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Quitar todas as dívidas pode não ser a melhor decisão ao ser desligado de um emprego

  • Terça, 19 Abril 2022 11:16
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Carolina Lara
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Thiago Martello, fundador da Martello Educação Financeira, alerta sobre a importância de uma análise detalhada antes de pagar despesas acumuladas ou financiadas

Muitas vezes, o impulso para pagar as dívidas e limpar o próprio nome passa na frente do planejamento financeiro. No entanto, especialistas afirmam que, em alguns casos, é melhor esperar para pagar as inadimplências mesmo tendo o dinheiro em mãos.

De acordo com Thiago Martello, fundador da Martello Educação Financeira, as demissões causadas pela pandemia reacenderam essa discussão. “Infelizmente, este cenário de falta de emprego tem sido comum nos dias de hoje. Nesse momento de saída da empresa, com fundo de garantia, rescisão, e seguro-desemprego na conta, é normal que a vontade de quitar todas as dívidas apareça. Entretanto, nem sempre essa é a melhor saída para quem acabou de perder a estabilidade de um emprego”, pontua.

Para o empreendedor, o capital arrecadado nesse momento pode ser crucial para manter o mesmo padrão de vida por alguns meses. “Em um exemplo, uma pessoa tem um custo de vida mensal de 5 mil reais, mas há diversas dívidas somando um valor de 40 mil reais e então obtém 50 mil na rescisão. Isso parece ser suficiente para quitar tudo e conseguir tranquilidade por aproximadamente dois meses. No entanto, é preciso estar preparado para as incertezas que as crises econômicas trouxeram”, relata.

Nessa situação, pode ser que os gastos mensais diminuam, mas é necessário analisar a situação a longo prazo. “Se essa pessoa cortar 2 mil reais de gastos ao mês ao pagar todas as dívidas e financiamentos, ela consegue viver por três meses com o restante do valor adquirido ao sair da empresa. Mas o que acontece caso ele não consiga um novo emprego nesse período? Por isso, é preciso ser cauteloso na hora de quitar as dívidas em situações que não trazem plena segurança no futuro”, alerta o especialista em finanças.

Segundo Martello, é importante ponderar as decisões para não enfrentar problemas financeiros nos meses seguintes. “Com 50 mil reais, contando com um custo de vida de 5 mil, se a pessoa não decidir pagar todas as dívidas e mantiver a situação exatamente como está, esse dinheiro pode sustentar por até dez meses, mantendo o estilo de vida. Ou seja, se encontrar um emprego ou uma nova forma de renda, são dez meses garantidos com tranquilidade e estabilidade financeira”, argumenta.

O educador financeiro enfatiza que sim, é importante pagar suas dívidas, porém, contar com planejamento e segurança monetária é primordial para que isso ocorra da melhor forma. “Talvez a melhor estratégia não seja quitar tudo de uma vez. Afinal, se fizer isso a quantia total de dinheiro disponível vai diminuir e pior, não se sabe quanto tempo vai demorar para ter outras rendas e para que sua situação volte ao normal. Portanto, nesse tipo de situação, procure um especialista que vai indicar o melhor caminho a ser seguido”, finaliza.

Sobre a Martello Educação Financeira

Criada em 2015, a Martello Educação Financeira é uma fintech e edtech que oferece planejamento financeiro com uma metodologia própria e inovadora, por meio de cursos, mentorias e diagnósticos para melhorar o relacionamento com dinheiro. Já realizou mais de mil atendimentos e possui mais de 500 alunos. Saiba mais em: martelloef.com.br/

Sobre Thiago Martello

Apaixonado por finanças, Thiago é administrador de formação, pós-graduado pela FGV, especialista e agente autônomo de investimentos, além de atuar como educador e planejador financeiro desde 2015. Ele começou a trajetória aos nove anos, vendendo balas no farol perto de casa e hoje já mudou a vida de mais de mil pessoas através de uma metodologia exclusiva, simples e divertida e que transformou a vida de muitas famílias. Com bom humor, ele mostra que é possível organizar as contas de forma prática e dar uma "martellada" definitiva na desordem financeira. 


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