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Linhas de crédito oferecidas por startups têm aumento de procura com Selic em alta

  • Quarta, 15 Dezembro 2021 09:35
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Joana Negri
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Um efeito que já pode ser observado como consequência dos sucessivos aumentos da taxa Selic é uma maior restrição por parte dos grandes bancos na hora de conceder crédito imobiliário. Quem tem se destacado, neste contexto, e se consolidado como alternativa às instituições financeiras e seus modelos mais tradicionais de análise dos tomadores de crédito são as fintechs e proptechs. Desde setembro deste ano, quando lançou as primeiras linhas de crédito privado voltadas para aquisição e construção em terreno, até hoje, a proptech Minha Casa Financiada – único marketplace de construção financiada do país – já viabilizou R$ 42 milhões em operações de crédito privado.

Uma das razões que explicam a rápida adesão aos novos produtos é a possibilidade de atender a um público historicamente negligenciado pelos grandes bancos, aceitando comprovação tanto de renda formal quanto de renda informal como complemento da carta de crédito. Mesmo os perfis com restrição cadastral também são aceitos pelas empresas de tecnologia. Para se ter uma ideia desse público, segundo a Serasa, mais de 62 milhões de inadimplentes enfrentam dificuldades para conseguir crédito no Brasil.

O mais recente lançamento da Minha Casa Financiada, dentro de suas quatro linhas próprias de crédito, é voltado para aqueles que desejam investir no mercado imobiliário. Aproveitando a alta demanda por casas em condomínios fechados, a linha permite ao incorporador um ano de carência, a partir do momento da contratação. A expectativa para o ano de 2022 é contratar R$ 100 milhões por mês através do produto.

“Nós olhamos para a realidade financeira completa de nosso cliente, procurando entender suas necessidades. Estamos desburocratizando o crédito para a construção no Brasil”, destaca Vinícius Motta, sócio e cofundador da proptech.

O crédito pode ser contratado tanto por pessoa física quanto por pessoa jurídica. Diferentemente do modelo tradicional disponibilizado pelos grandes bancos, o construtor pode utilizar o terreno que foi registrado em sua PJ, utilizando como comprovação de renda tanto a movimentação de sua empresa quanto a pessoal.

O produto já está disponível em todo o Brasil, exceto na região Norte, por 0,85% a.m. + IPCA. “O construtor pode utilizar o crédito para comprar o terreno e ainda realizar a construção dentro de um único processo de financiamento”, complementa Diego Carielo, sócio e cofundador da Minha Casa Financiada. A plataforma também trabalha com linhas de grandes bancos.

Opção rentável para empreendedores: metade não é arquiteto nem engenheiro

Segundo os sócios da proptech, mais de 54% dos clientes que estão construindo terrenos com o auxílio da plataforma não são nem arquitetos nem engenheiros. “Esse perfil de investidor não é novidade no Brasil. Muitos empreendedores capitalizados construíam para vender. Com nossas soluções de crédito, possibilitamos que façam isso em escala e sem se descapitalizar”, frisa Motta.

Desde sua fundação, no início de 2020, a proptech já intermediou mais de R$ 1,6 bilhão em crédito para aquisição e construção em terrenos em parceria com a Caixa Econômica Federal, mostrando que é possível uma economia de até 50% ao financiar uma construção em vez de adquirir um imóvel pronto.

No segundo semestre deste ano, lançou suas primeiras linhas privadas de crédito imobiliário – construção financiada, home equity e financiamento para incorporações imobiliárias. O novo produto, voltado exclusivamente para construção em condomínios fechados, vem somar ao seu portfólio de linhas próprias.


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