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Inflação e geração de empregos: quais são as perspectivas para o segundo semestre?

  • Sexta, 02 Julho 2021 08:07
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Rodrigo Santos
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Influenciado pelo calendário eleitoral, o panorama para a segunda metade do ano ainda é incerto

O Banco Central (BC) costuma divulgar toda segunda-feira o Relatório Focus, que traz as estimativas do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Nesta semana, a expectativa medida pelo IPCA, taxa “mãe” da inflação, acelerou novamente, indo de 5,90% para 5,97% em 2021. Além da inflação em alta, as taxas de desemprego também batem recorde no país e atingiram 14,7% no primeiro trimestre de 2021, comenta o Prof. Dr. Ricardo Balistiero, coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia.

De acordo com Balistiero, quatro fatores principais podem explicar os motivos pelos quais a inflação está acima do teto da meta neste primeiro semestre. São eles: a alta forte do dólar no último ano, o preço dos alimentos, a tarifa vermelha da energia elétrica e, mais recentemente, o aumento nos preços da alimentação fora de casa.

Já sobre a perspectiva dos índices de desemprego, Balistiero reforça que a recuperação econômica de 2021, diferente de outras ocasiões, não está se dando com a geração de empregos e que o impacto da alta inflação nas taxas de empregabilidade é muito forte. “Com a inflação alta, o Banco Central é obrigado a subir juros. Se por um lado essa medida é importante para abaixar o câmbio, por outro torna o crédito mais caro, principalmente para pessoas e empresas que já estão endividadas”, comenta o Professor. Desta forma, as empresas têm suas dívidas aumentadas, o que retarda a retomada do crescimento. Preocupadas com a saúde financeira, boa parte das companhias não se enxergam em um ambiente propício para novas contratações.

Por outro lado, a tendência para o segundo semestre é de que a inflação sofra uma desaceleração ao longo dos próximos meses. “Isso não significa, no entanto, que as taxas serão convergidas para o centro da meta. Se o Banco Central conseguir cumprir a meta de inflação esse ano, a expectativa é que seja mais perto do teto, por volta dos 5,25%”, aponta Balistiero. Segundo o especialista, também é importante compreender que a situação está fortemente vinculada ao calendário eleitoral, que se levado de forma irresponsável, pode acelerar as despesas do país e contribuir diretamente para uma aceleração das taxas inflacionárias até o final do ano. “Se o governo entrar em um módulo de “desespero”, a situação ficará ainda mais complicada, pois o país passaria, simultaneamente, por uma recuperação econômica muito lenta, e com a inflação pela prova", reforça o especialista.

Para finalizar, Balistiero enfatiza que o Brasil passa por uma descoordenação política e econômica, situação que dificulta a entrada do país em uma rota de investimentos, fator importante para a retomada do crescimento. Diante desse cenário, a estabilidade política, tanto interna quanto externa, é essencial. “Com a vacinação em massa e a expectativa de controle da pandemia, o principal responsável pela retomada econômica do país, ainda que lenta, será o Banco Central, que em meio à descoordenação política, está conseguindo cumprir seu papel”, completa.

Sobre o Instituto Mauá de Tecnologia

O Instituto Mauá de Tecnologia - IMT promove o ensino científico-tecnológico há 59 anos, visando formar recursos humanos altamente qualificados. Com dois campi localizados em São Paulo e São Caetano do Sul, o IMT conta com um Centro Universitário e um Centro de Pesquisas. O Centro Universitário oferece cursos de graduação em Administração, Design e Engenharia. Na pós-graduação, são oferecidos cursos de atualização, aperfeiçoamento e especialização (MBA) nas áreas de Gestão, Design e Engenharia. O Centro de Pesquisas desenvolve tecnologias para atender às necessidades da indústria e atua como importante elemento de ligação entre as empresas e a academia.


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