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Corrente de comércio e do saldo comercial atingem o maior valor das suas séries históricas desde 1997

  • Segunda, 17 Mai 2021 08:50
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Maior valor da corrente de comércio e do saldo comercial na série histórica de abril, desde 1997

Em abril, a corrente de comércio (exportações mais importações) de US$ 42,6 bilhões e o saldo comercial de US$10,3 bilhões atingiram o maior valor das suas séries históricas, desde 1997. Esse aumento é explicado tanto pelo desempenho favorável das exportações, 50,5% na comparação entre os meses de abril de 2020 e 2021, como das importações, crescimento de 41,1%.

O superávit comercial de US$ 18,2 bilhões no acumulado do ano até abril alcançou o seu valor máximo da série histórica do primeiro quadrimestre do ano e a corrente de comércio de US$ 146 bilhões é a maior desde, 2013. Como mostra o Gráfico 1 do Press Release, a principal contribuição para o saldo positivo da balança comercial é explicada pela China, superávit de US$ 13,7 bilhões. No primeiro quadrimestre, a participação do país nas exportações do Brasil foi de 33,6% e nas importações de 21,8%, confirmando a posição de principal parceiro comercial do Brasil.

Lia Valls, pesquisadora associada do FGV IBRE, está disponível para comentar o tema. Entrevistas podem ser agendadas pelo (21) 99121-3771 .

Mais informações e release completo pelo Portal IBRE, neste link.

Caso precise de mais informações, entre em contato com a equipe da Insight Comunicação pelo e-mail: ou pelo (21) 99121-3771.

Nessa edição do ICOMEX, além da análise dos índices dos fluxos comerciais, será apresentada uma análise de comparação entre a nova e a antiga metodologia das estatísticas da balança comercial para as séries de exportações e importações de bens de capital (Ver ICOMEX de Abril de 2021). Nas próximas edições serão analisadas outras séries com o intuito de esclarecer os impactos da nova metodologia nos estudos do setor externo.

Resultados da Balança Comercial

O aumento no valor exportado de 50,5% na comparação interanual do mês de abril é explicado tanto pelo crescimento no volume (23,3%) como dos preços (22,5%), como ilustrado no Gráfico 2 do Press Release. Nas importações, apesar da variação no volume importado (28,8%) superar o das exportações, o menor crescimento nos preços, explica o valor inferior do aumento em valor (41,1%). Na comparação dos primeiros quadrimestres do ano, o volume importado supera em 5,1 pontos percentuais o das exportações. No entanto, o crescimento de 15,9% nos preços exportados, leva a que a variação no valor exportado (25%) supere o das importações (12,6%). Observa-se, portanto, que mesmo num cenário de desvalorização cambial e baixo crescimento, no agregado, o volume importado cresce mais que as exportações.

O aumento nos preços exportados se traduz numa melhora dos termos de troca (Gráfico 3 do Press Release). Na comparação da média móvel trimestral de abril de 2020 e 2021, um aumento de 17%. No entanto, em relação ao pico da série, outubro de 2011 (130,7), o resultado para abril de 2021 (122,3) ainda é inferior. Sob esse aspecto, estamos ainda longe dos impactos do super ciclo dos preços das commodities do início da segunda década dos anos 2000.

O bom desempenho exportador no mês de abril foi liderado pelo volume das não commodities, variação de 37,3%, embora o resultado para as commodities também tenha sido positivo, 17,8%. Para as commodities seja na comparação mensal ou quadrimestral, a variação no aumento dos preços supera sempre o do volume e para as não commodities, o resultado é o inverso (Gráfico 4 do Press Release). Quais são esses produtos de não commodities.

A análise por setores ajuda a identificar a fonte de crescimento das exportações (Gráfico 5 do Press Release). No mês de abril o volume exportado da agropecuária cresceu 30,7% e da indústria de transformação, 31,5%. A soja foi o carro chefe da agropecuária e explicou 87% das exportações do setor e registrou aumento em valor de 43,1%, em volume, 17%, e preços 22,3%, na comparação entre abril 2020/2021. Na indústria de transformação, a pauta é mais diversificada. O principal produto exportado foi o óleo combustível, participação de 7,1% e aumento de 129% (valor), 43% (volume), e 59,8% (preços). Os dez principais produtos exportados (48% do total exportado pela indústria de transformação) todos com variação positiva em valor foram: óleos combustíveis de petróleo; farelos de soja; celulose; açúcares e melaços; carne bovina; carnes de aves; produtos semi-acabados de ferro ou aço; ouro não monetário; ferro-gusa; e, gorduras e óleos vegetais. Todos pertencem à indústria de transformação, mas são intensivos em recursos naturais, sendo identificados como commodities.

Entre as manufaturas com maior grau de elaboração destacam-se as exportações de automóveis (11º principal produto exportado em abril), com variação em valor de 235%; partes e peças para veículos (115%), aviões (262%) e instalações de equipamentos de engenharia (65%). Todos os percentuais se referem à variação em valor entre abril de 2020 e 2021 e os 4 produtos representaram 7% da pauta exportadora da indústria.

As exportações da indústria de transformação apresentam, portanto, um percentual elevado das commodities associadas às vantagens comparativas do país no campo dos recursos naturais.

No caso da indústria extrativa, o minério de ferro foi responsável por 77% das exportações dessa indústria, com variação em valor de 106%, preços (92%) e volume (7,5%), e com outros produtos com redução ou baixo crescimento no volume, o volume da indústria recuou 1,9%, na comparação mensal.

Noventa por cento das importações brasileiras são de produtos da indústria de transformação e serão analisados por categoria de uso.

O Gráfico 6 do Press Release mostra as exportações da indústria de transformação por categoria de uso. O aumento de 197,3% no volume de consumo duráveis é explicado por produtos do setor automotivo, que já foi mencionado, e o de bens de capital (81,7%) foi impactado pelas vendas de aviões. O Gráfico 7 mostra a variação no volume importado, onde se destacam as compras de bens duráveis. O Gráfico 8 mostra que o aumento das importações de máquinas para a indústria em 42,8% foi influenciado pelas operações de plataformas, algumas ainda provavelmente associado às mudanças das regras contábeis do REPETRO. No entanto, mesmo sem plataformas, a variação de 28,9% nas compras de máquinas pela indústria junto com o aumento de 31,2% de bens intermediários para indústria são fatores que sinalizam possível recuperação do setor.

Na agropecuária, as compras de bens intermediários foram maiores no começo do ano e de máquinas elevadas em 2020.

As Tabelas 1 e 2 do Press Release mostram a variação no volume exportado e importado por setores CNAE. No mês de abril, o aumento tanto da exportação como da importação, acima de 100%, da Fabricação de veículos ilustra o comércio intra-industrial que caracteriza esse setor e as trocas no âmbito da América do Sul, em especial com a Argentina. Chama atenção o aumento no setor de Confecção e vestuário, aumento das exportações em 115,3% e nas importações de 27,2%. Na comparação do quadrimestre, as exportações desse setor aumentaram 2,5% e as importações recuaram 16,4%. Esse é um setor onde a desvalorização cambial afeta a competitividade, pois não há um comércio intra-firma que torna as operações menos influenciadas pelas variações cambiais.

Dos 23 setores listados, em 11 setores a variação nas importações superou a das exportações. As decisões de exportar e importar não são calcadas apenas em câmbio. Além disso, o conteúdo importado de insumos afeta também a rentabilidade das exportações. As tabelas visam mostrar que a diversidade dos resultados requer análises mais detalhadas de caráter setorial.

Considerações Finais

É esperado um aumento no saldo da balança comercial para 2021 em relação a 2020. As estimativas podem variar entre US$ 80 bilhões a US$ 70 bilhões. Os resultados mostram que o dinamismo das exportações é fortemente influenciado pelas commodities sejam primárias ou da indústria de transformação.


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