O que fazer antes de internacionalizar sua empresa: passos essenciais
Planejamento, adaptação cultural e estrutura operacional são etapas essenciais para quem pretende levar o negócio para fora do país
Nos últimos anos, a internacionalização deixou de ser apenas uma ambição de empresas brasileiras e passou a representar um movimento estratégico crescente, especialmente no setor B2B. Mesmo com variações cambiais, o dólar continua alto o suficiente para tornar produtos e serviços brasileiros atraentes no exterior, tanto em custo quanto em competitividade.
Um levantamento da Fundação Dom Cabral aponta que 68,9% das empresas brasileiras já internacionalizadas pretendem expandir para novos mercados. Ou seja, atuar globalmente não é mais um diferencial, é um caminho cada vez mais natural para empresas em estágio de maturidade e com visão de escala.
A Atomsix, estúdio global de tecnologia e design, fez o caminho inverso ao habitual: em vez de primeiro consolidar presença no Brasil e depois expandir para fora, a empresa nasceu atendendo o mercado global e só depois passou a operar também no território brasileiro. Cofundada por Gustavo Novloski nos Estados Unidos, a empresa atende clientes em 23 países, e essa vivência internacional moldou a mentalidade operacional, a cultura empresarial e a exigência de nível de entrega desde o primeiro dia.
“A internacionalização deixou de se tornar um extra e se tornou um alicerce para empresas que constroem produtos digitais. Entender as diferentes culturas, tanto de futuros clientes, quanto de um time internacional é essencial para o sucesso dessas empresas, afirma Novloski.
A seguir, Gustavo aponta os principais pontos que uma empresa deve desenvolver antes de entrar no mercado internacional.
1. Verificar a robustez do produto ou serviço
Antes de tentar conquistar clientes em outros países, a empresa deve garantir que seu produto ou serviço atende bem no mercado local e mostra sinais de maturidade, como processos estabilizados, modelo de negócio validado e capacidade de entrega escalável. Novloski destaca: “Diferentes culturas e diferentes mercados demandam diferentes formas de comunicação. Encontrar um equilíbrio entre ideias, raízes, como o usuário digere as informações e a usabilidade do produto garantem uma robustez no produto ou serviço”.
2. Mapear e entender o mercado-alvo externo
Segundo Gustavo, não basta levar o que funciona no Brasil para o exterior porque cada país ou região possui normas regulatórias, cultura de consumo, idioma, sistema tributário e concorrência distintos. A empresa deve analisar quais países são mais aderentes à sua proposta, qual o tamanho da demanda, quais os entraves de legislação, impostos ou logística. “Ir para fora exige que você fale a língua do mercado, não apenas em idioma, mas em código de valor, expectativas de serviço, e entender, de verdade, aquele mercado”, afirma. Identificar com clareza essas diferenças reduz riscos de investimentos mal direcionados.
3. Preparar a estrutura operacional e financeira
Entrar em outro país demanda estrutura jurídica, fiscal, de pagamento, de atendimento em idioma local, suporte e logística. Novloski alerta para os custos e riscos: “O cenário favorável — por exemplo, dólar alto — pode trazer vantagem competitiva, mas também eleva custos de insumos e mão-de-obra se você não está preparado”. Isso inclui abrir entidade no estrangeiro ou ter parceiros locais, planejar câmbio, impostos, contratos legais, e garantir que a operação não comprometa a performance da empresa-mãe.
4. Adaptar recorrência e escala de entrega
Quando a empresa opera para diversos países, o suporte, a adaptação de idiomas, fuso horário, plus de usabilidade e as expectativas de qualidade são diferentes. ”A reputação viaja mais rápido. Antes de escalonar internacionalmente, garanta replicabilidade dos processos, padronização de qualidade e monitoramento de métricas globais”, garante o especialista.
5. Cultura de teste, aprendizado e expansão incremental
A internacionalização não é um movimento “tudo ou nada”. Gustavo recomenda que a empresa entre por um ou poucos mercados, aprenda com eles, ajuste e somente então amplie. “Teste um país-piloto, escolha-o bem, aprenda, ajuste e só depois escale para outros. A aceleração sem aprendizado costuma custar caro.” Esse ciclo de hipótese, teste e ajuste ajuda a reduzir falhas comuns e a construir uma base sólida para crescer.
6. Alinhamento estratégico e mentalidade global da equipe
Internacionalizar exige que o time interno pense diferente, com foco global, fluência multicultural e mentalidade de expansão contínua. Novloski destaca que no Brasil muitas empresas têm visão local e podem se perder: “A mentalidade global começa dentro da empresa. Talentos, idiomas, cultura, parceria: tudo isso faz diferença.” Treinar equipes, ter liderança internacional, mix de perfis e comunicação alinhada ajudam a manter a execução em outro país com consistência.
Sobre a Atomsix
A Atomsix é um estúdio global de design e tecnologia com foco em inovação e excelência. Fundada em 2020, com sede em Orlando, nos Estados Unidos, e em Florianópolis (SC), a empresa reflete mais de duas décadas de experiência acumulada de seu cofundador, Guilherme Ferreira, em projetos internacionais de destaque. Antes mesmo da criação da Atomsix, já liderava o desenvolvimento de soluções premiadas para empresas como Mercedes-Benz, Google e Microsoft, incluindo aplicativos reconhecidos como "App do Ano" pela Apple. Hoje, a Atomsix atende mais de 350 empresas em 23 países, oferecendo soluções digitais de ponta, como aplicativos mobile, plataformas web, websites e branding. Combinando criatividade, atenção aos detalhes e agilidade, a Atomsix traz o know-how do Vale do Silício para democratizar o acesso à inovação tecnológica no Brasil.
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