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TOKIO MARINE SEGURADORA

Graves consequências para o setor financeiro

É inegável que os investimentos sustentáveis, isto é, aqueles que seguem os princípios ESG, sigla em inglês para Environmental, Social and Governance, em tradução (Ambiental, Social e Governança), seguem atraindo grandes quantias de capital em todo o mundo. Tal fato em decorrência da cultura cada vez mais disseminada entre governos, indústria financeira e os próprios investidores no que diz respeito à necessidade de práticas econômicas sustentáveis.

A despeito de várias empresas, de fato, adotarem cada vez mais estes princípios como norteadores de suas atividades produtivas, bem como a indústria financeira se pautar cada vez mais na comercialização dos investimentos sustentáveis (ESG), há, de outro lado, a preocupação eminente com a prática de “greenwashing”, em português: Lavagem Verde.

Na prática, de acordo com pesquisas de mercado, são apontadas várias inconsistências relativas à prática de greenwashing. Dentre algumas de suas conceituações, greenwashing pode ser entendido como uma combinação perversa de comportamento e comunicação enganosa, ou seja, informações inverídicas passadas pelas organizações.

Por vezes, algumas empresas se dizem engajadas em programas de sustentabilidade, utilizam-se desta prerrogativa como marketing para sua boa imagem, porém, participam e desenvolvem projetos que degradam o meio ambiente, bem como as relações sociais em seu entorno, praticando ações que mais prejudicam do que ajudam.

Pesquisas feitas pela Quilter Investors com diversos investidores apontam que seis em cada dez deles consideram um desafio ter a certeza se o discurso e a prática das empresas estão alinhados em relação às práticas de sustentabilidade. Pelo que as análises apontam tornou-se tarefa árdua perceber ou mensurar o quanto as empresas que se dizem ecologicamente corretas e/ou aderidas às práticas ESG, o são na realidade.

O método de greenwashing tem se mostrado cada vez mais comum, impondo um desafio, uma maior provocação aos gestores de fundos e investidores, entenderem de forma mais clara e analiticamente os verdadeiros compromissos das empresas.

Em decorrência da pandemia e das mudanças que o mundo vem experimentando, inclusive, algumas destas mudanças sendo aceleradas neste processo, os investimentos ESG têm ocupado lugar de destaque nas vitrines das gestoras de recursos, fundos de investimentos e corretoras de valores. Na contramão dessa busca pelo ecologicamente correto, algumas companhias de capital aberto têm vacilado no quesito de governança corporativa.

Se olharmos para os níveis I, II e Novo Mercado da B3, em que prese as boas práticas de governança corporativa em suas diretrizes mais centrais, muitas empresas de capital aberto ainda figuram, infelizmente, nas manchetes de jornais estampadas em escândalos e inseridas na pauta da lavagem verde, denotando, na verdade, inexistência das práticas ESG.

Contudo, “as empresas compromissadas com os critérios da ‘alta sustentabilidade’ possuem melhor desempenho nas taxas de retorno contábil, como retorno sobre patrimônio líquido e retorno sobre ativos”. Essa afirmação é de Robert Eccles, professor de economia da Harvard Businesses School.

De fato, faz todo o sentido, já que as boas práticas ESG levam em consideração os cuidados desde a exploração do solo, mitigando desperdícios, passando ainda pelas questões inerentes ao processo produtivo, aos cuidados com todo o entorno, quer seja de ordem natural, social ou econômica, envolvendo todas as variáveis até o acompanhamento do pós venda de seus serviços ou produtos.

Isto, por sua vez, possibilita de forma mais assertiva a análise dos gestores de investimentos e dos próprios investidores, tendo em vista que as empresas ao se pautarem em critérios produtivos e comerciais previamente estabelecidos e ancorados nas práticas ESG, geram, inclusive, uma maior previsibilidade de resultados para o médio e longo prazo, o que mitiga riscos.

Em suma, as empresas comprometidas com as práticas ESG possuem maior previsibilidade de lucro, posto que toda a sua cadeia produtiva e comercial é muito bem alicerçada às boas práticas.

Por outro lado, a empresa para ser considerada um caso específico de greenwashing deve: ocultar as características nocivas de seus serviços; utilizar informações falsas no entendimento de que praticam ações sustentáveis; utilizar dados incorretos, confusos, sem referência; utilizar indevidamente selos ou certificados ambientais; dentre outros.

Empresas que se apresentam como ambientalmente corretas, mas que praticam “Lavagem Verde”, comprometem o trabalho dos analistas de investimentos, dos gestores, dos investidores, a boa-fé dos consumidores, além da imagem do próprio mercado financeiro e devem ser duramente combatidas.

Emília de Castro Belo, sócia-fundadora da Aspen Investimentos


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