Empresas ampliam políticas de bem-estar após alta de afastamentos por ansiedade e depressão
Especialista em saúde mental da HealthBit reúne 5 dicas para apoiar empresas na prevenção do adoecimento emocional
A saúde mental entrou de vez na agenda corporativa, e não apenas por uma questão de reputação. O Brasil bateu, pela segunda vez na última década, o recorde de afastamentos do trabalho por transtornos mentais. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que, em 2025, mais de meio milhão de licenças foram concedidas por esse motivo. No mesmo período, os afastamentos por ansiedade e depressão cresceram 15% em relação ao ano anterior.
É nesse contexto que a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) ganha ainda mais relevância. Ao reforçar a obrigatoriedade de identificação e gestão de riscos psicossociais no ambiente corporativo, a norma coloca a saúde mental no centro da estratégia de prevenção das empresas, e não mais apenas como ação pontual de bem-estar.
De acordo com Eduardo Melo, Supervisor de Saúde Mental na HealthBit, a mudança representa um avanço importante na forma como as organizações precisam encarar o tema. “A saúde mental deve ser tratada de forma estruturada, com monitoramento contínuo e ações preventivas. Não se trata apenas de cumprir uma exigência legal, mas de transformar a cultura organizacional para reduzir riscos e promover ambientes mais seguros e produtivos”, afirma.
Para apoiar empresas nesse processo, a especialista elenca cinco medidas práticas para promover cultura de bem-estar nas empresas
Mapear riscos psicossociais
O primeiro passo é realizar um diagnóstico estruturado do ambiente organizacional, identificando fatores como sobrecarga de trabalho, metas desproporcionais, jornadas extensas, conflitos interpessoais e falhas de comunicação. Esse mapeamento pode ser feito por meio de pesquisas de clima, entrevistas, análise de indicadores internos e avaliações periódicas. A coleta e análise de dados permitem transformar percepções subjetivas em informações concretas, facilitando a construção de planos de ação assertivos e alinhados à realidade da empresa.
Capacitar lideranças para uma gestão mais humanizada
Gestores exercem papel decisivo na prevenção do adoecimento mental. Investir em treinamentos sobre saúde emocional, escuta ativa, comunicação não violenta e gestão de conflitos contribui para que líderes reconheçam sinais precoces de esgotamento, queda de desempenho e mudanças comportamentais. Além disso, lideranças bem preparadas ajudam a criar um ambiente de confiança, no qual o colaborador se sente seguro para expor dificuldades sem receio de julgamento ou retaliação.
Criar canais seguros de escuta e acolhimento
Disponibilizar canais confidenciais de apoio psicológico, programas de assistência ao empregado e políticas claras contra assédio são medidas essenciais para fortalecer a cultura de cuidado. Mais do que oferecer benefícios, é fundamental garantir que os colaboradores conheçam esses recursos e confiem na confidencialidade das informações. Ambientes psicologicamente seguros incentivam a busca por ajuda nos primeiros sinais de sofrimento, evitando o agravamento dos quadros e possíveis afastamentos.
Revisar metas, processos e cargas de trabalho
A prevenção também passa por uma análise crítica da estrutura organizacional. Metas inalcançáveis, prazos excessivamente curtos e acúmulo constante de funções são fatores que contribuem para o estresse crônico. Avaliar fluxos de trabalho, redistribuir demandas e promover maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal são ações que impactam diretamente na redução do risco psicossocial. Produtividade sustentável depende de planejamento realista e gestão eficiente de recursos humanos.
Monitorar indicadores de forma contínua e estratégica
A gestão da saúde mental deve ser acompanhada por métricas claras, como índices de absenteísmo, turnover, afastamentos por transtornos mentais e níveis de engajamento. O monitoramento contínuo permite identificar tendências, avaliar a eficácia das iniciativas implementadas e realizar ajustes sempre que necessário. Tratar esses dados com a mesma relevância que indicadores financeiros reforça o compromisso da organização com a sustentabilidade do negócio e o bem-estar das equipes.
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