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Professora da PUCRS ensina a como cuidar da saúde da pele em meio à rotina da pandemia

  • Sexta, 16 Abril 2021 12:26
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Camila Da Silva Pereira
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Roberta Palazzo, coordenadora do curso de pós-graduação em Estética e Cosmética, dá sugestões de skincare para tratar as marcas causadas pelos EPIs

Após mais de um ano de pandemia da Covid-19, máscaras, protetores faciais e álcool em gel se tornaram alguns dos acessórios mais comuns na rotina de quem precisa sair de casa. Porém, ao utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) por longos períodos, a superfície da pele pode ficar com marcas e até mesmo machucados.

“Profissionais da linha de frente do combate ao coronavírus têm apresentado peles extremamente avermelhadas, muitas vezes com irritações, feridas e até manchas”, conta Roberta Palazzo, professora do curso de Biomedicina da Escola de Ciências da Saúde e da Vida e coordenadora da pós-graduação em Estética e Cosmética: Gestão, Negócios e Procedimentos da PUCRS. Já para o público geral, os casos mais relatados são o de surgimento de acne, coceira, descamação, ressecamento, oleosidade, poros dilatados e flacidez.

Por que o uso da máscara promove alterações na pele?

Uma das causas é o aumento da temperatura dentro da máscara, por causa da respiração. Isso faz com que a transpiração seja maior e, consequentemente, a desidratação da pele também. Uma reação natural de defesa do corpo para isso é produzir oleosidade, cerca de 10% a mais a cada elevação de 1°C.

Outra modificação é a do pH cutâneo, que costuma ser levemente ácido pela presença ácidos graxos e ácido lático no sebo e no suor, respectivamente. Com a maior produção desses fluidos o resultado é uma maior acidificação, causando o desequilíbrio da microbiota cutânea, surgimento de infecções e agravamento de condições pré-existentes como rosácea e psoríase.

O uso prolongado de máscara também foi associado a alterações na elasticidade da pele, por causa do calor e da umidade. O microambiente criado promove uma série de estímulos repetitivos e desconectados das condições atmosféricas reais, gerando as alterações e fatiga cutânea.

Como minimizar o impacto dessa nova rotina na pele?

Confira algumas orientações de Roberta que podem ajudar na saúde e na recuperação da sua pele:

Beba água regularmente: “a hidratação da pele não depende apenas dos produtos aplicados diretamente sobre ela”, destaca a professora.
Higienize o rosto: faça a limpeza de forma suave, duas vezes ao dia (pela manhã e à noite) e após suar em excesso. Evite lavar com água quente ou produtos que contenham álcool, priorizando produtos não oleosos e livres de fragrâncias.
Tome cuidado ao esfoliar: se não for possível ficar em casa, para recuperar a pele sem a interferência de acessórios de proteção, evite esfoliações químicas ou mecânicas.

Hidrate muito a pele: procure pelo tipo de produto mais adequado para o seu tipo de pele, como gel, loção, creme, etc. Formulações com propriedades calmantes e anti-inflamatórias são muito bem-vindas nesse momento.

Se possível, não use maquiagem: sob a máscara, a maquiagem tem maior probabilidade de obstruir os poros e causar erupções cutâneas. Se for necessário, use apenas produtos rotulados como “não-comedogênico”, que têm uma textura mais leve ou ingredientes menos oleosos.
Trate as lesões: em caso de marcas vermelhas pelo contato e pressão estabelecidos pela máscara, é possível aplicar uma camada fina de óxido de zinco diretamente nas áreas de atrito. Esse ativo é frequentemente encontrado em pomadas para bebês e apresenta propriedades anti-inflamatórias, além de agir como uma barreira protetora.

Faça intervalos: estudos apontam a maior incidência de problemas na pele após 4h e 6h de uso consecutivo das máscaras. Se possível, faça intervalos de 10min a 15min após 2h de uso.

Troque sua máscara de tecido com frequência: pessoas que utilizam a mesma máscara por longos períodos apresentaram quase o dobro do risco de ter lesões na pele. Faça a substituição a cada 2h, 4h ou 6h, de acordo com o tempo de uso e o acúmulo de umidade.

Não esqueça das mãos: já que é inevitável o uso de álcool gel e as frequentes lavagens com água e sabão, redobre o uso de hidratantes para as mãos.


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