Empresas enfrentam mais ameaças digitais durante a Copa do Mundo
E-commerce, delivery e apostas estão entre os setores mais expostos devido ao aumento de acessos e sistemas sobrecarregados
Eventos de grande audiência, como a Copa do Mundo, não movimentam apenas torcedores, mas também geram picos expressivos de tráfego digital e ampliam o risco de ataques e vazamento de dados. Durante os jogos, plataformas de e commerce, aplicativos de delivery e sites de apostas registram aumento significativo de acessos, criando um ambiente propício para falhas operacionais e exploração de vulnerabilidades.
Herson Hori, sócio e diretor de avaliação de risco na Under Protection e especialista em segurança digital, afirma que eventos como a Copa funcionam como um teste de estresse para a infraestrutura tecnológica das empresas. “A Copa concentra acessos em janelas muito curtas. Se a operação já tem fragilidades, esse aumento de tráfego acelera a exploração dessas falhas”, diz.
Durante partidas de grande audiência, o crescimento abrupto de usuários simultâneos pressiona os servidores, reduz a margem de resposta a incidentes e aumenta a probabilidade de falhas operacionais. Na prática, isso representa menos tempo para reação e maior impacto em caso de ataque ou instabilidade. Esse tipo de ambiente favorece ataques automatizados, que exploram vulnerabilidades conhecidas com maior velocidade justamente quando os sistemas estão mais sobrecarregados.
O risco se torna ainda mais evidente em empresas que mantêm sistemas desatualizados. Desde outubro de 2025, o Windows 10 deixou de receber atualizações de segurança, o que significa que novas vulnerabilidades permanecem abertas e podem ser exploradas sem correção . Durante a Copa, quando o volume de acessos cresce de forma concentrada, esse tipo de brecha tende a ser explorado com mais intensidade.
Para o especialista, ignorar esse fator é um erro recorrente. “A empresa entra na Copa preparada para vender mais, mas não para se proteger melhor. Um sistema sem atualização, sob alta demanda, vira um ponto crítico de exposição”, afirma.
Além da infraestrutura, o comportamento do consumidor durante o evento também amplia os riscos. O aumento de buscas por transmissões, ingressos e promoções relacionadas aos jogos cria um ambiente propício para golpes digitais, com páginas falsas e comunicações fraudulentas que capturam dados de usuários em larga escala. A urgência típica do torneio contribui para decisões mais rápidas e menos criteriosas por parte do usuário.
Hori destaca que a dinâmica da Copa favorece a atuação de criminosos. “O volume de acessos e a urgência do consumidor criam o cenário ideal para ataques. As pessoas clicam mais rápido, verificam menos e isso aumenta a efetividade das fraudes”, afirma.
Empresas que operam durante o torneio enfrentam o desafio de manter a continuidade da operação enquanto lidam com uma exposição maior a riscos. Sistemas sobrecarregados dificultam a identificação de atividades suspeitas, enquanto equipes de tecnologia tendem a priorizar a estabilidade do serviço para não comprometer a experiência do usuário. Isso cria uma disputa direta entre operação e segurança em momentos críticos.
Como se preparar para picos de tráfego com mais segurança
Segundo Hori, algumas medidas são essenciais antes de eventos de grande audiência e devem ser tratadas como parte do planejamento da Copa:
- Atualizar sistemas e corrigir vulnerabilidades conhecidas;
- Realizar testes de carga para simular picos de acesso;
- Reforçar o monitoramento de tráfego em tempo real;
- Revisar planos de resposta a incidentes.
A Copa, nesse sentido, deixa de ser apenas uma oportunidade de crescimento e passa a ser também um ponto de inflexão para a maturidade digital das empresas. O risco não está apenas na invasão, mas na falta de preparação. Organizações que antecipam esse movimento conseguem sustentar a operação mesmo sob pressão. Já aquelas que operam com sistemas defasados ou sem visibilidade do ambiente tendem a transformar o pico de acessos em um problema operacional e financeiro, expondo fragilidades que, fora do período do torneio, demorariam meses para aparecer.
Fontes de pesquisa
Microsoft – Ciclo de vida do Windows 10
Microsoft – Fim do suporte ao Windows 10 (comunicado oficial)
Sobre Hesron Hori
Hesron Hori é sócio e diretor de Risk Assessment da Under Protection, especialista em gestão de riscos corporativos e segurança da informação. Atua há mais de uma década na avaliação de vulnerabilidades, governança digital e continuidade operacional, apoiando empresas na identificação e mitigação de riscos que afetam resultados, operações e reputação.
Formado em Segurança da Informação, possui MBA em Administração, Finanças e Geração de Valor pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Sua atuação integra tecnologia e estratégia de negócios, com foco em normas internacionais e boas práticas de segurança aplicadas ao ambiente corporativo.
Para mais informações, acesse linkedin.
Sobre a Under Protection
Com mais de 20 anos de atuação, a Under Protection é especializada em cibersegurança e continuidade operacional. Criadora das metodologias LISA e NG LISA, combina monitoramento em tempo real, resposta imediata e análise integrada de pessoas, processos e tecnologia. Atua com planos priorizados e clareza executiva para proteger ambientes digitais com eficiência e resiliência.
A empresa também opera um centro de operações de segurança (NG SOC) que monitora ambientes 24/7, processando eventos em tempo real e executando ações automatizadas para contenção de ameaças. Com presença nacional e atuação em diversos setores, a Under Protection é reconhecida por sua abordagem estratégica e capacidade de adaptação às necessidades específicas de cada organização.
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