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Plataformas de negócio descentralizam atividades bancárias e aumentam margem de desconto para pessoa física

  • Quinta, 14 Outubro 2021 09:43
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Ícaro Ambrósio
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Novidade no mercado, as plataformas de negócio conquistam espaço e beneficiam tanto pessoa física quanto sistema bancário através de planejamento que reduz custo de instituições

Cada vez mais, o brasileiro está atento às diferentes possibilidades de negócios que fogem do tradicional relacionamento entre pessoa física e agência bancária. Dados de um relatório concluído pelo banco BTG Pactual, em 2020, revelaram que a participação do chamado investidor de varejo no volume diário negociado se equiparou ao que é transacionado por fundos, bancos, corretoras e family offices, entre outros.

Para se ter ideia, em maio do ano passado, o volume diretamente negociado pelos pequenos investidores na B3, chegou a R$ 121 bilhões, o que significa 23,2% do total. Do outro lado, o valor movimentado pelos chamados investidores institucionais, aqueles cuja classificação engloba as categorias acima citadas, como fundos, bancos e outros, alcançaram a marca de R$ 123 bilhões, ou 23,6% do total.

O primeiro exemplo trata-se de pessoas físicas que aplicam indiretamente na bolsa por meio de fundos de ações, por exemplo. Em vista desse numeroso público, especuladores de mercado criaram um novo modelo inédito no Brasil até 2019, as Plataformas Completas de Negócios.

Édson Cruz, experiente profissional do mercado financeiro corporate, explica o que são as Plataformas Completas de Negócios. “As Plataformas Completas de Negócio entregam ao cliente a possibilidade de acessar a diversos fundos, das mais diferentes modalidades e riscos, além dos produtos de renda variável e suas complexas estruturas, possibilitando a escolha sem que essa pessoa física tenha relacionamento com a agência bancária. De longe até pode parecer um telefone sem fio, mas de perto a realidade é um negócio bastante vantajoso para os três envolvidos neste relacionamento”, explica.

Para o cliente, a vantagem é que ao acessar uma dessas plataformas, ele passa por um intermédio de um único agente capaz de conectá-lo a 14 instituições brasileiras e até fundos no exterior. Isso porque esse novo tipo de empresa atua como Correspondente Bancário que além de deter os produtos e serviços da XP Empresas – um braço da XP para atendimento de crédito e serviços para Pessoas Jurídicas –ainda conta com a parceria com outros bancos, fintechs e instituições financeiras para dar crédito e serviços aos seus clientes, onde ainda a XP não opera ou o faz parcialmente.

“Além do conforto de poder acessar diversas instituições, o cliente poderá ter a totalidade da sua demanda entregue por uma única plataforma, sem pagar qualquer valor adicional por esta comodidade. Afinal, quem remunera as plataformas de negócio são os próprios bancos, que ao utilizá-la, economizam tempo, espaço, sistemas, área comercial e outros fatores de logística”, completa Édson.

Desta forma, este tipo de empresa acaba sendo lucrativo tanto para o cliente, quanto para o banco. “O cliente ganha, porque ele tem mais comodidade para escolher suas opções, além do quê, através de plataformas, os bancos conseguem diminuir o custo e acaba podendo repassar esse custo no desconto oferecido ao cliente”, confirma o Head Corporate da Atrio Corporate.

Resumindo a explicação do Edson Cruz, o cliente entra em uma relação de assessoria completa, tendo ao seu dispor um time oriundo de grandes bancos, com capacidade de dar delivery em qualquer demanda do mercado financeiro, através do leque de parceiros que permite a entrega de ECM, DCM, M&A, Venture Capital, Private Equity, Câmbio, Trade Finance, Derivativos, Meios de Pagamento e uma diferenciada Gestão do Caixa. Na esteira dos investimentos, essas instituições também começaram a dar cada vez mais atenção ao crédito.

Isso ocorre com bastante otimização de risco e rentabilidade através da sua cadeia produtiva ligando fornecedores, funcionários e aos clientes. Não há o que não possa ser entregue desde que esteja na prateleira de algum Banco, Fintech ou Fundo.

Édson finaliza confirmando que este modelo de negócio veio para ficar. “Em um futuro muito próximo, à medida que os clientes passem a experimentar este novo formato, a tendência da migração para este tipo de atendimento é grande. Isso porque todos saem ganhando – clientes, bancos e plataformas. Uma coisa é fato, há bancos muito importantes tendo como estratégia de crescimento a utilização de plataformas. Esse modelo de negócio veio para ficar”.


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