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Explosão de REs e RJs no Brasil gera efeito dominó no crédito empresarial

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Especialistas da Alper Seguros analisam como o uso estratégico do Seguro Garantia e de corretoras cativas separa as empresas que conseguem fôlego para reestruturação das que são asfixiadas pelo mercado

Os recentes pedidos bilionários de Recuperação Extrajudiciais enviaram uma onda de choque pelo mercado financeiro, ligando o sinal de alerta em toda a cadeia de suprimentos nacional. O cenário serve como um aviso severo para o ecossistema corporativo: em momentos de ruptura de crédito, o seguro não é apenas um custo de balanço, mas a ferramenta que define quem mantém as operações vivas e quem sucumbe à asfixia financeira.

Para Valéria Leite, diretora de Crédito e Garantia da Alper Seguros, o impacto dessas reestruturações bilionárias é imediato e sistêmico. “O mercado de crédito entra em estado de alerta. Como falamos de mutualismo, o impacto no setor vem como um efeito dominó, gerando restrição para novas demandas e atingindo diretamente a cadeia de fornecedores”, explica. Segundo a diretora, o anúncio de uma recuperação, seja judicial ou extrajudicial, causa uma retirada de capacidade no seguro garantia, onde os mercados costumam suspender o crédito para novos negócios.

O exemplo das gigantes varejista e energética acende um debate sobre a saúde dos fornecedores. Muitos negócios são afetados em cadeia, e o “nervosismo” das seguradoras pode travar operações saudáveis por associação. É neste ponto que a transparência técnica se torna o ativo mais valioso de uma empresa.

José Bernardo, diretor executivo de cativas, sinistros e gestão de risco da Alper Seguros, ressalta que a sobrevivência em tempos de crise depende da redução da “assimetria de informações”. Para ele, as empresas que possuem estruturas de corretoras cativas conseguem apresentar dados com o mesmo rigor técnico exigido por bancos e credores, evitando taxas punitivas.

“Na ‘hora da dor’, nossa função é traduzir o momento financeiro em fundamentos operacionais. É um contrassenso comum achar que a recuperação judicial aumenta o risco operacional; muitas vezes, o alívio no fluxo de caixa permite que a empresa direcione recursos para a proteção de ativos que antes estavam sufocados pelo serviço da dívida”, afirma José Bernardo.

Seguro como ferramenta de liquidez

O cenário atual consolida a percepção de que a viabilidade de uma companhia em crise não é decidida apenas nos tribunais, mas na sua capacidade de manter a confiança do mercado segurador. A parceria entre uma subscrição técnica de crédito rigorosa e a atuação consultiva de uma corretora integrada funciona como um “pulmão estratégico”.

“O seguro de crédito e o seguro garantia são ferramentas para balancear estruturas financeiras complexas”, pontua Valéria Leite. José Bernardo complementa: “Transformamos o seguro de um gasto estático em um viabilizador de liquidez. Nossa missão é garantir que o ecossistema produtivo permaneça resiliente, preservando empregos e a continuidade das cadeias de suprimento, mesmo diante de crises de liquidez de altíssima severidade”.

O alerta para o mercado é claro: em 2026, a antecipação de riscos e a governança técnica em seguros são o que impedem que uma crise financeira se transforme em um encerramento definitivo de atividades.


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