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Apneia aumenta o risco de desenvolver bruxismo

  • Quinta, 22 Outubro 2020 11:22
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Nani Moraes
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Artigo de pesquisadores brasileiros e internacionais aponta a relação entre esses fatores

Existe uma associação marcante entre bruxismo e insônia, em diferentes faixas etárias e gêneros. Essa é a conclusão do artigo “Sleep bruxism and its associations with insomnia and OSA in teh general population of São Paulo”, que foi apresentado na revista americana Sleep Medicine. O artigo foi desenvolvido por Milton Maluly Filho, Cibele Dal-Fabbro, Monica Andersen e Sergio Tufik, todos pesquisadores do Instituto do Sono; Alberto Herrero Babiloni, da McGill University, e Gilles J. Lavigne, do Departamento de Saúde Bucal da Universidade de Montreal.

O estudo identificou que, em mulheres entre 35 e 50 anos, é maior a chance de o bruxismo estar associado à insônia. Entre os jovens, de 20 a 35 anos, o bruxismo ocorre principalmente entre aqueles que são classificados como pessoas com “sono adequado”.

O bruxismo é uma doença caracterizada por um aumento da atividade muscular mastigatória recorrente durante o sono. Segundo a Academia Americana do Sono, o bruxismo é classificado como um distúrbio de movimento. O pesquisador Milton Maluly Filho explica que o bruxismo do sono é relacionado a múltiplos fatores, entre eles ansiedade, estresse e mecanismo neurológicos.

Existem ainda os fatores que o especialista caracteriza como exógenos, como por exemplo, ingestão de medicações, drogas ilícitas, álcool, cafeína e nicotina – substâncias que podem agravar ou até mesmo desencadear essa atividade motora.

O pesquisador explica que a prevalência do bruxismo do sono é de 5,5% a 12%, atingindo principalmente pessoas mais jovens. Esses dados foram coletados a partir de amostra representativa da cidade de São Paulo, no Episono - estudo epidemiológico do sono na cidade de São Paulo, realizado em 2007 com 1.042 voluntários, com idade entre 20 e 80 anos.

As consequências mais frequentes do bruxismo são problemas com a saúde oral, dores na musculatura mastigatória e articulação temporomandibular, desgaste e fraturas de dentes, bem como fraturas de próteses e implantes.

Para levantar esses dados, todos os participantes preencheram questionários e foram submetidos a exames clínicos e a polissonografia completa no laboratório do Instituto do Sono.

“Os nossos objetivos principais foram: Primeiro: avaliar quais os fatores de risco que são associados ao bruxismo do sono na população geral. Segundo: descrever perfis desta amostra populacional baseados nos indivíduos com bruxismo, dados sociodemográficos e distúrbios do sono”, afirma Maluly.

Para um tratamento correto existe a necessidade da busca de profissionais capacitados em controlar o bruxismo. Esses devem identificar as possíveis interações e quando necessário envolver outras especialidades médicas para que se atinja o sucesso terapêutico.

Sobre o Instituto do Sono

O Instituto do Sono é um centro de referência mundial em pesquisa, diagnóstico e tratamento em distúrbios de sono. Fundado em 1992 pelo Professor Sergio Tufik, é formado atualmente por mais 100 colaboradores, entre eles médicos de diversas especialidades, técnicos, psicólogos, biólogos, biomédicos, dentistas, assistentes sociais, enfermeiras, fisioterapeutas, educadores físicos e pesquisadores. Além do atendimento à população, conta com uma área educação continuada que já capacitou mais de 4.000 médicos e outros profissionais de saúde. www.institutodosono.com

O Instituto do Sono faz parte da AFIP (Associação Fundo de Incentivo à Pesquisa), uma instituição privada, sem fins lucrativos e filantrópica, fundada por profissionais da área da saúde, professores universitários e pesquisadores há mais de 40 anos. Seu objetivo é fornecer suporte financeiro para atividades de docência, pesquisa científica e atendimento médico à população. 


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