SEGS Portal Nacional

Economia

O que aconteceria se você perdesse os 10 melhores dias do mercado financeiro dos últimos 10 anos?

  • Terça, 12 Abril 2022 10:25
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Clarisse Florentino
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
  • Imprimir

*Por Ale Boiani, CEO, fundadora e Sócia do 360iGroup

O mercado de investimentos sofreu variações ao longo dos anos. Conflitos, eleições, acidentes ambientais, pandemias, escassez de produtos, mudanças repentinas nas taxas de juros e muitos outros fatores que refletem a economia e o contexto político. Com isso, temos acompanhado momentos de incertezas que geralmente desestabilizam os mercados.

Existe uma frase famosa no mercado financeiro que diz “Compre ao som dos canhões e venda ao som dos violinos“, e, embora seja uma frase de 1810, ela não perde força com o passar dos anos e faz muito sentido para o tema proposto.

Em momentos críticos de mercado, onde os preços dos ativos caem consideravelmente, o investidor que se desespera e vende suas posições perde muito, pois quando acha que o cenário se acalmou, é a hora de voltar para o mercado - porém, desta vez com os ativos com preço muito acima do anterior. Ou seja: ele já perdeu a oportunidade de "pegar a alta".

Segundo um estudo do JP Morgan, que apresenta levantamento anual aos investidores e assessores de investimento, o investidor que tiver investido USD 10 mil no S&P500 (Índice americano das 500 maiores empresas) e que tenha ficado por 10 anos, teria acumulado um saldo final de USD 61,685. Já se ele perdesse apenas os 10 melhores dias nestes últimos 10 anos, o saldo cairia para USD 28,260. E se considerarmos a perda dos 20 melhores dias, seria um total de USD 16,804, conforme mostra o gráfico abaixo.

De acordo com a Vanguard, os 20 melhores dias do mercado ocorreram em anos que estava quase tudo negativo, em baixa, e os 20 piores dias do mercado aconteceram em anos em que estava tudo bem. Curioso, não é?

O que trago à tona é que momentos de crise podem representar oportunidades para comprar "na baixa" e ter ganhos expressivos no médio e longo prazo. Ir contra a corrente, diversificar e fazer um acompanhamento de perto com um assessor de investimentos fazem toda a diferença e pode trazer retornos consideráveis.

É claro que não dá para “adivinhar” quando o mercado chegou no fundo do poço e vai retomar, assim como também não dá para saber o melhor momento de saída, ou máximo de crescimento para tomar a decisão de venda. Portanto, a melhor saída é permanecer investido e diversificado. E como fica esse cenário no Brasil?

Em um cenário de incertezas, o Brasil tem se beneficiado este ano quanto aos resultados na Bolsa, pois, com as sanções do conflito Rússia x Ucrânia, houve uma alta das commodities, que têm peso considerável em nossa bolsa de valores, assim como as empresas financeiras, como bancos, que se beneficiam das altas de juros. É importante aproveitar o momento, mas isto não significa ficar investido apenas nesta opção, pois os mercados em baixa apresentam grandes oportunidades de compra no momento - pois sabemos que as commodities não ficarão no patamar de preços que estão agora para sempre.

Ao avaliarmos alguns ativos disponíveis no mercado brasileiro, é possível ver que, em diferentes momentos de mercado, a “melhor aposta” de um ano pode ser o pior resultado do ano seguinte. De 2003 a 2007, por exemplo, as ações representavam o melhor resultado, e, no ano seguinte, deram mais de 40% negativo. Porém logo no outro ano entregaram 72% de rentabilidade. Com isso, podemos dizer que o investidor que se "apavorou" em 2008, vendendo tudo que tinha em renda variável, por exemplo, perdeu a oportunidade de pegar a retomada que aconteceu no ano seguinte. O dólar teve um resultado excelente de 2013 a 2015, e em 2016, ficou em último lugar.

Podemos concluir que diversificação e pensamento de médio/longo prazo é a chave de uma carteira de investimentos saudável. Você já se perguntou o que aconteceria se você perdesse os 10 melhores dias do mercado financeiro dos últimos 10 anos?

*Ale Boiani é CEO, gestora e fundadora do grupo financeiro 360iGroup, fundado há 11 anos e que tem cinco linhas diferentes de negócios nas áreas de seguros, finanças, investimentos e planejamento patrimonial, sucessório, tributário e fiscal. Com a profissional, que possui experiência de mais de 20 anos na área na linha de frente, a companhia soma 1,3 bilhão sob administração e mais de 2.500 pessoas capacitadas.


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 

<::::::::::::::::::::>

 

+ECONOMIA ::

Mar 09, 2026 Economia

Na hora de escolher o imóvel, a palavra final é delas

Mar 06, 2026 Economia

Contribuintes podem destinar parte do Imposto de Renda…

Mar 05, 2026 Economia

Ano eleitoral pede planejamento financeiro rigoroso e…

Mar 04, 2026 Economia

Custos invisíveis de produção desafiam rentabilidade da…

Mar 03, 2026 Economia

Recuperação judicial é alternativa estratégica para o…

Mar 02, 2026 Economia

A Reforma Tributária e as negociações sindicais: como…

Fev 27, 2026 Economia

Malha fina: veja os erros mais comuns no Imposto de…

Fev 27, 2026 Economia

Pagamento por Pix no ponto de venda: praticidade no…

Fev 26, 2026 Economia

Tarifaço global entra em 2026, pressiona o comércio…

Fev 25, 2026 Economia

Queda de 1 ponto no juro do financiamento imobiliário…

Fev 24, 2026 Economia

Planejamento tributário inadequado aumenta riscos e…

Fev 23, 2026 Economia

Você sabe como fica a rotina do empreendedor com a…

Fev 20, 2026 Economia

Da teoria à prática: como a Reforma Tributária deve…

Fev 19, 2026 Economia

Mercado de financiamento de litígios chega a US$ 20…

Fev 18, 2026 Economia

Reforma Tributária muda regras do aluguel e aumenta…

Fev 13, 2026 Economia

Planejamento financeiro é estratégia indispensável para…

Mais ECONOMIA>>

Copyright ©2026 SEGS Portal Nacional de Seguros, Saúde, Info, Ti, Educação


main version