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Antecipação de recebíveis cresce como opção contra falta de capital de giro em MPEs

  • Quinta, 13 Janeiro 2022 18:13
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Amanda Rosa
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Fintech Asaas, focada em micro e pequenos negócios, antecipou mais de R$111 milhões em 2021, um aumento de mais de 166% em relação ao antecipado no ano anterior. Modalidade ajuda a manter capital de giro em ordem com menos gastos e burocracias do que empréstimos.

O acesso a crédito costuma ser um dos grandes desafios enfrentados pelas micro e pequenas empresas. Não é à toa que, segundo estudo divulgado em 2021 pelo Serviço Brasileiro de Apoio a estes negócios (Sebrae), 22% das MPEs que encerraram suas atividades apontaram que a falta de capital de giro foi primordial para o fechamento e 34% acreditam que o acesso a crédito teria evitado esse processo. Nesse contexto, a antecipação de recebíveis tem crescido como alternativa de crédito entre aqueles que querem se manter no mercado. A fintech Asaas, por exemplo, teve um aumento de 73,5% no número de clientes usando a modalidade e antecipou mais de R$111 milhões em 2021.

“Vender a prazo, hoje, é fundamental para que não se percam oportunidades de negócios. No entanto, a demora em receber pelo serviço prestado ou pelo produto vendido pode prejudicar o fluxo de caixa das empresas. Por isso, a antecipação de recebíveis é uma boa solução: com ela, a empresa consegue receber imediatamente, à vista, valores que foram parcelados ou só entrariam no caixa depois de um tempo”, explica Piero Contezini, CEO do Asaas, fintech que oferece uma conta digital focada em micro e pequenas empresas, incluindo antecipação de recebíveis para pagamentos via boleto bancário e cartão de crédito. No ano de 2021, os valores antecipados pela empresa cresceram mais de 166% em relação a 2020, alcançando cerca de R$72 milhões no cartão e R$39 milhões no boleto.

A estatística demonstra o potencial da antecipação enquanto uma alternativa ao crédito bancário. De acordo com o Sebrae, quanto menor o porte da empresa, mais difícil obter esse tipo de apoio: no levantamento com MPEs, apenas 7% haviam obtido êxito com a solicitação financeira. “Além da burocracia dos bancos, as altas taxas de juros e os riscos envolvidos acabam afastando os empreendedores, que nem sempre contam com garantias ou analistas para avaliar riscos”, aponta Contezini

Para oferecer a antecipação, por outro lado, algumas instituições financeiras cobram apenas as taxas de juros e de operação relacionadas ao pagamento que foi antecipado, o que geralmente é muito inferior aos juros decorrentes de empréstimos. No caso das fintechs, todo processo costuma ser bem simples e rápido, bastando uma aprovação preliminar, já que se trata de uma operação de menor risco. “É por isso que essa modalidade de crédito pode ajudar os negócios a manterem seu fluxo de caixa em dia e a conseguirem pagar suas contas e atender às necessidades urgentes sem o risco de se endividar que poderia vir de um empréstimo”, complementa o CEO do Asaas.

23% das MPEs fecham antes de completar cinco anos de atividade

Segundo o estudo divulgado pelo Sebrae, cerca de 23% das micro e pequenas empresas fecham antes de completar cinco anos de atividade no Brasil. O setor de microempreendedores individuais (MEI) é o que apresenta a maior taxa de mortalidade, de 29%. Já as microempresas têm taxa de 21,6% e as de pequeno porte, de 17%.

Além da falta de crédito, um dos principais motivos apontados pelos pesquisadores para o fim desses empreendimentos é a má gestão financeira. A falta de administração do fluxo de caixa é um problema grave, mas que pode ser facilmente resolvido caso o empreendedor se dedique a analisar as entradas e saídas rotineiramente. Para facilitar, hoje já existem diversos aplicativos e softwares de gestão financeira disponíveis no mercado a um preço acessível.

Para manter as contas organizadas, também é importante separar as verbas pessoais das empresariais: apenas ⅓ dos MEIs têm uma conta de Pessoa Jurídica, enquanto cerca de 10% nem mesmo possuem conta bancária. “Essas estatísticas fazem parte da realidade do Brasil, onde a inclusão financeira ainda tem muito a avançar. Porém, hoje, diversas fintechs como o Asaas já estão trabalhando para desburocratizar o acesso ao sistema financeiro, permitindo que a população até então desbancarizada possa acessar diversos serviços de forma descomplicada e barata”, reforça Contezini. O Asaas oferece serviços de gestão financeira, emissão de cobranças, meios de pagamentos, antecipação de recebíveis e cartão de crédito conectados a uma conta digital sem mensalidade.


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