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Mercado imobiliário da Capital encerra semestre com recordes de lançamentos e vendas

  • Segunda, 26 Julho 2021 09:58
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Rosana Pinto
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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De acordo com a Pesquisa do Secovi-SP, 2021 registrou os melhores seis meses da série histórica iniciada em 2004

A Pesquisa do Mercado Imobiliário (PMI), realizada pelo departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, apurou em junho deste ano a comercialização de 6.837 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo. O resultado foi 16,2% superior às vendas de maio (5.883 unidades) e ficou 129,1% acima das 2.984 unidades comercializadas em junho de 2020.

No mês, foram lançadas 6.940 unidades residenciais novas na Capital, volume 17,8% inferior ao apurado em maio (8.443 unidades) e 244,4% acima do total de junho de 2020 (2.015 unidades).

O mercado encerrou o primeiro semestre do ano com recorde de unidades residenciais lançadas e vendidas na cidade de São Paulo.

De janeiro a junho, os lançamentos totalizaram 27.114 unidades, superando o recorde anterior do primeiro semestre de 2019, com o registro de 20.157 unidades lançadas. As vendas apresentaram resultados ainda melhores, com 29.935 unidades comercializadas, superando a última marca de 19.641 unidades negociadas também no semestre inicial de 2019.

Os números ficam mais significativos se considerarmos a média histórica dos registros dos primeiros semestres de 2004 a 2020, período em que a média de lançamentos ficou em 12 mil unidades e a de vendas chegou a aproximadamente 13 mil unidades.

No semestre, as vendas (29.935 unidades) superaram os lançamentos (27.114 unidades), demonstrando o aquecimento do mercado e a aderência do comprador às unidades ofertadas. Em números, o comportamento pode ser medido com o registro, em junho, de 45.446 unidades disponíveis para venda, volume que levaria 8,5 meses para escoar, considerando-se a média de comercialização dos últimos 12 meses (5.371 unidades).

É importante analisar que o mercado imobiliário vive um momento diferente. Até 2015, só era possível viabilizar empreendimentos que atendiam às demandas das classes média e alta, que correspondiam a aproximadamente 30 mil unidades por ano.

A partir de 2016, legislação municipal específica referente à produção habitacional dentro dos parâmetros do então programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), hoje Casa Verde Amarela (CVA), incentivou o lançamento de empreendimentos econômicos na Capital, mudando o patamar desse mercado e atendendo uma grande parcela população. Essa mudança legal permitiu a elevação do número de unidades lançadas de 30 mil para 60 mil unidades ao ano.

Apesar dos bons resultados, o momento é desafiador. O Brasil ainda sofre as consequências da pandemia de Covid-19, que ocasionou forte impacto na economia e na geração de empregos. O aumento da Selic também repercutirá no desempenho do mercado.

“Some-se a esses fatores o reajuste dos insumos da construção, que elevam a matriz de custos dos empreendimentos, mas que ainda não foram completamente repassados para o preço final dos imóveis, o que será inevitável caso não sejam resolvidos os gargalos”, diz o presidente do Secovi-SP, Basilio Jafet, acrescentando que entidades do setor vêm se mobilizando no sentido de evitar, inclusive, uma crise de desabastecimento em todo o País.

O aumento do INCC nos últimos 12 meses (julho de 2020 a junho de 2021) foi de 17,36%, a maior variação acumulada em 12 meses registrada desde outubro de 2003 (17,8%).

“Infelizmente, a faixa de mercado que será mais penalizada é a de imóveis econômicos, voltados para famílias com renda de até seis salários mínimos”, afirma o vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP, Emilio Kallas.

Destaques - Os imóveis de 2 dormitórios destacaram-se no mês de junho em quase todos os indicadores: vendas (3.852 unidades), oferta (26.431 unidades) e lançamentos (3.373 unidades).

Por faixa de preço, os apartamentos com valor de até R$ 240 mil lideraram com os melhores indicadores de vendas (3.363 unidades), oferta final (21.288 unidades) e lançamentos (2.931 unidades). Unidades na faixa de R$ 240 mil a R$ 500 registraram o maior índice de Venda sobre Oferta (14,5%) e os imóveis com preços acima de R$ 1,5 milhão obtiveram o maior Valor Global de Vendas (R$ 995,5 milhões) e o maior Valor Global de Oferta (R$ 7,6 bilhões).

Em junho, 3.426 unidades vendidas e 2.774 unidades lançadas foram enquadradas como econômicas (parâmetros do programa Casa Verde e Amarela). A oferta desse tipo de imóvel totalizou 22.567 unidades disponíveis para venda, com VSO de 13,2%

No segmento de mercado de médio e alto padrão, a pesquisa identificou 3.411 unidades vendidas, 4.166 unidades lançadas, oferta final de 22.879 unidades e VSO de 13,0%.


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