Investir em 2026 exige menos coragem e mais método para quem está iniciando do zero
Juros, renda fixa e novas plataformas mudam a forma como os brasileiros dão os primeiros passos no mercado financeiro
Investir em 2026 passa a ser uma decisão cada vez mais ligada à organização e ao entendimento básico de como o dinheiro funciona, principalmente para quem está começando. Com juros ainda em patamares elevados, a renda fixa se consolida como porta de entrada para novos investidores porque oferece previsibilidade e menor exposição a oscilações. Ao mesmo tempo, os próprios bancos de varejo e plataformas digitais ampliam o acesso a produtos financeiros, tornando o primeiro investimento mais simples e próximo da realidade do brasileiro.
“Quem está começando não precisa de coragem, precisa de método, informação e constância. O caminho inicial costuma ser o banco onde a pessoa já tem conta, pelo próprio aplicativo, basta acessar a área de investimentos, escolher produtos básicos de renda fixa, definir o valor e confirmar a aplicação”, explica Adriana Ricci, especialista em mercado financeiro com 25 anos de atuação.
Títulos públicos, CDBs e fundos conservadores permitem começar com valores baixos e, em muitos casos, com liquidez diária, o que garante acesso ao dinheiro em caso de imprevistos. Para Adriana, essa etapa funciona como um treinamento. “A renda fixa funciona como aprender a dirigir em uma rua calma antes de entrar em uma avenida movimentada”, afirma.
A orientação é investir pequenas quantias de forma regular, sempre no mesmo dia do mês, transformando o investimento em hábito. Muitas instituições permitem o agendamento automático das aplicações, o que ajuda a manter a disciplina e evita decisões por impulso. “Constância pesa mais do que o valor no início”, aponta Adriana.
Com o tempo, à medida que o investidor ganha confiança, pode avaliar a abertura de conta em uma corretora digital para acessar mais produtos e diversificar. Esse movimento, porém, não é obrigatório por um bom tempo. “O mais importante é começar em um ambiente que a pessoa entende e confia, começar a investir passa menos por apostas e mais por seguir um processo. O início de um novo ano é um ótimo motivo para virar essa chave, então é organizar o orçamento, usar o próprio banco, escolher produtos básicos e acompanhar os resultados de forma mensal, essa é a base para quem dá os primeiros passos no mercado financeiro”, finaliza Adriana Ricci, que também é fundadora da SHS Investimentos.
Sobre a especialista: Adriana Ricci é especialista em investimentos e tem 25 anos de atuação no mercado financeiro. É fundadora, gestora e head de Operações da SHS Investimentos, empresa que atua no mercado financeiro desde 2008 e atua em São José dos Campos, SP.
Possui certificações pela Ancord como Assessora de Investimentos, pela Anbima no PQO, Programa de Qualificação Operacional da Bolsa de Valores, e CPA-20, e pela Febraban, a FBB-100. Bacharel em Administração e Financista, pós-graduada com MBA em Finanças, Auditoria e Controladoria pela FGV.
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