Como o novo comportamento do consumidor influencia o futuro dos consórcios
Por Tatiana Schuchovsky Reichmann*
O comportamento do consumidor vem evoluindo de forma acelerada, marcado por decisões mais conscientes, impulsionadas pela tecnologia e amplo acesso à informação. Se antes preço e conveniência eram fatores centrais para a compra, agora os critérios estão mais complexos: personalização, transparência, propósito e experiências integradas em todos os canais estão entre as exigências. Essa mudança faz parte de um movimento que desafia empresas de todos os setores a evoluir para atender a expectativas que já não são futuras, mas presentes.
Nos próximos anos, a tendência é que isso se intensifique mais. E, como consequência, marcas que não conseguirem atender jornadas omnichannel, capazes de conectar o ambiente físico ao digital, correm o risco de ficar para trás. Isso porque a atenção do consumidor, um recurso altamente disputado, será conquistada por quem oferecer interações relevantes, rápidas e emocionais. Neste sentido, essa conexão tende a ser ainda maior diante da busca pelo bem-estar, assim empresas que ignorarem temas como saúde mental, cuidado, agilidade e eficiência perderão espaço para aquelas que conseguirem equilibrar tecnologia e humanização.
Ao mesmo tempo, a transparência deixará de ser diferencial e se tornará obrigação. Consumidores desejam entender o que estão comprando, acompanhar processos e prever o impacto de suas escolhas. Não à toa, marcas com propósito e compromisso consistente com sustentabilidade e responsabilidade social tendem a liderar a preferência do público, uma vez que o consumo consciente está deixando de ser nicho e entrando no centro do mercado.
No segmento de consórcios essas mudanças não só já são perceptíveis como estão se acentuando. A demanda por uma jornada simples, clara e objetiva é cada vez maior. Quem ingressa em um grupo busca mais do que adquirir uma cota: quer uma experiência completa, com atendimento consultivo desde a contratação até a contemplação.
Por isso, acredito que a oferta pela melhor experiência será um dos motores das transformações no setor nos próximos anos. Com isso, administradoras precisarão acelerar sua evolução tecnológica, ampliando a digitalização, a transparência dos processos e a capacidade de oferecer soluções personalizadas, sem renunciar ao suporte, que permanece essencial.
Neste cenário, a Ademicon tem estudado e implementado atualizações constantes para facilitar e potencializar a jornada tanto dos clientes quanto dos consultores, além de mostrar a importância do planejamento financeiro na rotina dos brasileiros.
Diante de juros elevados e de uma população mais consciente sobre o uso do dinheiro, o consórcio consolida-se como uma alternativa moderna, flexível e alinhada ao novo perfil do consumidor: alguém que quer conquistar bens, mas sem comprometer sua saúde financeira. Afinal, não se trata apenas de comprar; trata-se de planejar, construir patrimônio e fazer escolhas mais sustentáveis ao longo do tempo.
Mais do que nunca precisamos estar atentos a estas mudanças e tendências, com o objetivo de oferecer a melhor e mais eficiente experiência a nossos clientes, sem deixar de lado é claro, nosso especialismo no segmento.
* Tatiana Schuchovsky Reichmann é administradora, especializada em gestão empresarial e CEO da Ademicon. Com quase 30 anos de atuação na empresa, lidera atualmente uma equipe de 450 colaboradores e mais de 8 mil consultores de venda em todo o Brasil. Acredita que o consórcio é um meio de democratizar o acesso ao crédito e uma ferramenta de planejamento financeiro.
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