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‘Inverno cripto’ chegou? Especialistas Paulo Aragão e Felipe Escudero comentam

  • Quarta, 08 Junho 2022 10:34
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  CriptoAssessoria
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Após um 2021 de grande valorização, o mercado de criptomoedas como um todo sofreu uma retração significativa neste primeiro semestre de 2022.

O Bitcoin (BTC), por exemplo, recuou mais de 36% desde o primeiro dia do ano. Hoje, a maior criptomoeda do mercado é negociada na casa dos US$ 30.000, preço 56% abaixo do recorde histórico de cerca de US$ 69.000 alcançado em novembro do ano passado.

Da mesma forma, o Ethereum (ETH) já desvalorizou 52% em 2022. Seu preço atual, US$ 1.780, está 64% abaixo do recorde histórico de cerca de US$ 4.890 alcançado também em novembro do ano passado.

Se o cenário é ruim para BTC e ETH – as maiores e mais consolidadas criptomoedas do mercado – é ainda pior para ativos não tão consolidados. Solana (SOL), Avalanche (AVAX), e AXS, do Axie Infinity, por exemplo, amargam desvalorizações de cerca de 80% em 2022.

Ao mesmo tempo em que os preços das criptomoedas caem, o interesse de investidores por este mercado disruptivo esfria. Essa combinação de fatores aponta para o chamado “inverno cripto”.

Conforme destacou o analista de criptomoedas Felipe Escudero, sócio da O2 Research e anfitrião do canal BitNada no YouTube, as buscas no Google por termos relacionados ao mercado cripto diminuíram:

“Analisando os principais termos de busca no Google, notamos que nos últimos meses, as pesquisas por Bitcoin, Ethereum, NFTs etc despencaram. Isso mostra um grande desinteresse no mercado, que pode dar mais força para o que chamamos de ‘inverno cripto’ – um período prolongado de baixa”, destacou Escudero.

Segundo o analista, o investidor institucional ainda espera alguma certeza regulatória vinda dos Estados Unidos para poder se expor ao criptomercado. Enquanto isso, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, a SEC, segue negando pedidos de ETFs de Bitcoin para o mercado à vista.

No entanto, por trás desse esfriamento do mercado cripto, está um fator macro: o aumento da inflação e das taxas de juros. De acordo com o especialista em criptomoedas Paulo Aragão, cofundador do CriptoFácil e apresentador do podcast BitCast, com o aumento da taxa de juros, o capital está migrando de investimentos de risco para a renda fixa e este movimento está sendo sentido em todo o mercado de renda variável:

“Diversas empresas do mercado tradicional, bem como fundos de investimento e casas de análises estão sendo impactados. Muitas companhias estão tendo que demitir colaboradores justamente devido a esta retração que o mercado está sofrendo”, ressaltou.

O que esperar para o segundo semestre?

Ambos os especialistas concordam que o panorama não parece positivo para o mercado cripto no segundo semestre de 2022.

“Não há indícios no horizonte de curto prazo que nos permita enxergar uma reviravolta positiva para o mercado cripto. Então, o segundo semestre tende a ser bastante cruel para os investidores e empresas do criptomercado, que já estão fazendo demissões em seus quadros de colaboradores.”

Da mesma forma, Aragão disse não acreditar em uma mudança de cenário no segundo semestre. O especialista afirma que os criptoativos devem continuar em baixa nos próximos meses. Contudo, ele pondera que esse período será de consolidação para muitos projetos cripto:

“Apesar de haver uma diminuição do interesse de novos investidores em ativos digitais, podemos ver também que várias pessoas continuam a investir em criptomoedas, sobretudo quem já está há mais tempo no mercado, conhece suas nuances e acredita na valorização a longo prazo. No entanto, para quem quer começar a investir em cripto agora, eu recomendo que tenha cautela, pois os ativos digitais continuam sendo muito mais voláteis que ativos ditos tradicionais”, concluiu.


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