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Fisioterapeuta do Santos FC detalha processo de recuperação dos atletas em meio ao calendário "apertado" do futebol brasileiro

  • Segunda, 14 Março 2022 11:34
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  SantosPress Comunicação Integrada
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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O calendário é sempre tópico de debate no futebol brasileiro. Em 2022, já contando a classificação na primeira fase da Copa do Brasil, o Santos FC fará ao menos 58 jogos na temporada (38 pelo Campeonato Brasileiro, 12 pelo Campeonato Paulista, 2 pela Copa do Brasil e 6 pela Copa Sul-Americana). Caso avance para as finais de todos os torneios, o Peixe entrará em campo 79 vezes.

Em 2022, a Copa do Mundo "aperta" ainda mais o calendário, uma vez que o Campeonato Brasileiro, que vem a terminar na primeira quinzena de dezembro, terminará em 13 de novembro, encerrando a temporada de futebol no país.

Dentro deste cenário, o diretor do Instituto Pierin e fisioterapeuta do Santos FC, Antônio Lucas Pierin, o Tom Pierin, detalha a rotina de trabalhos realizados internamente para manter os atletas no ápice físico e técnico.

"Após um período curto de pré-temporada, já estamos tendo dois jogos por semana e, por vezes, com espaçamentos menores que 72h, com viagens longas, fazendo com que haja um curto período para recuperação entre um jogo e outro, aumentando a chance de lesões e diminuindo a performance", explica Tom.

Mas, afinal, o que pode ser feito para diminuir esses riscos de lesão e tentar otimizar a performance? O processo de recuperação se inicia já no pós-jogo, com a suplementação da fisiologia, um cardápio nutricional específico e medidas de recovery com a equipe de fisioterapia, que inclui a utilização botas de compressão pneumática, crioimersão e liberação miofascial. Aliado a isso, os atletas são orientados para cumprirem protocolos específicos relacionados ao sono e aos hábitos de vida corretos.

Além de lidar com diversos fatores físicos, para um processo eficiente de recuperação dos atletas é necessário alinhar outros fatores como a logística das viagens: horários, transporte, estadia, entre outros.

"Nos treinos seguintes ao jogo, são realizados processos de medidas de recuperação, como controle de carga da fisiologia, junto a preparação física e comissão técnica, para definir a carga que vai ser implementada nos treinos que vão anteceder o jogo. Com diversos fatores, nos dão um resultado final que é gerenciar os riscos de lesões, diminuir o potencial desses riscos e também fazer com que a atleta mantenha a performance em campo", ressalta.

Os fatores extracampo também influenciam neste processo. Ou seja, um time bem gerenciado, com salários em dia, um bom ambiente entre comissão técnica e jogadores, além de resultados em campo, que influenciam no ânimo, na confiança e na segurança do atleta.

"Um elenco grande também ajuda bastante. Tendo peças de reposição à altura, é possível gerenciar e "rodar" o elenco, de acordo com alguns marcadores, como a carga de treino, a intensidade, o volume, os marcadores de quilometragem que aparecem no GPS, alguns testes de biomarcadores, testes bioquímicos como o CK, escalas subjetivas de percepção do esforço e do repouso. Existem também outros marcadores, como a termografia, para comparar também as imagens do basal, do que é normal daquele músculo, do atleta descansado, comparando com o atleta pós-jogo em período de 24h a 48h e sempre alinhando com os relatos do atleta e sua percepção de como está se sentindo", detalha o fisioterapeuta.

Este processo de gerenciamento é realizado entre as diversas áreas do núcleo de saúde e performance, sendo alinhado entre médicos, fisioterapeutas, preparadores físicos, fisiologistas, nutricionistas e psicólogos, realizando um trabalho em conjunto com a comissão técnica e com o atleta no centro desse processo.

SOBRE TOM PIERIN

Graduado em Fisioterapia pela Universidade Santa Cecília e especializado em Reabilitação nas Lesões pela Unifesp, Tom Pierin teve uma primeira passagem pelo Santos Futebol Clube entre 2010 e 2018, atuando nas categorias de base, no futebol feminino e no futebol masculino profissional do clube, retornando ao clube em julho de 2021.

Fundou o Instituto Pierin, um dos mais modernos centros de fisioterapia da Baixada Santista, e consolidou sua atuação como fisioterapeuta particular de atletas renomados do futebol mundial, como Emerson Palmieri (Chelsea), Gabriel Magalhães (Arsenal), Júnior Moraes (Shakhtar), Malcom (Zenit), Felipe Anderson (Lazio) e Sandry (Santos).


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