Especialista aponta 3 tendências de 2026 que vão redefinir a tecnologia de pagamentos
IA em tempo real, pagamentos instantâneos e segurança "invisível" devem reduzir falhas no checkout, elevar aprovações e sustentar a expansão internacional
Os gateways de pagamento estão passando por uma das transformações mais rápidas do comércio digital e, com consumidores mais exigentes e redes globais mais complexas, comerciantes precisam modernizar sua estratégia para seguir competitivos, especialmente em operações com múltiplos países, moedas e métodos. Essa exigência já aparece no checkout: segundo o Airwallex Cross-border eCommerce Report, 77% dos consumidores afirmam que abandonariam o carrinho se o método de pagamento preferido não estivesse disponível, o que aumenta a pressão por uma infraestrutura mais flexível e resiliente.
Nesse contexto, para Walter Campos, General Manager América Latina da Yuno, plataforma global de orquestração de pagamentos presente em mais de 200 países, “os gateways estão migrando de sistemas estáticos, baseados em regras, para plataformas inteligentes e adaptáveis. A prioridade é reduzir falhas, diminuir recusas desnecessárias e operar com segurança e conformidade em diferentes mercados, sem criar atrito para o consumidor”.
Esse movimento acontece em paralelo ao avanço da IA no ambiente corporativo. Segundo estudo do Google Cloud, 52% dos executivos em organizações que já usam IA generativa têm agentes de IA em produção, um sinal de que decisões automatizadas e em tempo real devem ganhar espaço também na infraestrutura de pagamentos. A seguir o especialista lista 3 tendências que podemos acompanhar em 2026:
1. IA que aprova mais e falha menos
A inteligência artificial está mudando o papel dos gateways ao substituir regras fixas por decisões em tempo real. Em vez de depender de roteamentos manuais, modelos aprendem com padrões do emissor e variações regionais para escolher o melhor caminho da transação, reduzindo falhas no checkout e recusas que poderiam ser evitadas. Na prática, isso envolve roteamento preditivo (por tipo de cartão, BIN ou região), failover automático (quando há latência ou inatividade) e detecção de fraude em milissegundos.
“Quando a decisão deixa de ser configuração e passa a ser aprendizado em tempo real, dá para aumentar a aprovação sem abrir mão de segurança e sem criar atrito para o consumidor. E essa virada já está acontecendo: 88% dos early adopters de IA agêntica veem ROI positivo em pelo menos um caso de uso de GenAI, o que acelera a adoção dessa inteligência também na camada crítica dos pagamentos”, afirma Walter.
2. Pagamentos instantâneos viram regra
Com a aceleração global de sistemas em tempo real, como Pix (Brasil), UPI (Índia), FedNow (EUA) e SEPA Instant (Europa), cresce a expectativa de pagamentos imediatos como padrão. Isso eleva a exigência sobre a infraestrutura: latência mínima, disponibilidade 24/7, checagens de fraude em tempo real e suporte consistente a métodos locais em diferentes regiões.
Para empresas em expansão internacional, integrar rapidamente esses métodos, especialmente os instantâneos, deixa de ser diferencial e passa a ser condição para escalar sem perder a conversão.
3. Mais segurança, menos atrito
A próxima evolução em pagamentos é aumentar a proteção e conformidade sem “travar” a experiência de compra. Segundo Walter Campos, o caminho passa por tokenização, com tokens de rede substituindo fluxos baseados em PAN para reduzir fraude e melhorar aprovações, além de autenticação biométrica e passkeys, que reforçam a segurança com menos fricção. Do lado regulatório, a tendência é a conformidade já vir embutida no fluxo, com triagem automática de sanções, autenticação adaptativa, regras de residência de dados por região e verificações automatizadas de AML e KYC.
Como as empresas devem se preparar
O especialista recomenda ações práticas para preparar a infraestrutura de pagamentos para a próxima década, com foco em performance, resiliência e escala. Além da tecnologia, capacitação e maturidade operacional pesam: segundo estudo do Google Cloud, 71% das empresas entrevistadas aumentaram receita ao investir em aprendizagem técnica.
“Para se preparar, as empresas precisam reduzir a dependência de um único gateway, ganhar redundância e centralizar a gestão com orquestração. Roteamento com IA, métodos locais e em tempo real por região e um checkout modular ajudam a elevar a aprovação sem perder velocidade. E, para escalar com controle, é essencial unificar dados, conciliação e visibilidade em uma única plataforma”, afirma Walter.
O que muda para o consumidor final
Para o consumidor, a tendência é um checkout mais fluido e confiável, com menos compras legítimas recusadas, menos instabilidade na finalização e mais opções de pagamento locais, incluindo instantâneas. “A experiência fica mais simples, rápida e segura, sem etapas extras ou fricção desnecessária”, finaliza Walter.
Sobre a Yuno
Fundada em 2021, a Yuno é a principal orquestradora global de pagamentos, conectando empresas a mais de 1.000 métodos de pagamento e provedores por meio de uma única integração. Presente em mais de 200 países e 180 moedas, a empresa ajuda marcas como McDonald 's, Rappi, Livelo e inDrive a simplificar operações, aumentar taxas de aprovação e reduzir custos. Entre seus recursos estão roteamento inteligente, integração antifraude, tokenização, conciliação automatizada e o Monitors, que identifica anomalias e redistribui tráfego automaticamente. Em 2025, a Yuno lançou a Nova, sua agente de IA, criada para apoiar empresas na otimização e análise inteligente de seus fluxos de pagamento.
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