das ações simples.

“Infelizmente, segurança, gentileza e até comodidade não andam na mesma linha. Principalmente gentileza ao deixar alguém que você não conhece pegar carona na entrada do condomínio, por exemplo. Tanto você quanto os demais moradores estão em risco com isso. Por isso é preciso saber que atitudes que parecem simples não se tratam de grosseria, mas de preservação de um bem comum”, finaliza Victor Barbosa.

Sobre a GuuG

Criada em São Paulo pelo desenvolvedor Bruno Pompilio de Oliveira e pelo gestor financeiro Victor Barbosa, em 2019, a GuuG trabalha com soluções de alta tecnologia para o acesso inteligente a condomínios e residências.

A empresa oferece o serviço de portaria com interfone pelo celular, alertas de encomendas, aviso de visitas em tempo real e liberação das portas de entrada, que pode ser acessado de qualquer lugar do mundo. Tudo em tempo real. Com um sistema de ponta e padrão original para organizar o fluxo de informações, conteúdos e circulação de pessoas, a GuuG propõe uma parceria entre humanos e máquinas em prol da comodidade, da automatização e do aumento da segurança, visando tomadas de decisão mais assertivas.

Sobre Bruno Pompilio de Oliveira

Bruno é especialista em processos gerenciais e desenvolvedor de software com mais de 10 anos no mercado profissional. Atuou como analista no setor de tecnologia de grandes empresas, a exemplo da IBM e do Bradesco, antes de fundar a GuuG. Também está à frente do Clube Varejo, startup que trabalha com plataformas com soluções B2B para supermercados.

Sobre Victor Barbosa

Victor é gestor de projetos e tem vasta experiência nacional e internacional no setor de comércio. Antes de fundar a Guug, atuou como gerente de negócios, administrando grandes carteiras de clientes, desenvolvendo estratégias para a venda de produtos de trade marketing e trabalhando diretamente com CRM.


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