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Mercado de opções de ações: o que é e como funciona

  • Quinta, 25 Março 2021 12:06
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Adriane Galdino
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João Beck, especialista em investimentos e sócio da BRA, elenca 10 coisas que o investidor precisa saber antes de começar a investir em opções

Ao falar em bolsa de valores, o que vem em primeiro lugar na mente de muitas pessoas são as ações. Mas o mercado de opções também é comum e pode gerar ganhos ao investidor. Nesse tipo de investimento, o titular tem o direito de comprar ou vender algum ativo em uma data futura por um preço pré-determinado.

Segundo João Beck, especialista em investimentos e sócio da BRA, um dos maiores escritórios de renda variável da XP Investimentos, opções são contratos que dão ao titular o direito de negociar (comprar ou vender), dependendo da opção, um ativo em uma data futura por um preço fixo.

João Beck elenca 10 coisas que todo investidor precisa saber antes de entrar no mercado de opções de ações. Veja abaixo:

1. Opção é contrato com duas partes: De um lado, há o titular da opção que é a pessoa que faz a compra e, de outro, o lançador, que é o vendedor. O lançador vende o direito de comprar algo por determinado preço no futuro. Paga-se um prêmio, valor pago pela opção, e quem vendeu tem obrigação de fazer a venda no preço prometido.

2. O mercado de opções é como contratar um seguro de automóveis. Quando se contrata um seguro, o contratante tem o direito de vender o carro para a seguradora por um valor fixo no futuro. Fazer um seguro é pagar um prêmio. A seguradora é obrigada a pagar caso o comprador queira usar seu direito.

3. Call e put: No mercado de opções de ações, a opção de compra é chamada de call e a de venda de put.

4. O titular sempre tem direito ao exercício, mas não a obrigação. Já o lançador tem a obrigação de atender ao exercício caso o titular queira usar o seu direito.

5. Opções americanas X europeias: As opções americanas podem ter o exercício a qualquer momento após a liquidação até a data de expiração. Se faz a compra hoje, a partir de amanhã já pode exercer. Já nas opções europeias, o exercício só pode acontecer no dia do vencimento da opção.

6. Pagamento: As opções têm liquidação diferente no mercado de ações, mas assim como quem compra ações precisa pagar e tem 2 dias para isso após a execução da ordem, em opções, o prazo é D+1, ou seja, vence no dia posterior da compra.

7. Identificação: As opções são identificadas na B3 pelas quatro primeiras letras do ativo, em seguida, vem a letra correspondente ao mês de vencimento e, depois, o número que indica o strike, ou seja, o preço final pago para que se exerça a opção.

8. Alavancagem limpa: Com o efeito de alavancagem limpa, o investidor consegue participar do mercado de ações de forma expressiva na alta ou na baixa e arriscando somente o que investiu. Ao comprar opção, caso haja perda, não se perde mais do que o valor investido.

9. Atuação no mercado de alta sem liquidez: O investidor consegue utilizar o instrumento de opções para aumentar participação no mercado de alta caso ele não tenha liquidez. Ele consegue alocar ações, títulos públicos, CDB e até ouro em garantia. É possível, portanto, aumentar a participação no mercado de alta sem ter dinheiro.

10. Tenha o acompanhamento de um profissional. Operações com opções são indicadas para investidores que já têm experiência na bolsa. Caso queira começar a investir, faça cursos, estude e conte com um assessor de investimentos para auxiliar em tudo que for necessário.

Sobre: João Beck é especialista em investimentos e um dos donos da BRA, um dos maiores escritórios credenciados da XP, com mais de 15 mil clientes e cerca de R$ 2,5 bilhões de ativos sob custódia com escritórios no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo. Graduado em economia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ, começou a carreira com vivência em bancos como Itaú, Bradesco e HSBC, instituição da qual saiu para começar uma carreira mais focada em investimentos. Em 2008, perdeu R$ 1 milhão que havia investido, e, quando trabalhou na Icap, maior corretora do mundo, chegou a morar na favela da Gardênia Azul, no Rio de Janeiro. Passou por corretoras como Ágora, Gradual Investimentos, TOV até chegar na XP Investimentos, onde atuou antes de se tornar sócio do escritório de investimentos BRA. Hoje, ultrapassou o valor perdido em 2008, se tornou empreendedor e é referência no mercado de investimentos.

João Beck, especialista em investimentos e sócio da BRA


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