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Será vantajoso compartilhar informações no Open Banking?

  • Quinta, 15 Julho 2021 11:01
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Joni Tadeu Borges
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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(*) Joni Tadeu Borges

Em breve um novo facilitador financeiro será disponibilizado aos clientes de bancos e outras instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central do Brasil (Bacen). Trata-se da segunda fase do Open Banking, um sistema financeiro aberto e de ambiente seguro no qual o cliente poderá compartilhar seu histórico bancário também com outras instituições financeiras. Esse compartilhamento de informações será padronizado, mas só será possível com a expressa autorização do cliente.

Ainda em implementação, o Open Banking terá quatro fases. A primeira começou em fevereiro desse ano e consistiu na comunicação de produtos e serviços ofertados pelas instituições financeiras aos clientes nos canais de atendimento e aplicativos de cada umas. Também foi um momento de esclarecimento sobre o sistema (o que é, como funcionará e quais as suas vantagens).

A segunda fase começa este mês, em 15 de julho, quando o cliente poderá autorizar o compartilhamento de seus dados cadastrais e, principalmente, sua movimentação financeira (conta corrente, cartão de crédito e operações de crédito) para outras instituições financeiras. Em seguida, a partir de 30 de agosto, está previsto o início da terceira fase que possibilitará às instituições autorizadas compartilharem serviços para iniciação de transações de pagamento e enviarem propostas de crédito para clientes interessados.

A quarta e última fase deve iniciar em 15 de dezembro desse ano e será quando o cliente poderá compartilhar informações de operações da área de câmbio, investimentos, seguros, previdência e outros produtos disponíveis no mercado financeiro. A autorização de compartilhamento de informações terá a validade de um ano e a qualquer momento o cliente poderá cancelar.

Na prática, veja o que pode acontecer: o cliente com conta no banco A ficará sabendo que no banco B há uma linha de crédito com condições mais vantajosas para ele. No atual sistema, esse cliente precisa abrir conta no banco B, construir um histórico e ter bom grau de relacionamento para ter acesso a tal linha de crédito. No sistema Open Banking tudo isso muda, pois para o cliente será apenas informar ao banco B que tem interesse na linha de crédito, então o banco B solicitará as informações cadastrais e financeiras do cliente ao banco A, que por sua vez deverá comunicar ao cliente que o Banco B pediu suas informações. Se o cliente autorizar, o banco A compartilhará as informações com o banco B. Por fim, o banco B apresentará a proposta da linha de crédito ao cliente e ele pode, ou não, aceitar.

Todas as etapas desse processo simplificado ocorrerão digitalmente, dentro de uma plataforma segura de interligação entre as instituições participantes, sem a necessidade do cliente abrir uma conta ou se deslocar fisicamente a outro banco. E esse é só um exemplo do que pode ocorrer, pois com o novo sistema haverá diversas possibilidades de uso, o cliente terá autonomia para decidir porque produtos, serviços, juros, tarifas e outras condições poderão ser comparados. Certamente o Open Banking aumentará a concorrência entre as instituições financeiras participantes, principalmente porque novos modelos de negócios serão apresentados.

Como resposta à aplicabilidade do Open Banking, espera-se que haja uma redução das taxas de juros nas operações de crédito, maior facilidade na contratação de produtos e serviços, tarifas menores e, consequentemente, o empoderamento do cliente. Afinal, a novidade permitirá ainda que aqueles com contas em mais de um banco não precisem mais acessar o aplicativo de cada banco. O acesso às instituições, bem como a gestão de toda a movimentação bancária, será em um único ambiente.

Ou seja, da mesma maneira que o PIX, o Open Banking será a nova prática do mercado financeiro com novas tecnologias que significam agilidade, menor custo, poder de escolha e melhor processo, facilitando o dia a dia das pessoas. Porém, por trás de toda essa inovação disponível terá que existir um cliente com bom conhecimento financeiro para saber tomar as melhores decisões.

(*) Joni Tadeu Borges é especialista em Administração de Empresas – Comércio Exterior, tem MBA em Finanças Corporativas e Gestão de Riscos e três livros publicados. É professor de cursos de graduação e pós-graduação nas disciplinas de Comércio Exterior do Centro Universitário Internacional UNINTER


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