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5 soluções para empresas reduzirem o consumo e os gastos com energia

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Armazenar energia, comprar de forma inteligente e apostar em programas de eficiência energética são algumas das medidas que podem ser adotadas pelo setor produtivo

A atual crise hídrica não só encareceu o custo da energia como trouxe o risco de apagões. Nesse cenário, reduzir o consumo e encontrar formas de diminuir os gastos com este serviço passou a ser um imperativo. Armazenar energia, apostar em programas de eficiência energética e comprar energia de forma inteligente são algumas das soluções que podem ser adotadas pelo setor produtivo para reduzir custos e manter a operação ativa mesmo com situações de estiagem.

“Ter uma estratégia é fundamental, mas devemos observar que há sete anos a energia natural afluente disponível no país vem caindo, o que aponta para a necessidade de soluções mais estruturais. Enfrentamos uma crise climática muito além da escassez hídrica. Mesmo as novas fontes de energia renovável, além de terem seu próprio impacto no planeta, estão sujeitas à disponibilidade de recursos naturais intermitentes”, observa Danilo Barbosa, Diretor Executivo da Way2, empresa fornecedora de soluções tecnológicas para medição e gestão de energia elétrica.

Por isso, diz Barbosa, a necessidade de flexibilidade do lado do consumo deve ser enxergada como uma nova realidade, e não uma situação conjuntural. “Para operacionalizar essa flexibilidade em larga escala é preciso aplicar tecnologias digitais e a criação de modelos de incentivo estruturais. As medidas emergenciais são necessárias, mas precisamos acelerar programas mais amplos e modelar os incentivos ao uso de flexibilidade como um mercado em si”, complementa o executivo da empresa.

Tecnologia como aliada

Entre 2005 e 2018, ações de eficiência energética no Brasil de todas as classes consumidoras representaram, em média, economias de 14%, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – incluindo custos evitados com nova infraestrutura de geração, transmissão e distribuição.

Diversos mercados no mundo já trabalham com modelos de incentivo à redução do consumo para períodos de alta demanda, chegando mesmo ao nível residencial. Nos EUA, uma das organizações regionais de transmissão de energia, a PJM, que coordena o mercado e atende uma região com 13 estados, remunera consumidores que reduzem seu consumo. Na Espanha, o programa Serviço de Interruptibilidade é administrado pelo operador nacional do sistema, o Red Eléctrica de España, que desde 2013 viabiliza a flexibilidade da demanda, com as reduções sendo oferecidas em leilões. Outros países como Colômbia, China e Canadá também têm mercados de redução de demanda.

“A viabilidade de programas amplos depende do nível de digitalização dos mercados. Hoje é impossível, por exemplo, um programa que incentiva consumidores residenciais a reduzir o consumo individual no horário de ponta porque os medidores de energia não são capazes de registrar o horário em que o consumo ocorreu. Os mercados de flexibilidade mais maduros passaram por uma modernização geral do parque de medidores inteligentes ou criaram facilidades para a troca dos medidores pelo próprio mercado”, explica Barbosa.

A seguir, confira cinco medidas que podem ser adotadas para evitar gastos com energia, reduzir custos e ajudar a afastar o risco de apagões.

Armazenar energia

Para entender se faz sentido ter armazenamento de energia integrado ao sistema energético, é necessário mapear e monitorar dados de consumo e de geração, e considerar o perfil e as necessidades do consumidor de energia. O sistema pode ser interessante para empresas que precisam garantir um fornecimento de energia contínuo para manter equipamentos aquecidos ou refrigerados, por exemplo, e para consumidores que podem ficar expostos às variações tarifárias. Baterias ou outras tecnologias de armazenamento podem ser utilizadas para deslocar o consumo do horário da ponta – em que a tarifa é mais cara – para o horário fora da ponta. Nesses casos, empresas que apostam em tecnologias para registrar os dados de energia e identificar perfis de consumo são mais assertivas na busca por soluções em armazenamento.

Apostar em programas de eficiência energética

O potencial de eficiência energética nas indústrias – ou seja, o volume de consumo que pode ser reduzido mantendo ou aumentando a produtividade – é de 10,9%, em média, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Para aproveitar essas oportunidades, é preciso traçar um plano de gestão de eficiência energética integrado de forma contínua às operações. Para isso, os gestores do consumo energético das indústrias devem analisar com estratégia, inteligência e tecnologia, para obter informações detalhadas e personalizadas das operações e infraestrutura. Para identificar o perfil de consumo e carga e diagnosticar um projeto de eficiência energética, os softwares de gerenciamento de energia são um recurso essencial. Aliado a um diagnóstico realizado por especialistas, pode auxiliar a identificar a necessidade de investir na modernização de equipamentos para consumo eficiente de energia, por exemplo.

Comprar energia de forma inteligente

Comprar energia de forma inteligente é outro caminho. Isso pode ser feito com a migração para o Mercado Livre de Energia - ambiente em que os agentes negociam livremente as condições das transações: que volume de energia querem comprar, quem irá fornecer, que preços estão dispostos a pagar, qual será o prazo de fornecimento e quais índices serão aplicados nos reajustes contratuais. A liberdade na negociação traz a possibilidade de obter preços mais baixos do que as tarifas praticadas no Mercado Cativo. Também há maior previsibilidade financeira, pois o consumidor saberá exatamente o quanto pagará pela energia. O ideal é que a avaliação da conveniência de fazer a migração ocorra a partir do mapeamento do perfil de consumo da empresa, com um histórico de dados confiáveis, que permita projeções e cenários que respaldem a decisão.

Optar pelo modelo de geração distribuída

A geração distribuída é atrativa para o setor de redes empresariais, com múltiplas unidades consumidoras agregadas por CNPJ, como unidades varejistas onde a conta de energia é um dos maiores custos da operação, perdendo somente para a folha de pagamento. Quem opta por esse modelo pode, quando a quantidade de energia gerada em determinado mês for superior à consumida naquele período, ficar com esses créditos para deduzi-los nos meses seguintes. É uma boa prática o uso de tecnologia para realizar a gestão desses créditos, considerando o grande volume de unidades consumidoras a serem gerenciadas. É importante ressaltar que a adesão ao sistema de compensação de energia elétrica não se aplica aos consumidores livres ou especiais.

Investir em gestão e monitoramento do consumo

O setor varejista é um grande consumidor de energia elétrica, principalmente porque há muitos equipamentos envolvidos na operação do negócio. Em supermercados, por exemplo, a refrigeração de produtos representa até 40% do consumo total. Cada empreendimento possui uma estrutura e comportamento de consumo diferente, assim como as alternativas de redução de energia. O primeiro passo para a criação de um plano de economia de energia é fazer um diagnóstico energético, a partir do monitoramento do consumo de energia da operação, para entender o perfil de consumo do negócio. Há tecnologias que fazem esse monitoramento em tempo real, dão suporte à gestão das faturas de energia e apresentam informações relevantes para que as metas e redução sejam atingidas.

Sobre a Way2

A Way2 é uma fornecedora de soluções tecnológicas para medição e gestão de energia elétrica. Está atualmente em mais de 1.500 grandes consumidores de média ou alta tensão, além de atender 70% da capacidade instalada de geração no país com soluções para medição e gestão de dados de energia e utilidades. Com foco no desenvolvimento de produtos para ampliação da eficiência operacional e agilidade na tomada de decisão de gestores de energia, a empresa também trabalha para assegurar a adequação regulatória dos agentes do setor elétrico. Em 2020, foi responsável por recuperar, junto com os clientes, mais de R$11 milhões de receita, mitigando penalidades e desperdícios com a CCEE e as concessionárias. Seus principais produtos são a PowerHub - plataforma de aquisição, gerenciamento e inteligência de dados de energia, que permite a grandes consumidores acompanharem em tempo real a própria demanda e consumo - e a Line - plataforma online para gestão de créditos de energia, voltada para o mercado de Geração Distribuída.

Tem entre seus clientes as geradoras de energia AES Brasil e Statkraft; as distribuidoras Cemar/Equatorial, Neoenergia, e Elektro e empresas como a operadora de telecomunicações Oi. Foi fundada em 2005, em Florianópolis (SC) - onde fica sua sede -, e tem cerca de 110 colaboradores.


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