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Crédito imobiliário do SBPE inicia o ano com volume de R$ 11,8 bilhões

  • Quinta, 24 Março 2022 08:51
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Financiamentos Imobiliários - Valores

Os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram R$ 11,8 bilhões em fevereiro de 2022. O montante foi 18,7% inferior ao registrado em janeiro. Na comparação com fevereiro do ano passado, houve redução de 5,1%

No primeiro bimestre de 2022, o montante financiado somou R$ 26,38 bilhões, alta de 6,6% em relação ao mesmo período do ano passado. No período de 12 meses, o montante financiado acumulou R$ 207,04 bilhões, alta de 53,1% em relação ao período precedente.

Financiamentos Imobiliários - Unidades

Foram financiados em fevereiro de 2022, nas modalidades de aquisição e construção, 52 mil imóveis, resultado 14% menor que o de janeiro. Mas, comparado a fevereiro de 2021, houve alta de 2,5%. Nos dois primeiros meses de 2022, foram financiados 112,41 mil imóveis com recursos da poupança do SBPE, resultado 6,3% superior ao de igual período de 2021.

Nos 12 meses encerrados em fevereiro de 2022, foram financiados 872,98 mil imóveis com recursos da poupança do SBPE, resultado 82,2% superior ao dos 12 meses anteriores.

Poupança SBPE: Captação Líquida

A poupança SBPE registrou, em fevereiro, captação líquida negativa de R$ 2,44 bilhões. O resultado reflete a sazonalidade comum aos inícios de ano. Em somente nove dos últimos 28 anos, desde a adoção do Plano Real, foi positiva a captação líquida de fevereiro. Já em 68% dos meses de fevereiro do período, a captação ficou no campo negativo.

Entre as explicações para a prevalência de saídas de recursos nos meses de fevereiro estão, notadamente, a concentração de gastos típicos de início de ano (IPTU, IPVA, despesas escolares, etc.), levando o poupador, em muitos casos, a utilizar parte de suas reservas para cobrir despesas inadiáveis.

Em 2022, além do efeito sazonal observado, a pandemia deixou sequelas na economia, haja vista os níveis ainda elevados de desemprego, queda da renda da população, inflação e Selic em alta, com impacto no comportamento dos poupadores.


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