Por que muitas empresas acreditam estar seguras até sofrer o primeiro ataque cibernético
Entre firewalls e boas intenções, empresas confundem ferramentas com estratégia e só percebem as falhas quando o ataque já está em curso
No ambiente digital atual, o sentimento de “estamos protegidos” pode ser tão enganoso quanto uma muralha sem vigia. Muitas organizações acreditam estar seguras simplesmente por terem firewalls e antivírus, mas dados recentes mostram que essa confiança é frequentemente ilusória, e o preço dessa ilusão pode ser devastador.
Uma pesquisa global da Gartner, de 2025, identificou que 90% dos diretores não executivos sequer confiam no valor da segurança cibernética da sua própria empresa, um sinal claro de que o senso de proteção percebida muitas vezes não corresponde à realidade das defesas corporativas.
O problema não está apenas na ausência de tecnologia, mas na forma como a segurança é encarada dentro das organizações. Em muitos casos, ela ainda é tratada como um conjunto de ferramentas isoladas, e não como uma estratégia integrada de gestão de riscos.
O que está por trás da ilusão
Segundo William Arruda da Adistec, muitas empresas caem na armadilha de acreditar que tecnologias isoladas bastam para garantir proteção. “Há um foco exagerado na aparência de segurança, como ter ferramentas de ponta, sem considerar se elas estão bem integradas e alinhadas com processos, treinamento e governança de identidades, gestão de acessos e treinamento das equipes”, explica Arruda.
Essa abordagem fragmentada cria um falso senso de invulnerabilidade que desmorona no primeiro ataque real.
Outro fator crítico é a lacuna humana. Processos mal definidos, treinamento insuficiente de colaboradores e políticas de acesso frouxas ampliam as janelas de oportunidades para invasores. É como reforçar portas exteriores enquanto as janelas internas ficam escancaradas, uma vulnerabilidade que muitas empresas simplesmente não enxergam até ser tarde demais.
Outro ponto frequentemente negligenciado está na gestão de identidades e acessos dentro das organizações. Em muitos ambientes corporativos, colaboradores, parceiros e aplicações acumulam permissões ao longo do tempo sem revisões adequadas, criando um cenário de privilégios excessivos e pouca visibilidade sobre quem realmente pode acessar dados sensíveis.
Grande parte dessas identidades é gerenciada por diretórios corporativos como o Microsoft Active Directory, que se tornou um dos componentes mais críticos da infraestrutura de TI moderna. Quando esse ambiente não possui governança adequada, monitoramento contínuo e controle rigoroso de privilégios, ele pode se transformar em um dos principais alvos para invasores.
Estudos de mercado indicam que mais de 80% dos incidentes de segurança envolvem credenciais comprometidas ou abuso de privilégios. Nesse cenário, a identidade digital passa a ser uma das principais portas de entrada para ataques.
“Hoje, muitos ataques não começam quebrando sistemas, mas explorando credenciais legítimas. Quando um atacante compromete uma conta e consegue escalar privilégios dentro do diretório corporativo, ele passa a ter capacidade de movimentação lateral e acesso a ativos críticos da organização”, explica William.
Para transformar a sensação de proteção em resiliência real, o especialista recomenda ações concretas:
• Desenvolver planos de resposta a incidentes completos e testados regularmente, porque saber reagir é tão importante quanto tentar evitar o ataque;
• Investir em conscientização e treinamento contínuo para toda a organização, não apenas na equipe de TI, já que a maioria das brechas exploradas começa com erro humano;
• Adotar métricas claras de risco e alinhá-las aos objetivos de negócios, garantindo que a liderança compreenda o real nível de proteção e os investimentos necessários;
• Estabelecer governança clara de identidades e acessos, com revisões periódicas de permissões, controle rigoroso de privilégios administrativos e capacidade de auditoria sobre mudanças críticas no ambiente.
“Segurança não é um projeto de uma única vez, nem um checklist de ferramentas. É um processo contínuo que evolui com as ameaças e com o próprio negócio”, ressalta Arruda.
À medida que os ambientes digitais se tornam mais complexos e distribuídos, proteger identidades digitais e controlar privilégios passa a ser tão crítico quanto proteger redes e sistemas. Em muitas organizações, o diretório corporativo tornou-se, na prática, o sistema nervoso da identidade digital da empresa
O cenário competitivo exige que as empresas tratem a cibersegurança como ativo estratégico, e não como custo operacional. A falsa sensação de proteção pode funcionar por um tempo, até que uma falha exponha dados, interrompa operações ou comprometa a confiança de clientes e parceiros. “Organizações que internalizam esse aprendizado, que adotam governança robusta e visão integrada de proteção, não apenas resistem melhor aos ataques, mas também se posicionam de forma mais sólida para crescer em um mercado cada vez mais digital e conectado”, afirma o especialista.
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