NR-1 2026: empresas têm até maio para mapear riscos psicossociais
Nova portaria obriga inclusão da saúde emocional no gerenciamento de riscos e expõe falta de preparo de companhias às vésperas do prazo
A saúde emocional passou a impactar diretamente custos, produtividade e retenção de talentos nas empresas brasileiras. Dados do Global Talent Trends Report, elaborado por LinkedIn e PwC, indicam que 56% dos desligamentos no país são voluntários, em geral associados a esgotamento emocional, clima organizacional e falhas de liderança. No mesmo sentido, pesquisa global da Deloitte mostra que 76% dos profissionais da Geração Z priorizam o bem-estar psicológico ao escolher onde trabalhar.
Essa realidade pressiona as companhias às vésperas da entrada em vigor do novo escopo da NR-1, que passa a exigir o tratamento formal dos riscos psicossociais a partir de maio. A mudança foi oficializada pela Portaria nº 1.419/2024, do Ministério do Trabalho e Emprego, que alterou o capítulo de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
Jéssica Palin Martins, advogada e psicóloga especializada em saúde emocional corporativa, afirma que a norma muda a lógica do risco ocupacional nas empresas. Segundo ela, fatores como estresse crônico, sobrecarga de trabalho, conflitos de liderança e assédio passam a exigir identificação e controle formal. “O gerenciamento de riscos ocupacionais agora precisa incluir também os fatores psicossociais”, afirma.
Com a virada do ano, a busca por orientação técnica se intensificou, especialmente em dezembro, quando muitas empresas perceberam que ainda não possuem protocolos claros para atender à nova exigência.
Na prática, a responsabilidade se amplia para áreas de RH, segurança do trabalho e lideranças, que precisam estruturar processos contínuos, com registros técnicos e planos de ação documentados.
A especialista ressalta que ainda há confusão entre ações isoladas e gestão de risco. “Palestras ou benefícios pontuais não atendem à NR-1. É preciso diagnosticar os riscos, entender causas e demonstrar atuação preventiva”, explica.
Além do impacto jurídico, o fator emocional passou a ser tratado como variável estratégica. “Quando o risco psicossocial não é gerido, os sinais aparecem em afastamentos, rotatividade e queda de engajamento. Isso tem custo direto para o negócio”, observa.
Na avaliação de Palin, as organizações que se anteciparem ao prazo terão vantagem competitiva. “Quem estruturar agora seus processos não apenas cumpre a norma, mas ganha clareza para decisões de liderança, melhora o clima interno e fortalece a confiança”, diz.
Para a especialista, a NR-1 consolida uma virada definitiva. “A saúde emocional deixou de ser discurso. Ela entrou no campo regulatório e passa a integrar a governança das empresas”, conclui.
Sobre Jéssica Palin
Jéssica Palin Martins é advogada, psicóloga e especialista em saúde mental no ambiente corporativo, graduada em Direito pela Universidade Paulista (UNIP) e em Psicologia pelo Centro Universitário do Norte Paulista (UNORP), mestre em Direito pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET) e especialista em Intervenção Familiar Sistêmica pela pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, FAMERP .
Fundadora da IntegraMente, desenvolveu uma metodologia que combina testes psicológicos validados com planos de ação estratégicos para lideranças e RHs. Sua atuação tem como foco no gerenciamento de riscos ocupacionais deve abranger os riscos que decorrem dos agentes físicos, químicos, biológicos, riscos de acidentes e riscos relacionados aos fatores ergonômicos, incluindo os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho.
Seu trabalho ganhou relevância especialmente após a publicação da Lei 14.831/2024, que instituiu o Certificado de Empresa Promotora da Saúde Mental. A norma, já aprovada e aguardando regulamentação, estabelece critérios claros para a promoção da saúde emocional no trabalho.
Paralelamente, a Portaria nº 1.419 do Ministério do Trabalho e Emprego, publicada em 27 de agosto de 2024 (DOU de 28 28/08/2024 - Seção 1), que aprova a nova redação do capítulo “1.5 Gerenciamento de Riscos Ocupacionais” e altera o “Anexo I – Termos e definições” da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) que incluiu oficialmente os fatores psicossociais como riscos ocupacionais, reforçando a necessidade de estratégias corporativas de prevenção.
Sobre a Palin & Martins
Fundada em São José do Rio Preto (SP), a Palin & Martins é uma consultoria especializada em gestão tributária para o agronegócio, com atuação em todo o território nacional. A empresa é referência na recuperação de créditos de ICMS, conformidade fiscal e reestruturação estratégica, com foco em produtores rurais e exportadores.
Sob a liderança de Altair Heitor, contador e psicólogo com mais de 22 anos de experiência, e da advogada e psicóloga Jéssica Palin Martins, a consultoria já movimentou mais de R$ 529 milhões em créditos tributários para seus clientes.
Reconhecida por aliar precisão técnica, inteligência de dados e abordagem humanizada, a Palin & Martins atua diretamente na conversão de tributos em ativos financeiros legítimos. Além disso, oferece mentorias e treinamentos voltados à capacitação de empresários e profissionais do setor. Acesse palinemartins.com.br
Fontes de pesquisa
LinkedIn e PwC – Global Talent Trends Report
https://business.linkedin.com/talent-solutions/resources/talent-strategy/global-talent-trends
Deloitte – Global Gen Z and Millennial Survey
https://www.deloitte.com/global/en/issues/work/genz-millennial-survey.html
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