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A empatia como chave para gestão de entregas e pessoas em tempos de crise

Felipe Massardo é coordenador de projetos no Instituto das Cidades Inteligentes (ICI) - Créditos: Divulgação Felipe Massardo é coordenador de projetos no Instituto das Cidades Inteligentes (ICI) - Créditos: Divulgação

Por Felipe Massardo*

Uma discussão que acredito ser muito pertinente em tempos de pandemia é como ficam, neste cenário quase caótico, as entregas? Esta questão não se limita apenas às entregas de projetos e software, pode abranger entregas de qualquer trabalho que seja.

Caso nenhuma mudança tenha sido formalizada, os contratos vigentes, via de regra, seguem vigentes, com ou sem pandemia. Mas é humanamente impossível que tudo o que viemos vivenciando não gere qualquer impacto em nossa rotina de trabalho. Rotina esta que também se modificou drasticamente, seja por alteração de local (remoto/home office), restrições de horários, medidas sanitárias.

Também é necessário considerar que, entre pessoas de nível técnico semelhante, que trabalham na mesma empresa, com as mesmas condições de trabalho, existe variação de produtividade mesmo em situações normais. Logo, estas variações tendem a se acentuar consideravelmente à medida que novas variáveis entram nessa equação. Não bastasse a mudança física da empresa para a casa, há muitos outros fatores que podem impactar o trabalho: morar sozinho ou com a família, ter ou não animal de estimação, dispor ou não de equipamentos adequados em casa, ser mais ou menos afetado pelas notícias do “mundo exterior”, dentre outros. Todas essas variáveis influenciam, em alguma medida, a produtividade de cada trabalhador.

Sendo assim, a pandemia e suas consequências são motivos suficientes para que prazos, escopos, custos, contratos (inclusive de trabalho) e demais acordos sejam sumariamente descumpridos ou ignorados? É evidente que não. Também seria inviável refazer contratos e acordos com cláusulas específicas para vigorarem durante a pandemia, haja vista que isso exigiria levar em conta o fator humano de cada pessoa envolvida em cada processo.

Sem entrar em questões jurídicas, nem na subjetividade do que é justo ou injusto nesses tempos difíceis, é clara a necessidade de se chegar a um meio termo. Não é possível agir como se nada estivesse acontecendo, nem como se houvesse aval para que as entregas sejam feitas apenas quando houver conveniência.

Assim, acredito que a chave para a superação dessa crise passe pela empatia. Talvez esta habilidade nunca tenha sido, em tempos recentes, tão demandada quanto é hoje. É necessário exercitá-la em todas as relações: entre colegas de trabalho, líderes e liderados, clientes e fornecedores e qualquer outra relação humana que faça parte da rotina laboral. É primordial que, antes de se analisarem cláusulas contratuais potencialmente descumpridas, busquemos descobrir as razões pelas quais as pessoas envolvidas não conseguiram entregar o esperado e, então, negociar a melhor forma de se cumprir o combinado. É preciso analisar cada situação individualmente, sem imaginar que alguém possa estar utilizando a pandemia como pretexto para trabalhar menos, mas partindo do pressuposto que vivemos uma situação temporária de caos social em todas as esferas e que, assim que retornarmos ao (novo) normal, poderemos voltar também às exigências contratuais e de produtividade tradicionais.

*Felipe Massardo é coordenador de projetos no Instituto das Cidades Inteligentes (ICI).


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