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Setor de seguros mantém resiliência na crise ao buscar inovação

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Confira artigo de Ronaldo Dalcin, presidente do Sindseg N/NE

A história recente da humanidade não tem registro de uma situação como esta pela qual estamos passando com a pandemia do coronavírus, que tem se mostrado um enorme desafio para todas as formas de organização política, social e econômica. No entanto, acredito que qualquer crise também pode ser um momento de buscar oportunidades. Na área de seguros, novos produtos devem surgir a partir de novas necessidades.

Dados atuais mostram que as seguradoras e os parceiros corretores têm demonstrado resiliência mesmo em um período de dificuldades. O faturamento do mercado de seguros brasileiro totalizou R$ 81 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, revelando alta de 4,9% em comparação ao mesmo período do ano passado, fato que reitera a solidez do nosso segmento, mas que também precisou se reinventar do dia para a noite, assim como a grande maioria da população mundial.

Adentramos no regime de home office sem impactos na nossa eficiência operacional, de forma rápida e certeira. Implementamos diversas ações específicas a esse momento de pandemia, em total apoio aos corretores e segurados, visando a continuidade dos seus negócios. Uma clara demonstração do quanto somos resilientes e adaptáveis. Tenho a certeza de que podemos suportar essa crise e mais: já estamos plenamente inseridos no contexto de transformação digital que é um dos desafios propostos por esse “novo normal”.

Claro que ainda estamos ajustando alguns pontos e um deles se refere ao fato de que precisamos revisar e reescrever nossos planejamentos. Mas, no cômputo geral, essa ressignificação nas nossas atuações foi exitosa. Passamos a entender e navegar melhor no ambiente virtual, através das diversas ferramentas que já estavam à disposição e que, por vezes, não as usávamos com tanta frequência. O fator presencial foi substituído pelo virtual, demonstrando que a tecnologia pode ser uma aliada importante na continuidade dos nossos projetos, porém sem deixar de lado a essencialidade das relações humanas.

Outra análise que posso trazer é que nosso segmento já estava passando por diversas mudanças há alguns anos, quer seja por conta de novas gerações estarem adentrando no mercado de consumo com comportamentos e necessidades diferentes, mas também pela busca de customização e personalização dos nossos serviços e produtos. A pandemia só acelerou esses processos, expondo a necessidade de sermos mais criativos e inovadores.

Quem se propor a revisitar seu mindset, estudar o comportamento do consumidor, buscar a capacitação, entender os movimentos de mercado e quebrar diversos paradigmas estabelecidos anteriormente, sairá na frente. É preciso ter capacidade rápida de adaptação nessa transformação. Precisamos protagonizar a evolução, auxiliando nosso mercado a se manter resiliente.

Não conheço outro caminho que não passe por muito trabalho e união de todos os agentes: seguradores, corretores, assessorias e prestadores. Achatar a curva do vírus é uma responsabilidade nossa, tendo todos os cuidados recomendados pelos órgãos de saúde. Não achatar a curva do nosso negócio também é nossa responsabilidade e dependerá muito da nossa atuação, do nosso protagonismo e engajamento de todos nessa causa.

*Ronaldo Dalcin é Presidente do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindseg N/Ne)


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