A narrativa errônea e como somos alijados do debate institucional acerca da nossa profissão !
No atual quadro profissional no qual nos encontramos, fica mais do que evidenciada a nossa flagrante falta de representatividade jurídico-institucional, uma vez que os que se apresentam como “nossas lideranças”, apenas defendem seus interesses político-sindicais. Não há qualquer consulta à categoria. Não há convocação de uma AGE. Não nos deixam opinar em nada. Lutam para se perpetuar no poder absolutista de décadas, criando monopólios de toda sorte que mais aprisionam os profissionais da corretagem do que os libertam de suas amarras. Os personagens vão sendo substituídos, mas o “sistema” vigora ad eternum e, como num jogo de cartas marcadas, estes apenas trocam de lugar e de cargos, consolidando o seu mister de perpetuarem-se em seu vasto império de poder.
Entrementes e sob outra perspectiva, no meu sentir e no macro contextualizado das atuais circunstâncias, a Superintendência de Seguros Privados – SUSEP vem, injustamente, recebendo críticas da maioria dos profissionais da corretagem de seguros quando, na verdade, nos apresenta um novo MARCO REGULATÓRIO que nos concede a oportunidade de nos libertarmos destas amarras monopolistas institucionais.
Entendam: com ou sem o advento da MP 905/2019, o instituto da autorregulação da corretagem de seguros é uma realidade inexorável e indelével. Não tem volta. Então, o melhor a fazer, é aproveitarmos que somos parte deste novo paradigma para aperfeiçoar esta “ferramenta regulatória” de modo a torna-la o mais próximo possível daquilo que entendemos como um ideal para a nossa atividade.
Aliás, todos se recordam que essa mesma SUSEP - tão defenestrada nos dias atuais - já foi administrada, em duas oportunidades, por Corretores de Seguros (de 2007 a 2010; e de 2016 a 2018)?
TIVEMOS DIAS MELHORES POR CONTA DISSO?
O que a bem da verdade herdamos foi o malfadado recadastramento (2008); o surgimento da Seguradora Líder, que passou a administrar o seguro DPVAT (2007), nos excluindo e centralizando nossas prerrogativas via sindicato – que, segundo denúncia, não ganhou pouco por isso; o aumento da ilegal atividade dos bancos que, desde sempre, ao invés de nomearem representantes, criam suas próprias corretoras cativas; e, principalmente, o aumento exponencial de protagonistas marginais invadindo o nosso mercado. Deu no que deu...
José Carlos N. de Souza
Corretor de Seguros
(11) 99645-4166
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