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Alerta da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac)

  • Sexta, 05 Junho 2020 10:04
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Bárbara Cheffer
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Uso da cloroquina com risco de morte súbita e arritmias cardíacas

Desde o início da pandemia do novo Coronavírus, a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC) vem alertando sobre o risco do uso da cloroquina relacionada a arritmias cardíacas potencialmente graves, que pode aumentar o risco de morte. A associação de cloroquina com outros medicamentos pode aumentar ainda mais o risco de efeitos adversos.

Segundo o presidente da SOBRAC, Ricardo Alkmim Teixeira, o uso da cloroquina e hidroxicloroquina isoladamente ou em combinação com a azitromicina podem prolongar patologicamente o intervalo QT (representa a duração total da atividade elétrica ventricular) em pacientes de alto risco devido à predisposição genética ou naqueles com predisposição adquirida.

Esse risco pode ser aumentado ainda mais pela ampla interação desses medicamentos com antibióticos, antiarrítmicos, anestésicos e relaxantes musculares, entre outros. Por esses motivos, é esperado um aumento no aparecimento de arritmias malignas ou fibrilação ventricular se medidas preventivas não forem estabelecidas.

O presidente da SOBRAC ressalta ainda que as taxas de morte súbita de pacientes em uso de Cloroquina ou de Azitromicina individualmente e em outros cenários parecem ser bastante baixas; no entanto, a mortalidade durante o uso desta associação e no contexto da Covid-19 nunca foi estudada. “Desta forma, protocolos assistenciais que incluem esta associação Cloroquina-Azitromicina off-label devem estar atentos aos pacientes de maior risco para a ocorrência de arritmias fatais, em especial idosos, cardiopatas, uso de outros fármacos que prolonguem o QTc e pacientes que apresentam QTc maior ou igual a 500ms antes do início do tratamento”, cita ele.

“À luz dos conhecimentos atuais, pode ser que Cloroquina-Azitromicina salvem vidas; por outro lado, parece óbvio que a sua suspensão ou mesmo a não-prescrição em pacientes de alto risco também pode salvar. É urgente que estudos clínicos de alta qualidade científica respondam a essas dúvidas”, finaliza o presidente da SOBRAC.


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