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Stablecoins ganham força nas compras internacionais para o Natal

  • Quarta, 17 Dezembro 2025 18:29
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Eduardo Betinardi
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Foto de Allef Vinicius - Crédito: Unsplash

Cresce o uso de moedas digitais atreladas a moedas fiduciária como alternativa mais rápida e econômica para pagamentos no exterior durante dezembro

As stablecoins, moedas digitais que têm seus valores atrelados a moedas fiduciária, como o dólar ou o real, estão se consolidando como um meio de pagamento relevante para brasileiros que fazem compras internacionais, especialmente agora, no período das compras de Natal. O movimento, impulsionado pela alta demanda por presentes, viagens e e-commerce global, indica uma mudança de comportamento diante dos custos recorrentes de cartão internacional, IOF e volatilidade cambial. Com liquidez quase imediata e menor incidência de taxas, as stablecoins passam a integrar o repertório financeiro de usuários que buscam eficiência.

Em 2025, o volume de transações com stablecoins no Brasil alcançou cerca de R$ 74 bilhões, um aumento próximo de 40% em relação ao ano anterior, segundo dados da TradingView. A Receita Federal registrou R$ 227 bilhões em operações com criptoativos apenas no primeiro semestre, sendo as stablecoins responsáveis por aproximadamente dois terços do total. Estimativas da Chainalysis apontam que o Brasil movimentou US$ 319 bilhões em criptoativos entre meados de 2024 e 2025, com cerca de 90% desse valor vinculado a stablecoins — consolidando o país entre os maiores mercados globais.

No campo regulatório, o Banco Central definiu que, a partir de fevereiro de 2026, operações com stablecoins serão categorizadas como câmbio, trazendo novas exigências para plataformas e usuários. “O uso das stablecoins, especialmente as atreladas ao dólar, está apenas no início da sua curva de ascensão global. No contexto brasileiro, a combinação entre câmbio desfavorável, taxas elevadas e a facilidade de conversão das stablecoins começa a tornar essa alternativa cada vez mais atraente para quem faz compras natalinas no exterior ou em sites internacionais”, afirma Cleverson Pereira, head educacional da OnilX, exchange brasileira especializada em soluções de pagamento, assessoria e educação financeira.

Para o mercado, a adoção crescente tende a acelerar a integração entre o sistema financeiro tradicional e soluções blockchain. A expectativa é de que varejistas internacionais ampliem ferramentas de pagamento compatíveis e que novos serviços de conversão e custódia sejam desenvolvidos para atender à demanda. Com a regulação avançando, consumidores devem encontrar um ambiente mais seguro, embora ainda em evolução. “Estamos entrando em uma fase em que o pagamento internacional tende a se tornar mais simples, rápido e transparente — e as stablecoins devem ocupar papel central nessa transformação”, conclui Cleverson Pereira.

Dicas e cuidados ao usar stablecoins em compras internacionais:

1. Escolha plataformas reguladas ou em conformidade

Priorize exchanges registradas e que adotem práticas de compliance;
Verifique a política de custódia e medidas de segurança.

2. Atenção às taxas de rede e conversão

Mesmo com custos menores que o cartão internacional, blockchains como Ethereum podem ter tarifas mais altas em horários de pico;
Compare taxas entre diferentes stablecoins e redes compatíveis.

3. Verifique a aceitação no destino

Nem todos os e-commerces ou prestadores de serviço aceitam pagamentos diretos em stablecoins;
Algumas plataformas exigem conversão prévia para dólar ou outra moeda fiduciária.

4. Entenda o impacto cambial

A stablecoin segue o valor do dólar; ainda assim, haverá conversão para reais na compra, venda ou entrada/saída de recursos;
Verifique spreads e tarifas antes da operação.

5. Segurança da carteira digital

Utilize carteiras seguras, preferencialmente com autenticação multifator;
Evite acessar carteiras e plataformas em redes públicas de Wi-Fi.

6. Respeito às obrigações fiscais

Operações com criptoativos podem ser objeto de declaração; acompanhe as regras da Receita Federal;
A partir de 02/2026, operações serão tratadas como câmbio, exigindo atenção às novas normas.


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