Brasil sobrevive e até ganha com restrições de Trump ao comércio de aço

Vendas de aço aumentaram em junho de 2018 comparadas com o mesmo período do ano passado -- país já conseguiu negociar cotas de exportações

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, afirmou no começo de julho que as exportações brasileiras de aço para os Estados Unidos ainda não foram afetadas pela mudança no comércio imposta pelo presidente estadunidense Donald Trump em fevereiro, que colocou cotas de vendas específicas aos países fornecedores.

Ele afirmou, porém, que ainda é preciso acompanhar quais serão os efeitos das alterações no fluxo comercial por mais tempo. “Temos de observar mais adiante como as exportações de aço vão se comportar. Até agora, conseguimos manter a média de exportações de aço para os Estados Unidos. O Brasil tem uma quota reduzida para o aço acabado, que está sendo acomodada internamente. Entretanto temos que observar como os embarques vão se comportar até dezembro”, declarou em um evento em Brasília.

De acordo com a pasta, o país exportou US$ 622 milhões de produtos semimanufaturados de ferro e aço em junho. Foi o dobro de tudo o que o Brasil vendeu no mesmo mês de 2017 (US$ 312 milhões). Os dados ainda mostram números melhores nas exportações de tubos flexíveis de aço e ferro no período: de US$ 156 milhões no ano passado para US$ 161 milhões em 2018.

Em outras palavras, as restrições estadunidenses acabaram por colaborar com a indústria brasileira: na comparação com maio, quando a produção caiu por causa da paralisação dos caminhoneiros no país, as vendas de aço do Brasil para os EUA aumentaram 395%, de acordo com o Ministério da Indústria e Comércio Exterior.

Em fevereiro visando principalmente atingir o comércio dos Estados Unidos com a China, Trump impôs uma sobretaxa de 25% para todo o aço comprado pelo país de fornecedores estrangeiros. No mês seguinte, o Brasil enviou representantes para negociar com a Casa Branca um volume de cotas de acordo com a média exportada em anos anteriores -- o mesmo foi feito pela Argentina e pela Coreia do Sul.

De acordo com a Agência Brasil, o limite de exportação de aço semiacabado -- usado como insumo por siderúrgicas estadunidenses -- equivalerá a 100% dessa média. Para os produtos acabados (como aços longos, planos, inoxidáveis e tubos), a quota corresponderá a 70% desse montante.

No Brasil, o mesmo aço serve tanto para combustível de outras indústrias como para produção de mercadorias-base da economia nacional, como a geladeira inox, que faz parte da linha branca.

O governo brasileiro ainda não chegou a um acordo com os EUA pelas cotas de exportação de alumínio, pagando uma sobretaxa de 10% por tudo o que envia aos estadunidenses relacionado ao produto.

À Folha de S. Paulo, um empresário do ramo de siderurgia afirmou que o Brasil se beneficiou com as restrições porque elas seguem valendo para todos os fornecedores de aço dos EUA, com exceção, além do nosso país, da Argentina e da Coreia. "Os que ainda têm espaço dentro da cota para vender, como o Brasil, estão tentando exportar o mais rapidamente possível para tentar aproveitar a alta da demanda durante a temporada de preços elevados", diz o texto.

As importações de produtos brasileiros pelos Estados Unidos representam 13% de tudo o que o país vende para o exterior por ano, de acordo com o Ministério da Indústria e do Comércio Exterior. O Brasil só fica atrás do Canadá (16,1%) em volume de produtos negociados com os EUA -- está à frente de Coreia do Sul, México, Rússia, Turquia e Japão.


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