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Índice de emprego em Campinas registra alta em março, em relação a 2021, e queda, comparado a fevereiro

  • Quinta, 02 Junho 2022 18:56
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Vera Longuini
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Setor de Serviços - Canva

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), o crescimento em relação a março de 2021 foi de 55,84% e de queda de 33,7% na comparação com fevereiro de 2022. Os desempregados representam 9,55% da População Economicamente Ativa (PEA).

Em Campinas, foram gerados em março de 2022, 1.627 postos de trabalho, o que representa 55,84% acima das 1.044 abertas em março de 2021. O setor de Serviços foi o único segmento que expandiu (113,67%) neste comparativo. Os demais apresentaram quedas bastante significativas nas vagas com carteira assinada: Agropecuária (287,5%), Construção Civil (44,13%) e a Indústria (26,88%). O Comércio perdeu, no período entre março de 2021 e 2022, 30,23% dos postos de trabalho.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), avaliados pelo economista da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), Laerte Martins. Os números no acumulado do ano de 2022, (janeiro a março) mostram uma redução de 25,84% na geração de postos de trabalho em relação ao primeiro trimestre de 2021.

Na comparação com fevereiro de 2022, a redução das vagas de trabalho com carteira assinada também sofreu uma redução – de 33,7% –, tendo sido registrados 2.454 novos postos em fevereiro de 2022 e apenas 1.627 em março.

Considerando a População Economicamente Ativa (PEA), de 771.567 pessoas em uma população de 1.223.237 habitantes, o índice de desemprego atinge 9,55% ou 73.704 moradores de Campinas. Das 697.863 pessoas empregadas, 324.995 contam com carteira assinada e 697.863 estão na informalidade

RMC

Já nos municípios que formam a Região Metropolitana de Campinas (RMC), foram gerados 5.106 postos de trabalho em março de 2022, que representam 5,08% a menos do que as vagas abertas em março de 2021 (5.379) e uma perda de 40,08% na comparação com fevereiro de 2022, quando foram gerados 8.521 postos de trabalho . O setor de Serviços e o da Agropecuária expandiram, respectivamente, 95,5% e 49,4%. Os demais setores regrediram na geração de postos de trabalho neste comparativo: Construção Civil (86,99%), Indústria (76,27%) e Comércio (41,64%).

Na RMC, houve 26,85% de redução dos empregos no acumulado do ano de 2022 X 2021 (janeiro a março). Nos três primeiros meses do ano foram abertas 143.272 vagas e registrados 125.931 desligamentos. O saldo foi positivo em 17.341 ofertas de emprego.

Cidades

Entre as cidades da Região Metropolitana de Campinas, em termos percentuais, Santa Bárbara D`Oeste foi a que mais gerou empregos (3,01% de crescimento), com 3.836 admissões e 2.314 demissões (saldo de 1.522 vagas). Em segundo lugar, com o crescimento de 1,95%, ficou Holambra, com 919 admissões e 692 desligamentos (saldo de 227 vagas) e, em terceiro, Sumaré, com 1% de crescimento na quantidade de vagas com carteira assinada. Em Sumaré foram registradas, em março de 2022, 2.830 admissões e 2.266 demissões, com saldo de 564 novos postos de trabalho.

As cidades que sofreram a maior queda no saldo entre as admissões e demissões, em março de 2022, estão Paulínia, onde foram contratados 1.915 trabalhadores e demitidos 2.408 (493 postos de trabalho perdidos), o que representa uma redução de 1,13%, e Cosmópolis, com um déficit de 28 vagas (413 contratações e 441 desligamentos), em março de 2022, o que corresponde a um percentual negativo de 0,27%.

No primeiro trimestre de 2022, o maior crescimento em número de vagas foi registrado em Santa Bárbara D´Oeste, com 5,66% de aumento na oferta de vagas (9.088 contratações e 6.298 demissões, com saldo positivo de 2.790 postos. Em segundo lugar, com o crescimento pouco abaixo — 5,64% —, está Holambra, com saldo de 635 postos de trabalho ofertados, resultantes das 2.541 admissões e das 1.906 de missões no período. O terceiro melhor resultado foi conquistado por Engenheiro Coelho — 3,89% — com um saldo de 151 vagas, resultantes das 533 admissões e 382 demissões

Avaliação

“Destaca-se, também, que o Salário Médio de Admissão em março de 2022 (R$ 1.782,57) apresentou uma redução de 2,03% sobre o salário de fevereiro do mesmo ano, que foi de R$ 1.821,29. A qualificação do emprego continua abaixo das especificações e necessidades da mão de obra procurada”, avalia o economista da ACIC, Laerte Martins.

De acordo com ele, a perspectiva para os próximos meses é de indefinições quanto à expansão da mão de obra, devido ao impacto da guerra entre Rússia e Ucrânia, em todo o Brasil.

Em nível nacional, segundo o Novo CAGED, o Emprego Formal com Carteira Assinada, em março de 2022 apresentou um saldo positivo de 136.189 postos de trabalho, decorrente de 1.953.071 admissões e de 1.816.882 demissões.

As vagas de emprego, em março de 2022, sofreram redução de 26,04% em relação a março de 2021, com volumes em expansão no segmento de Serviços, que cresceu 12,77%. O Comércio teve queda de 98,04% na quantidade de vagas ofertadas, assim como Indústria (63,80%), Agropecuária (466,19%) e, a Construção Civil (0,16%).


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