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4 empreendedoras para conhecer no dia do empreendedorismo feminino

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No dia 19 de novembro é comemorado o Dia do Empreendedorismo Feminino, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com o relatório executivo de Empreendedorismo no Brasil, de 2019, realizado pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM), em 2019, os homens se mostraram mais ativos no que se refere ao seu envolvimento com o empreendedorismo em estágio estabelecido do que as mulheres. A taxa dos empreendedores estabelecidos do sexo masculino foi de 18,4%, enquanto a do sexo feminino foi de 13,9%. Contudo, praticamente não existe diferença entre homens e mulheres quando se trata de empreendedorismo inicial.

Apesar da menor permanência das mulheres na atividade empreendedora, podemos destacar que o nível de escolaridade média das mulheres é de um ano superior à média dos homens — enfatizando que o que afasta as mulheres do empreendedorismo não é falta de capacidade técnica, e sim problemas mais profundos enraizados na sociedade, jornada dupla, normas sociais, crenças limitantes, menor fluxo de investimento de venture capital, entre outros.

Mesmo assim, vale lembrar que a estimativa do número de mulheres empreendedoras no Brasil em 2019 foi de 26 milhões, muito próxima dos 29 milhões de homens. Mesmo com essa realidade longe do ideal, mulheres já vêm superando os homens em termos de resultados. Um estudo recente do Boston Consulting Group avaliou 350 startups que fizeram parte do programa MassChallenge, revelando que, para cada dólar de investimento levantado, as startups geridas por mulheres renderam 78 centavos de receita, enquanto as startups geridas por homens renderam apenas 31 centavos.

No dia do empreendedorismo feminino, conheça 5 mulheres que superaram barreiras e hoje empreendem no ecossistema de tecnologia:

Lícia Souza, fundadora e CEO da WE Impact

A empresária e advogada Lícia Souza começou a flertar com o ecossistema de startups em 2016, quando iniciou sua atuação como advisor jurídica da Boreal Capital, fundada pelo seu irmão, o empreendedor serial Gustavo Souza. Mas foi em 2018, quando engravidou e viu a segurança de sua carreira executiva ser colocada à prova, que o caminho do empreendedorismo a encontrou: ela aceitou se dedicar 100% a um projeto da empresa para o desenvolvimento de startups. Junto à Boreal, Lícia criou então a WE Impact, primeira Venture Builder dedicada a mulheres fundadoras de startups. Investindo capital estratégico e financeiro, a empresa apoia o crescimento das empreendedoras com suporte hands-on nos três principais pilares para o sucesso de startups: conhecimento específico, networking e acesso a capital. “Não é só sobre negócios. É sobre construir um ambiente que seja acolhedor para as mulheres, colocando as necessidades delas em primeiro lugar. Precisamos ter mulheres interagindo com mulheres, investindo em mulheres, assistindo a mulheres — é sobre quebrar paradigmas do venture capital, trazendo uma nova forma de construir e viver o ecossistema de startups. Só assim teremos a real inovação”, comenta Lícia. Desde sua fundação, a WE Impact já investiu mais de R$ 1 milhão no empreendedorismo feminino tecnológico, e anunciará novos investimentos ainda este ano.

Bibiele Teixeira, cofundadora da 49 educação

Cofundadora da 49 educação, primeira Startup University do Brasil, criada em 2019 dentro da Universidade de Stanford, no Vale do Silício, Bibiele Teixeira tem apenas 22 anos e, junto à uma equipe de vendas predominada por mulheres, conquistou R$1 milhão de reais em faturamento e mais de 500 alunos em nove meses de operação do negócio. Com uma metodologia própria, voltada ao desenvolvimento de startups por meio de um modelo educacional voltado para uma aplicação prática e resultados concretos, os programas da 49 são direcionados aos empreendedores que desejam escalar seus negócios através de mentorias com empreendedores e investidores do ecossistema de inovação internacional e nacional.

A trajetória profissional da empreendedora foi curta, mas intensa. Ainda na graduação de Administração Empresarial, Bibiele fundou a empresa durante a faculdade, depois de quase dois anos envolvida com o movimento empresa júnior, onde atuou desde assessora de marketing até presidente da consultoria. Junto à Leandro Piazza, gestor e professor universitário, viu que existia uma lacuna grande na educação do Brasil — ela não atendia os jovens que desejavam empreender e não tinham ideia de como começar. Assim, surgiu a ideia da 49 educação.

Para ela, o empreendedorismo feminino é um desafio pessoal. Nos eventos que a empresa promove, é comum uma participação de 70% de homens e apenas 30% de mulheres, mesmo com uma divulgação igualitária para ambos. “O desafio começa com as mulheres entendendo que são capazes. O ambiente empreendedor é masculino, mas é com coragem que nós conseguimos incentivar outras mulheres a continuarem. Hoje, dentro da 49 educação, meu objetivo é ser exemplo — mostrar que eu tenho 22 anos, sou mulher, e entrego mais resultados que muitos que ocupam a mesma posição que a minha”, conta Teixeira.

Danielle Amaro, CEO e fundadora da Paytrack

A Paytrack é uma empresa de tecnologia que desenvolve soluções para gestão e controle de despesas e viagens corporativas com processo E2E (end to end), com sistema centralizado para configuração de políticas e regras de gastos, planejamento, solicitação e prestação de contas de viagens e de conciliação de faturas, além de expense. Fundada em 2016 pela CEO Daniele Amaro, executiva de um dos maiores grupos educacionais do país e que empreendeu por conhecer o mercado de viagens corporativas e suas dores, a empresa conta com mais de 100 clientes, entre eles WEG, Sicredi, Expresso Nepomuceno, Fundação Lemann e Mallory. Em 2020, mesmo com o contexto da pandemia, a Paytrack projeta um crescimento de 250% em seu faturamento.

Michelly Dellecave, co-fundadora e CMO da Pulses

O empreendedorismo está na veia da família da psicóloga Michelly Dellecave: filha de pai e mãe micro-empresários, ela começou a ajudar na rotina do negócio desde muito nova, e sempre correu atrás da sua independência. Hoje ela atua como Chief Marketing Office (CMO) na Pulses, uma startup que tem soluções de clima organizacional e engajamento medidos de forma contínua, mas também já desenvolveu uma ferramenta de interação em sala de aula (o Edupulses) e foi pesquisadora e professora da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). Na área acadêmica, estudou sobre desigualdades sociais de mulheres e LGBTs, focando principalmente na questão das mulheres no mercado de trabalho. “Eu tive muita sorte porque trabalhei em empresas que me valorizaram, mas sei o quanto existe de preconceito em relação às mulheres, e que poderia ter sentido um outro impacto se não fosse dona do meu próprio negócio. Culturalmente, o mundo tem falado que a tecnologia é para os homens, mas não é. E a gente não precisa deixar nossas características tidas como ‘femininas’ de lado para conquistar esses espaços, porque é só através da diversidade e igualdade que nós vamos conseguir nos fortalecer”, define Michelly.


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