Liderança baseada em controle limita o crescimento das empresas
Centralização excessiva sobrecarrega líderes reduz a autonomia das equipes e compromete a velocidade e a sustentabilidade dos negócios
Quando tudo depende do líder, o crescimento trava. Em um ambiente empresarial pressionado por custos, mudanças regulatórias e necessidade de adaptação rápida, a centralização excessiva deixou de ser sinal de comprometimento e passou a representar um entrave estrutural para empresas que buscam escalar.
O modelo de liderança baseado em controle absoluto concentra decisões, esgota a liderança e limita a capacidade de resposta das equipes, criando gargalos que afetam diretamente a competitividade.
Carla Martins, vice-presidente do SERAC, referência nacional em contabilidade, educação e gestão corporativa, afirma que ainda é comum encontrar empresas em que o líder participa de todas as decisões, das operacionais às estratégicas. Segundo ela, existe uma confusão recorrente entre presença e eficiência. “Há líderes que acreditam que estar em tudo garante controle, quando, na prática, isso apenas desacelera a empresa e evidencia a fragilidade da estrutura”, diz.
Estudos internacionais reforçam esse diagnóstico. Relatórios da Gallup indicam que equipes com maior autonomia e engajamento apresentam ganhos relevantes de produtividade e menores índices de rotatividade. Ainda assim, especialmente em empresas de pequeno e médio porte, o modelo centralizador permanece dominante, com forte dependência do fundador ou do principal executivo para o funcionamento da operação.
Exaustão da liderança e times pouco autônomos
O impacto da centralização recai primeiro sobre quem lidera. A sobrecarga de decisões e a necessidade constante de validação consomem tempo e energia, afastando o gestor de atividades estratégicas. “Quando o líder passa o dia resolvendo microdecisões, sobra pouco espaço para pensar crescimento, novos mercados ou inovação”, observa.
Do outro lado, equipes com baixa autonomia tendem a operar de forma reativa. A ausência de poder decisório reduz o senso de responsabilidade e a iniciativa dos profissionais, que passam a aguardar orientações para avançar. “Quando as pessoas percebem que não têm espaço para decidir, elas deixam de propor soluções. A empresa perde velocidade e capacidade de adaptação”, afirma.
Análises publicadas pela Harvard Business Review mostram que estruturas organizacionais mais descentralizadas aumentam de forma significativa a velocidade de tomada de decisão, fator crítico em mercados voláteis. Empresas altamente hierarquizadas, por outro lado, tendem a responder mais lentamente a mudanças externas.
Estrutura substitui controle
Para a executiva, a saída não está em reduzir a presença da liderança, mas em fortalecer processos e papéis claros. “Controle não substitui estrutura. Empresas que crescem de forma consistente investem em definição de responsabilidades, indicadores e rituais de gestão. Assim, a liderança deixa de ser o centro da operação e passa a atuar como direcionadora”, explica.
Ela ressalta que autonomia não significa ausência de acompanhamento. “Delegar é deixar claro o que precisa ser feito, quais são os limites e como o resultado será medido. Sem isso, não há autonomia, apenas desorganização”, adverte.
Relatórios da Deloitte apontam que a maior parte das empresas de alto crescimento vem revisando seus modelos de liderança para reduzir a dependência de indivíduos-chave e fortalecer decisões distribuídas, especialmente em fases de expansão.
Quando o líder se torna o gargalo
O sinal de alerta, segundo Carla, aparece quando a empresa não funciona sem a presença constante do líder. “Se a operação depende exclusivamente de uma pessoa, o negócio é vulnerável. Empresas maduras são aquelas que continuam funcionando mesmo quando quem lidera não está envolvido em cada detalhe”, destaca.
Na avaliação dela, o amadurecimento da gestão é decisivo para a longevidade. “O papel do líder não é ser indispensável, mas construir uma estrutura que funcione sem ele. Quando isso acontece, a empresa deixa de depender de pessoas específicas e passa a depender de processos”, conclui.
Em um cenário de crescimento econômico mais moderado e maior pressão por eficiência, a liderança baseada em controle perde espaço. Estrutura, autonomia e clareza de gestão se consolidam como pilares para empresas que querem crescer sem comprometer decisões, pessoas e resultados.
Sobre o SERAC & BHub
O SERAC é referência nacional em contabilidade, educação e gestão corporativa e BHub, startup especializada em soluções tecnológicas de backoffice. Com mais de 10 mil clientes e presença em todo o território nacional, essa união visa transformar o setor contábil por meio de automação, formação e parcerias estratégicas. Instagram: @sou_serac ou pelo site souserac.com.
Sobre Carla Martins
Carla Martins é vice-presidente do SERAC. Atende grandes empresários e personalidades da mídia, direcionando o crescimento sustentável de diversos negócios. Possui qualificação e acredita muito no poder de gestão de negócios e no empreendedorismo feminino.
Como Vice-Presidente do SERAC busca direcionar novos empresários a alcançarem o próximo nível com soluções contábeis, jurídicas e de gestão, impactando positivamente vidas de clientes, parceiros, colaboradores, amigos e familiares. Carla é contabilista formada em Marketing pela ESPM e pós graduada em Big Data e Marketing. @soucarlamartins
Fontes de Pesquisa
Gallup
Harvard Business Review
Deloitte
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