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Juros a 15%: empresários recorrem a imóveis para fugir de capital de giro abusivo

  • Segunda, 07 Julho 2025 18:52
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Verônica Pacheco
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Foto: Reprodução Freepik

Especialista aponta o setor imobiliário como alternativa segura para investidores e empresários que buscam capital com menor custo

Com a nova alta da taxa básica de juros brasileira (Selic), que chegou a 15,00% ao ano após decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na reta final do mês de junho, investidores e empresários estão diante de um novo cenário para reorganizar suas estratégias financeiras. Enquanto os juros pressionam os custos do crédito tradicional, soluções alternativas ganham destaque, como o crédito com garantia de imóvel — modalidade que vem se consolidando como caminho seguro e estratégico.

Segundo Noé Santiago, CEO da ANIDEA, fintech especializada em crédito com garantia de imóvel, o momento exige atenção redobrada dos empresários que ainda dependem de capital de giro ou crédito rotativo. “Empresário que está operando com crédito rotativo ou capital de giro tradicional precisa rever sua estratégia. A tendência é que o custo do capital continue subindo, e quem não alongar suas dívidas vai sentir isso direto no caixa”, alerta.

Com a Selic em seu maior patamar desde 2006, o impacto é imediato: encarecimento do crédito bancário, retração no consumo e maior cautela nos investimentos. Por outro lado, ativos de renda fixa se tornam mais atraentes, e setores como o imobiliário voltam a ser vistos com bons olhos por investidores mais conservadores.

Investimento em imóveis como reserva de valor

Mesmo com a taxa elevada, o mercado imobiliário segue sendo uma alternativa sólida para quem busca proteger o capital da volatilidade. “O imóvel é um ativo real, com potencial de valorização e que pode ser monetizado via crédito com garantia. Isso é muito mais saudável financeiramente do que recorrer a capital de giro com juros que chegam a 4% ou 5% ao mês em média”, afirma Santiago.

A modalidade conhecida como home equity — em que o proprietário oferece um imóvel como garantia para obter crédito com juros mais baixos e prazos maiores — tem ganhado espaço no país. A procura por essa linha de crédito cresceu 40% no primeiro semestre de 2025, reflexo direto das pressões macroeconômicas e da busca por soluções mais inteligentes de financiamento.

Perspectiva para investidores

Para investidores que já possuem imóveis, o cenário também pode ser vantajoso. Com a renda fixa oferecendo rentabilidades mais atrativas, o imóvel passa a desempenhar outro papel: o de ativo lastreável, que permite gerar liquidez sem precisar vender.

Sobre as incorporadoras, embora haja relatos pontuais de oportunidades, é necessário cautela. “Na minha visão, o aumento no juro desacelera a demanda no mercado imobiliário, o que torna mais complexo para as incorporadoras realizarem reinvestimentos”, observa Santiago. “O segredo agora é planejamento. Quem conseguir alavancar crédito barato com base em ativos sólidos, como o imóvel, poderá atravessar esse ciclo de juros altos com muito mais fôlego e competitividade.”

Noé Santiago

Economista formado pela Universidade Federal do Paraná e líder de pessoas pela Fundação Getúlio Vargas, Noé Santiago é CEO e idealizador da ANIDEA Soluções Financeiras. Com uma década de experiência no mercado financeiro, incluindo atuação como gerente em um dos maiores bancos do país, ele se dedica a impulsionar empresas brasileiras por meio da educação financeira. Sua abordagem prática visa impactar positivamente o caixa das empresas, oferecendo soluções financeiras que promovem crescimento sustentável

Serviço: Anidea Soluções Financeiras
Noé Santiago
Economista


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