Alta demanda revela falhas na resiliência operacional das empresas
Segundo a Delfia, falta de visibilidade, sistemas sobrecarregados e decisões reativas ainda comprometem operações digitais em momentos críticos
Observabilidade não se resume a detectar falhas ou acompanhar sistemas em tempo real. Ela permite que a operação funcione sem fricção para atender às expectativas do cliente e, ao mesmo tempo, preserve a saúde dos sistemas e a eficiência dos times técnicos. Mais do que garantir estabilidade, requisito básico e inegociável, o desafio está em sustentar uma operação confiável, segura e orientada à melhor experiência do usuário - conjunto que define a resiliência operacional, principalmente em momentos de alta demanda.
Quando isso não acontece, o cenário revela que falhas operacionais podem representar perda de receita e equipes trabalhando no limite para conter problemas que poderiam ter sido evitados. De acordo com o Gartner, o custo médio de indisponibilidade de sistemas pode ultrapassar US$ 5.600 por minuto, dependendo do porte da operação - o que demonstra um risco relevante.
De acordo com Leonardo Santos, CTO da Delfia, curadoria de jornadas digitais, eventos de alta demanda, como datas sazonais e campanhas promocionais em larga escala, funcionam como testes de estresse para a maturidade digital das organizações. Nesses momentos, não está em jogo apenas a capacidade de suportar volume de transações, mas de garantir uma experiência consistente, com segurança e performance, mesmo sob pressão.
Um dos principais desafios enfrentados pelas empresas é a falta de visibilidade sobre suas operações digitais. Sem uma visão integrada de ponta a ponta, problemas como lentidão, falhas intermitentes e gargalos em sistemas críticos podem passar despercebidos até impactarem diretamente o consumidor final. Em projetos conduzidos pela Delfia, empresas que evoluíram sua estratégia de observabilidade registraram redução de 30 a 40% em incidentes operacionais, além de ganhos relevantes em tempo de resposta e confiabilidade da operação.
“A resiliência operacional começa com visibilidade. Empresas que não conseguem enxergar sua operação em tempo real acabam reagindo tarde demais”, explica Leonardo Santos, CTO da Delfia.
Além disso, sinais de despreparo costumam surgir antes dos grandes picos de demanda. Entre eles estão a ausência de testes realistas, dependência de monitoramento reativo, respostas ineficientes a incidentes, desalinhamento entre equipes técnicas e de negócio e a formação de war rooms com muitas pessoas, mas com pouca clareza sobre o que fazer.
Para enfrentar esses desafios, empresas mais maduras têm investido em práticas que garantem visibilidade de ponta a ponta da operação, automação de respostas a incidentes com integração crescente a agentes de IA para processos de self-healing e simulações contínuas de estresse. Essas iniciativas permitem não apenas responder rapidamente a falhas, mas antecipar cenários críticos e evoluir o papel da observabilidade dentro das decisões de negócio.
Outro ponto de atenção é o avanço de sistemas de transação financeira em tempo real, como o Pix, que elevam a complexidade operacional e tornam indispensável garantir ambientes seguros e confiáveis. Nesse contexto, mais do que manter sistemas disponíveis, o que diferencia as organizações é a capacidade de proteger dados e transações e entregar uma experiência fluida ao usuário. Qualquer falha pode gerar impactos financeiros e danos à reputação. Para além da preparação para datas específicas, as empresas precisam desenvolver uma cultura de resiliência contínua.
“Eventos de grande escala nos mostram o quanto ainda falta de maturidade digital nas empresas. Hoje, operar com estabilidade é o mínimo esperado. O que realmente diferencia as organizações é a capacidade de oferecer uma experiência segura, eficiente e sem fricções. Resiliência operacional não se constrói apenas para datas específicas, mas como uma capacidade contínua sustentada por observabilidade”, conclui Santos.
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