Pandemia traz oportunidades ao mercado financeiro
Como toda crise, a provocada pela atual pandemia do novo coronavírus traz oportunidades ao mercado financeiro. Enquanto algumas empresas acabam se prejudicando com o isolamento social e o fechamento do comércio, outras se beneficiam e, outras, ainda, parecem que não estavam prontas para aproveitar a oportunidade. Confira abaixo levantamento realizado por Ernani Reis, analista da Capital Research, casa de análises do grupo Red Ventures.
Mundo:
Maus exemplos: Zoom
O caso mais famoso é o da americana Zoom. A empresa de comunicação em vídeo viu o número de usuários diários saltar de 10 milhões em dezembro, para 200 milhões em março, números que fizeram as ações da companhia registrarem alta de 100% em apenas 2 meses. Mas problemas com a privacidade dos usuários fizeram a empresa passar de grande case de sucesso para grande decepção, e agora, não só a Zoom já viu o preço de suas ações recuarem novamente, como está tendo de lidar com inúmeros processos na justiça.
Bons exemplos: Amazon
Se a Zoom pode ter perdido a grande chance de virar uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, a gigante do e-commerce Amazon parece estar sempre preparada para aproveitar as oportunidades que tem. A companhia de Jeff Bezzos é outra que se beneficiou com a crise e voltou a se tornar a marca mais valiosa do mundo, cotada a US$ 221 bilhões. Os papéis da companhia acumulam alta na bolsa desde o começo da quarentena, quando mais pessoas passaram a usar serviços de entrega para evitar sair de casa.
Netflix
Sucesso semelhante pode ser visto no caso da Netflix. A companhia de streaming tem feito ações em conjunto com alguns de seus concorrentes, o que tem reforçado uma visão otimista sobre sua marca junto aos consumidores. Mas não é só isso. A empresa acabou de divulgar seu balanço do primeiro trimestre e o número de novos usuários no mundo (16 milhões) praticamente dobrou as expectativas do mercado. O bom resultado também pôde ser visto na bolsa, onde a companhia chegou a ganhar US$ 34,6 bilhões em valor de mercado em apenas quatro dias.
Brasil
Bons exemplos
Pão de Açúcar
Aqui no Brasil, empresas como Rappi e Ifood também tiveram a oportunidade de crescer em meio à crise por conta do aumento do número de pedidos de entrega, ainda que os cuidados estendidos aos entregadores ainda levantem questionamentos. Mas, como ambas as startups ainda estão fora da bolsa, um dos cases de sucesso no Brasil pode ser o gigante Pão de Açúcar, que detém 70% do market share de e-commerce de alimentos no País e vem sendo beneficiado por um aumento das compras digitais, em grande parte, por meio do seu aplicativo de entregas James.
Magazine Luiza
Seguindo a mesma lógica de aumento exponencial do uso de serviços e consumo online, outra empresa que está se beneficiando é a Magazine Luiza. Queridinha de muitos no mercado financeiro justamente por ser pioneira na estratégia digital, a rede varejista está na frente da corrida do e-commerce no País quando se refere à venda de móveis e eletroeletrônicos online. Por meio de estratégias como Next Day Delivery e Marketplaces, a empresa vem tentando aumentar ainda mais a sua participação de mercado.
Maus exemplos Petz
A varejista Petz, controlada pela holding Pet Center Comércio e Participações, deu os primeiros passos no seu processo de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na B3 ao final de 2019. Com mais de 105 lojas em 12 estados brasileiros e faturando mais de R$ 1 bilhão no último ano, a rede varejista é uma das empresas que interromperam o processo de abertura de capital ao menos no primeiro semestre deste ano. A oportunidade perdida, no entanto, não foi culpa da própria empresa, como no caso da Zoom, e devemos dizer, inclusive, que o setor de pet shop está se mostrando resiliente frente à crise, sendo um dos setores que pode apresentar maior crescimento nos primeiros seis meses do ano.
Azul
Por último, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras é a empresa com maior queda de preços acumulada nas ações neste ano: 71,67%, saindo dos R$ 58,78 para os atuais R$ 16,45. A recente venda de 80% das ações preferenciais por parte do controlador e fundador, David Neeleman, abriu espaço para especulações sobre o tempo de retomada da companhia e até mesmo sua capacidade de liquidez, o que faz da Azul uma das empresas brasileiras mais afetadas pela crise e um exemplo a não ser seguido.
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