Saúde suplementar enfrenta desafios com envelhecimento populacional
De acordo com Italoema Sanglard, da Prospera, empresa do Grupo Funcional, investimento em subsídio de medicamentos e prevenção é o caminho para reduzir custos de alta complexidade e internações prolongadas
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que a expectativa de vida global aumentou mais de seis anos entre 2000 e 2019, e no Brasil, Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirma a mesma tendência de envelhecimento populacional acelerado. Por outro lado, recorte da saúde suplementar, que abrange 25% da população, indicado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que mostra que a concentração de beneficiários com mais de 60 anos subiu de 11% para 15% entre 2020 e 2025, enquanto os beneficiários com até 19 anos caíram de 32% para 24%.
Para Italoema Sanglard, Head de Saúde Suplementar da Prospera, consultoria e health analytics do Grupo Funcional, pioneiro e líder em programas de acesso e adesão no Brasil, os ganhos de expectativa de vida são resultado de um conjunto de fatores, entre avanços médicos e tecnológicos, como: vacinas, métodos diagnósticos mais assertivos e precocemente aplicados, e medicamentos mais eficazes. Porém, nas últimas décadas, houve uma mudança significativa em que doenças infecciosas deixaram de ser a maior causa de mortes, e as crônicas passaram a ter predominância. “Viver mais não significa necessariamente melhor. Condições como doenças cardiovasculares, câncer, doenças respiratórias e diabetes, por exemplo, já representam mais de 72% da causa das mortes, segundo dados do Ministério da Saúde”, pondera.
E esse cenário destaca uma preocupação latente: como será a sustentabilidade da saúde suplementar? Outro levantamento, desta vez de beneficiários de planos de saúde atendidos pelos clientes da Prospera, indicou que os crônicos representaram 4,8% dos beneficiários em planos empresariais em 2025, e consumiram mais de 25% dos recursos gastos com a assistência médica nesses contratos no mesmo período.
“Esse mesmo estudo que fizemos demonstrou também que a presença desse tipo de patologia associadas a outras condições de saúde interfere diretamente no aumento do tempo de permanência hospitalar e maior risco de reinternação. Beneficiários com uma comorbidade têm internações prolongadas em pelo menos um dia a mais que os sem, enquanto aqueles que possuem mais de uma doença crônica têm o dobro do tempo da internação em relação aos que não tem. Em muitos casos, não é a doença principal que leva ao óbito, mas sim as complicações decorrentes da interação entre múltiplas condições mal controladas”, indica a Head.
Com isso, o controle inadequado das doenças crônicas está fortemente associado à baixa adesão terapêutica e à dificuldade de acesso a medicamentos. Dados da Funcional, a partir da experiência de compra de fármacos em amostra de empresas que oferecem o Benefício Farmácia, indicam que aproximadamente 58% dos pacientes não seguem uma linha de adesão adequada ao tratamento, o que impacta diretamente a progressão da doença. “Observamos que em grupos de empresas que oferecem subsídio para custear parte da compra, o acesso a medicamentos associados a doenças crônicas é mais frequente do que em grupos sem o mesmo, nos quais medicamentos para uso agudo são os mais procurados”, explica Italoema.
Diante desse cenário, o investimento em promoção da saúde e prevenção de doenças se apresenta como um caminho necessário para a sustentabilidade no setor suplementar. E isso inclui, de forma central, o custeio de medicamentos, e pode comprometer a lógica do cuidado integral e reduzir significativamente o potencial de impacto das estratégias preventivas.
Avaliar o sucesso de programas de saúde apenas pelo custo imediato é insuficiente, revela a especialista. “A métrica de custo evitado ao longo do tempo, em análises longitudinais por indivíduo — comparando populações acompanhadas versus não acompanhadas, se mostra mais adequada. Essa abordagem permite capturar benefícios como redução de internações, menor progressão de doenças e menor incidência de eventos de alto custo”, complementa.
No entanto, ainda de acordo com Italoema, há um desafio adicional entre as operadoras: o curto ciclo de permanência dos beneficiários. “Esse fator reduz o incentivo econômico para investimentos cujo retorno se materializa no longo prazo. O desafio da sustentabilidade na saúde suplementar passa pela mudança de sair de um modelo reativo, centrado no tratamento de eventos agudos, para um modelo proativo, orientado à gestão contínua”, finaliza.
Integrar promoção, prevenção e tratamento, incluindo medicamentos, e adoção de métricas de valor baseadas em desfechos e custos evitados no longo prazo é essencial. Sem isso, o ganho de longevidade continuará sendo acompanhado por aumento de custos e complexidade, tensionando ainda mais o sistema.
Sobre a Funcional:
Fundada há mais de 25 anos, a Funcional é pioneira e líder em programas de acesso e adesão no Brasil, sendo o maior ecossistema integrado de saúde do país. Com um portfólio projetado no conceito de data driven care, a empresa se destaca no mercado B2B2C por sua excelência operacional e inteligência de dados, com soluções de tecnologia que conectam indústria, pacientes, farmácias, distribuidores, clínicas, laboratórios, hospitais e operadoras de saúde. A healthtech é líder de mercado na modalidade de Benefício Farmácia, que conta com mais de 2,5 milhões de beneficiários entre funcionários e dependentes. Atualmente, são mais de 35 milhões de vidas impactadas, 58 mil farmácias credenciadas e mais de 18 milhões de transações anuais em seu ecossistema. Saiba mais em funcionalhealthtech.com.br.
Sobre a Prospera
Há 25 anos no mercado, a Prospera é uma consultoria de Inteligência Atuarial e Health Analytics do Grupo Funcional. A empresa une análise de dados e inovação para garantir eficiência, rentabilidade e sustentabilidade aos clientes. Com um time de especialistas em gestão de regulação junto à ANS, alia conhecimento atuarial e predição em soluções como Garantias Financeiras, Provisões, Consultoria Regulatória e Gestão de Produto. Mais do que cálculo e gestão, a companhia entrega inteligência baseada em tecnologia para um crescimento sustentável e escalável.
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