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Em tempo de crise, permutas viram alternativa para se desfazer do mobiliário e estoque de negócios fechados

Aumentou o número de empresas que fecharam as portas nos últimos meses - Masaaki Komori/Unsplash Aumentou o número de empresas que fecharam as portas nos últimos meses - Masaaki Komori/Unsplash

Número de falências cresceu em 2020 por conta da pandemia da Covid-19. Empresas apostam em permutas para minimizar prejuízos e agilizar venda de móveis e estoques

Segundo a pesquisa Pulso Empresa publicada nesta última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 3,0 milhões de empresas em funcionamento na segunda quinzena de julho, 37,5% informaram que a pandemia afetou negativamente suas atividades. Ainda segundo o órgão, na primeira quinzena de junho mais de 500 mil empresas haviam fechado as portas por conta da pandemia. Em Goiás, segundo dados da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg), quase 4 mil empresas fecharam entre março e junho.

Com o fim do negócio, o empresário precisa tomar diversas providências, entre elas se desfazer do patrimônio em móveis, objetos, e até mesmo estoque de produtos. Normalmente, acontece um grande deságio na comercialização desses itens, trazendo mais prejuízos a quem já está encerrando uma atividade produtiva.

Foi o que aconteceu com a empresária Fabiana Reis, que estava há cinco anos à frente de um restaurante em Goiânia, que faz parte de um dos setores mais atingidos pela pandemia - cerca de 30% de bares e restaurantes fecharam as portas em definitivo no estado entre março e julho, segundo projeção da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Goiás (Abrasel-GO). Ela acabou fechando o estabelecimento em agosto diante das dificuldades acarretadas pelos meses de fechamento por decreto e não tinha mais razão para ficar com fogões, geladeiras, freezer, equipamentos de cozinha, pratos, mesas e cadeiras, prateleiras e materiais de escritório. “Tinha de entregar o ponto antes do vencimento do aluguel do espaço, mas, para isso, tinha que vender todos esses materiais porque não tinha onde deixar”, conta.

O que aconteceu com Fabiana também se tornou realidade para muitos comerciantes, já que muitos não reabriram e agora precisam se desfazer dos bens móveis para gerar renda. Para agilizar o processo, muitos têm recorrido às permutas digitais. Essa foi a opção adotada pela empresária Fabiana Reis.

Para vender os itens de mobiliário e utensílios de seu estabelecimento, a empresária optou pela alternativa diferente para tentar minimizar os prejuízos. Ao invés de vender os produtos em Reais, Fabiana optou por fazer permutas. “Foi a maneira que encontrei de vender esses itens por um valor razoável. Não tentei fazer a transação em Reais porque teria que investir em anúncios para vender em marketplaces ou teria de recorrer aos pregões, que pagam muito pouco”, explica Reis.

Ela acabou optando por fazer permutas na plataforma de trocas multilaterais XporY.com que permite que a troca seja remunerada pela moeda digital da plataforma (X$), ao invés de ser feita uma troca por produtos. Assim, ela gerou crédito para adquirir na plataforma o que lhe interessava. “Com essa alternativa, consegui vender cerca de 70% dos itens a um preço justo”, conta.

Outra vantagem das transações pela plataforma de permutas identificada pela empresária foi a rapidez de transação. “Contei com suporte da própria empresa para me direcionar para outros membros que tinham interesse em adquirir o tipo de material que eu estava oferecendo. Com isso, comercializei mais de 30 mil em X$, moeda virtual exclusiva da plataforma, em menos de um mês. Tenho o objetivo de chegar ao valor de X$ 40 mil ao fim das permutas dos itens no meu estoque”, detalha a empresária.

Oportunidade de bons negócios

Uma das compradoras foi a empresária do ramo de outdoors, Cristina Moreira, que atua no ramo há 20 anos. Ela adquiriu mesas e cadeiras ofertadas por Fabiana na plataforma de trocas. “Tenho um projeto de abrir um clínica de estética e um bar e vi a oportunidade de adquirir esses materiais por meio de permuta. Como ainda não sei se vou dar prosseguimento a esse sonho, posso usar as cadeiras e mesas em uma chácara que estou montando”, destaca a empresária.

Outro comerciante que também aproveitou a oportunidade para adquirir os produtos que foram ofertados pela Fabiana Reis foi o empresário José Tadeu Cintra. Há oito anos trabalhando no ramo de pizzarias, ele adquiriu geladeira comercial, expositor de frios e balança. “A principal vantagem é a economia de Reais para a aquisição de serviços e produtos. Uso bastante o sistema e já fiz fachada da loja, comprei fatiador, bolos, doces e fechei aluguel de chácaras pela plataforma”, conta José Tadeu.

Como funciona

Criada em 2014, a XporY.com é uma scale up que busca estimular a economia colaborativa. Com ela, empresas de qualquer porte e profissionais liberais anunciam suas ofertas de produtos e serviços para mais de 10 mil membros cadastrados na plataforma. Após fechar suas transações, o empresário recebe em moedas virtuais, chamadas X$. Com isso, ele poderá usar para adquirir qualquer outro produto ou serviço divulgado na plataforma.

O sócio-fundador da plataforma, Rafael Barbosa, explica que cada 1 X$ equivale a R$ 1,00 e os membros não pagam para se cadastrar na rede, nem há custo mensal de manutenção. Somente na hora de consumir que se paga uma taxa administrativa de 10% sobre o valor da compra. “As permutas permitem que os profissionais e as empresas continuem produtivos em períodos de baixo giro de estoque ou de demanda por serviços. Além disso, eles passam a ter mais poder de compra, pois podem adquirir ofertas dentro da plataforma sem envolver dinheiro”, detalha Barbosa.

A empresária Cristina Moreira, por exemplo, costuma permutar anúncios de outdoors em períodos de baixa procura por seus serviços. “Há períodos em que a procura fica baixa e as permutas são ótimas opções porque permitem manter meu serviço ativo e, além disso, me dão créditos para adquirir produtos e serviços que preciso”, conta Moreira.


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