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Análise Boa Vista: varejo encerra o ano em alta de 1,4%. Cenário sugere que 2022 será mais um ano difícil

  • Segunda, 14 Fevereiro 2022 10:22
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Liliana Liberato
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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O volume de vendas caiu 0,1% entre os meses de novembro e dezembro na série de dados dessazonalizados

De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE, o volume de vendas no varejo restrito encerrou o ano de 2021 em alta de 1,4%. É importante lembrar, porém, que foi verificada uma desaceleração do crescimento na variação acumulada em 12 meses, que em julho marcava 5,9%. Desde então, foram observadas quedas na comparação interanual, e no mês de dezembro não foi diferente. Na comparação com o mês de dezembro de 2020, o volume de vendas foi 2,9% menor. Já na comparação dos dados dessazonalizados, entre os meses de novembro e dezembro, as vendas caíram 0,1%. O resultado foi melhor que a mediana das projeções do mercado, que apontava para uma queda de 0,6%.

Dentre os destaques do mês, enquanto as vendas no segmento de “Super e hipermercados” caíram 0,5%, as vendas de “Móveis e eletrodomésticos” e “Tecidos, vestuário e calçados” subiram 0,4% cada. No ano, os segmentos de “Super e hipermercados” e “Móveis e eletrodomésticos” andaram na contramão do varejo como um todo, tendo registrado queda de 2,4% e 7,0%, respectivamente. Ambos sentiram o peso da inflação no orçamento dos consumidores, a inflação de alimentos foi de 7,93% segundo o IBGE em 2021 e, com menos renda disponível, os consumidores deixaram de lado itens de valor mais alto.

Já o segmento de “Tecidos, vestuário e calçados” puxou o resultado para cima ao encerrar o ano com crescimento de 13,8%. Tal segmento havia sofrido muito em 2020 devido às medidas de isolamento social (queda de 22,5%) e, naturalmente, uma elevação era esperada em 2021. Vale ressaltar que o e-commerce não contribuiu tanto para este segmento durante o período mais crítico da pandemia, ao contrário do que se viu no segmento de “Móveis e eletrodomésticos”, que subiu 10,6% em 2020. Por fim, o segmento de “Combustíveis e lubrificantes” subiu 0,3% no ano passado, mas também sofreu no último trimestre devido ao forte aumento nos preços.

Na avaliação dos economistas da Boa Vista, a queda no mês e a desaceleração do crescimento nas vendas varejistas reflete um cenário ainda adverso ao consumidor. O indicador antecedente de Movimento do Comércio da Boa Vista já apontava nessa direção, tendo registrado queda de 0,4% na comparação mensal e de 4,8% na comparação interanual. Mais do que isso, os últimos resultados são um presságio daquilo que se pode esperar dos primeiros dados que estão por vir referentes à 2022.

Inflação e juros altos devem acompanhar os consumidores ao longo deste ano e ditar, ao menos parcialmente, o rumo do varejo. Por outro lado, a melhora nos números do mercado de trabalho não pode ser descartada, a taxa de desemprego vem caindo com base nos dados disponíveis até o momento e o número de pessoas empregadas já é, inclusive, maior do que o nível observado antes da pandemia. Essa melhora pode não ter sido suficiente até aqui para convencer o mercado a apostar num crescimento um pouco maior, mas certamente ameniza um cenário de renda em queda.

Outro ponto importante refere-se à pandemia, que logo em janeiro de 2022 mostrou que ainda pode ter efeitos sobre a economia. O aumento no número de casos de covid-19 gerou algum receio em função do pouco conhecimento que se tinha a respeito da nova variante e o surto de gripe também não ajudou. O impacto disso tudo parece ter sido limitado, contudo, algumas projeções já indicam vendas fracas no período.

Sobre a Boa Vista

A Boa Vista, empresa brasileira de inteligência analítica, foi criada em 2010 a partir do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), o primeiro banco de dados do país, consolidando-se como referência no apoio à tomada de decisão em todas as fases do ciclo de negócio.

É precursora do Cadastro Positivo e no propósito de incluir consumidores no mercado de crédito, apoiando-os na construção de um relacionamento sustentável com as empresas credoras, por meio da disponibilização de informações de educação financeira e serviços gratuitos em seus canais oficiais como o site www.consumidorpositivo.com.br e o app Boa Vista Consumidor Positivo.

A empresa tem por princípio a segurança e a privacidade dos dados e suas soluções estão 100% em conformidade com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), tendo sido reconhecida como a primeira do segmento financeiro e de gestão de bancos de dados a obter a certificação ISO 27701, norma internacional referente à segurança e privacidade da informação.

Em 2020, a Boa Vista tornou-se a primeira empresa de capital aberto em seu segmento, dando início à uma estratégia de crescimento por meio de aquisições de empresas com as mesmas características na aplicação de inteligência analítica às suas soluções, como a Acordo Certo – especialista em recuperação de crédito – e a Konduto, autoridade em antifraude para e-commerce e pagamentos digitais. Em 2021, também de forma pioneira, lançou o CEA (Centro de Excelência em Analytics), levando a empresa para a fronteira do conhecimento no desenvolvimento de algoritmos de alta performance.


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