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Oferecendo a outra face

Era uma família como muitas outras. O casal e três filhos viviam o cotidiano.

O pai, reconhecido e admirado profissionalmente, era quem provia financeiramente o lar, enquanto a mãe se ocupava dos afazeres da casa e dos cuidados diários com os filhos.

Ainda auxiliava o marido em atividades bancárias e financeiras, em um tempo no qual aplicativos e internet não haviam chegado para facilitar tais tarefas.

Corriam quase duas décadas de matrimônio, quando o esposo começou a modificar seu comportamento.

Sempre fora um tanto impaciente com os filhos. Piorara muito. Agora, chegava tarde em casa, tomava a refeição e ia para o quarto.

Depois, permitiu-se abraçar os alcoólicos.

A princípio, nos finais de semana, nos quais os filhos passaram a ver um pai violento e agressivo, com eles e com a mãe.

Quando a dependência ganhou lastro e invadiu a semana, as atividades profissionais sofreram graves interferências.

Foi um período de internamentos, idas e vindas de clínicas, dias sombrios para a família.

Quando a esposa descobriu um relacionamento amoroso do companheiro, o casamento desabou por completo.

Ele saiu de casa, descompromissando-se das obrigações com a esposa e filhos.

Foram momentos difíceis. A abundância e fartura de outrora, resumiu-se em geladeira vazia, dependendo, não raro, da ajuda de amigos e parentes.

Logo mais, ele se mudou para outra cidade e nunca mais houve qualquer contato.

Os anos voaram, céleres.

Passando dos setenta anos, as décadas de tabagismo e os excessos do álcool cobraram seu preço, minando-lhe o pulmão com um enfisema, acompanhado de um tumor.

Vieram as sessões de quimioterapia. Ele morava sozinho, agora. Necessitava de acompanhamento.

Então, os filhos foram ao encontro do pai.

Muito embora a viagem de mais de três horas entre as cidades, lá estavam eles se revezando para acompanhar o tratamento.

Inicialmente, de maneira pontual.

Com o avançar da doença, as internações longas obrigavam a que eles permanecessem com ele por dias seguidos.

As dificuldades eram muitas. Os deslocamentos, as noites insones no hospital, os compromissos profissionais que os filhos não podiam deixar de atender.

Por vezes, o passado vinha-lhes à mente. Refletiam sobre o abandono que o pai lhes impusera e as marcas dolorosas que deixara em cada um.

Entretanto, jamais se negaram a atendê-lo.

Mesmo quando ele se fazia um paciente irascível e prepotente, devolviam com zelo e paciência.

* * *

Observando esse quadro, lembramo-nos da recomendação do Mestre de Nazaré que prescreve oferecer a outra face.

Exatamente o que fizeram esses rapazes maduros.

Devolveram as dores do abandono com atenção e sacrifícios, as privações sofridas com cuidados extremos, provendo todo o necessário ao conforto e tratamento do enfermo.

Pode até ser que o pai nem se aperceba disso e nem modifique suas maneiras e seu modo de ser.

Contudo, os filhos, esses aproveitaram a oportunidade bendita da vida, modificando sentimentos, oferecendo verdadeiramente a outra face, a da compreensão e do perdão.

Uma bela lição. Silenciosa, sacrificial, nobre. Cristã.

Redação do Momento Espírita
Em 17.5.2023.


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