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Educação e alimentos elevam custo de vida na RMSP

  • Quinta, 31 Março 2022 10:03
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Adriana Gemignani
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Em fevereiro, preços de produtos e serviços registraram alta de 0,96%

A educação e os alimentos foram os principais responsáveis pelo aumento do custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) em fevereiro, de acordo com o indicador Custo de Vida por Classe Social (CVCS), elaborado e divulgado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Com variação mensal de 5,28%, a educação contribuiu com praticamente um terço (0,31 ponto porcetual – p.p.) no resultado geral do CVCS (0,96%). Os alimentos e as bebidas, por sua vez, registraram alta mensal de 1,04%, respondendo por 0,23 p.p. de participação.

Em 12 meses, o custo de vida acumula altas de 10,70% e, nos dois primeiros meses de 2022, de 1,63%. No ano passado, o CVCS acumulava 1% entre janeiro e fevereiro, e 5,09%, no período entre março de 2020 e o segundo mês de 2021. Para as classes de menor poder aquisitivo, o custo de vida é mais alto no acumulado em 12 meses: 12,13% para a classe E, e 11,98%, para a D. Já para as famílias com melhores condições financeiras, as variações foram de 9,95% e 10% para as classes B e A, respectivamente.

O aumento da educação no início do ano já era esperado. O motivo foi o reajuste das matrículas escolares, tradicional para o período. Neste sentido, o crescimento médio de cursos regulares foi de 6,17%, porém, o ensino fundamental apontou elevação de 7,67%. Dentre os cursos diversos, o destaque ficou por conta das aulas de línguas estrangeiras, que subiu, na média, 9,92% no mês. No período compreendido entre fevereiro de 2021 e fevereiro de 2022, houve incremento acumulado de 4,27%, e entre dezembro de 2021 e fevereiro de 2022, de 5,44%.

O grupo de alimentação e bebidas, porém, segue com a inflação disseminada entre os itens. Impactado pelo excesso de chuva, que prejudicou a colheita e acabou reduzindo a oferta, 70% dos alimentos apontaram aumento em fevereiro. A maior variação foi observada nas hortaliças e verduras (20,63%), com destaque para a alface (21,24%) – o repolho também obteve alta relevante (26,35%). Contudo, o respectivo peso no índice é menor. Outras altas expressivas foram apontadas em tubérculos, raízes e legumes, dentre eles, a batata-inglesa (28,03%) e a cenoura (39,26%). Nos últimos 12 meses, os acumulados do grupo são de 8,52%, e no ano, de 2,38%.

As famílias de renda mais baixa, para as quais o grupo de alimentação e bebidas corresponde a quase 30% do orçamento, seguem sendo as mais afetadas. A variação do grupo para a classe D foi de 1,52%. Já para a classe A, o aumento médio foi de 0,80%.

Dos nove grupos analisados na pesquisa, oito apresentaram aumento, e um, estabilidade. A habitação obteve variação mensal de 0,79% (0,13 p.p.), alavancada pelos serviços de aluguel residencial, que subiram 1,5%, e pelo preço da energia elétrica (elevação de 0,66%). Já no varejo, ficaram mais caros os preços dos reparos que agregam tintas, cimento, tijolos, entre outros (2,22%).

Por fim, os transportes registraram leva alta de 0,30%, puxados por veículos próprios (2,31%), óleo lubrificante (4,14%), acessórios e peças (2,73%) e automóvel usado (2,37%). Entretanto, houve redução no preço médio do etanol (6,22%), nas passagens aéreas (4,27%) e no transporte interestadual (0,78%). As demais altas foram observadas nos seguintes grupos: saúde (0,68%), artigos do lar (0,84%), vestuário (1,01%) e despesas pessoais (0,47%). A comunicação foi a única a apresentar estabilidade, pois se trata de serviços que sofrem reajustes anualmente, os quais já ocorreram em janeiro.

IPV e IPS

O Índice de Preços do Varejo (IPV) aumentou 1,14% em fevereiro, apontando alta acumulada de 2,41% no ano e variando, nos últimos 12 meses, 14,57%. No ano passado, o indicador acumulava 2,11% entre janeiro e fevereiro, e 9,32%, no período compreendido entre março de 2020 e o segundo mês de 2021. Já o Índice de Preços de Serviços (IPS) assinalou avanço de 0,78%, acumulando alta de 0,79% no ano. Nos últimos 12 meses, o indicador variou 6,71%. Há um ano, entre janeiro e fevereiro, o índice acumulava -0,17%. No período compreendido entre março de 2020 e fevereiro de 2021, a variação era de e 0,76%.

Reajustes nos combustíveis

As atualizações recentes nos valores dos combustíveis – ainda não identificadas nas variações de preços dos grupos analisados – devem influenciar os resultados do mês de março, além do impacto, no médio prazo, do aumento do óleo diesel e dos seus efeitos na cadeia logística.

Neste contexto, ainda há o cenário de baixo crescimento, taxa de juros próxima aos 12% e inflação elevada, que inibem os investimentos das empresas e dificultam a retomada do mercado de trabalho – o que seria essencial para recompor e proteger a renda das famílias.

Nota metodológica
CVCS
O Custo de Vida por Classe Social (CVCS), formado pelo Índice de Preços de Serviços (IPS) e pelo Índice de Preços do Varejo (IPV), utiliza informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE e contempla as cinco faixas de renda familiar (A, B, C, D e E) para avaliar os pesos e os efeitos da alta de preços na região metropolitana de São Paulo em 247 itens de consumo. A estrutura de ponderação é fixa e baseada na participação dos itens de consumo obtida pela POF de 2008/2009 para cada grupo de renda e para a média geral. O IPS avalia 66 itens de serviços, e o IPV, 181 produtos de consumo.

Sobre a FecomercioSP

Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo, mobiliza-se pela desburocratização e pela modernização, desenvolve soluções, elabora pesquisas e disponibiliza conteúdo prático sobre as questões que impactam a vida do empreendedor. Representa 1,8 milhão de empresários, que respondem por quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geram em torno de 10 milhões de empregos.


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