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Saiba como colocar as dívidas em dia mesmo na pandemia

  • Terça, 16 Março 2021 10:41
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Fernando Valensoela
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Colocar todas as contas no papel e recorrer à renda extra devem ser levados em consideração na hora de pensar em colocar as contas em dia em meio à crise sanitária

Com cada vez mais restrições de circulação como alternativa das autoridades em se conter o avanço da COVID-19, a maioria da população brasileira busca por alternativas para tentar colocar as contas em dia. De acordo com dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o percentual de famílias endividadas alcançou 66,7% em fevereiro de 2021, uma alta de 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior e de 1,6 ponto em comparação a fevereiro do ano passado. Com o terceiro aumento seguido, o endividamento no Brasil alcançou a maior proporção desde outubro de 2020.

Levando em consideração os fatores atípicos vivenciados nos últimos doze meses, traçar estratégias e fazer um planejamento financeiro para equilibrar as finanças precisam ser levados em consideração para as famílias que querem sair do vermelho. Mas, como juntar dinheiro para quitar uma dívida ou fazer a reserva de emergência diante das incertezas provocadas pela pandemia? Pelos próximos dias essa será uma dúvida pertinente e cada vez mais constante entre os brasileiros que buscam pelo controle financeiro.

Para Veridiana Lopes, educadora financeira formada pela DSOP, especialista em planejamento financeiro pessoal e criadora do Economia Diária, a primeira tarefa que a pessoa deve fazer é colocar no papel os valores atualizados de todas as dívidas. “É preciso colocar no papel tudo aquilo que a pessoa tem de dívidas com bancos, financiamentos, cartão de crédito, contas de consumo como, por exemplo, água, luz. Depois que tiver claro o valor total da dívida, é hora de colocar no papel o quanto a pessoa ganha com renda fixa, renda extra ou até mesmo quanto tem guardado na reserva de emergência para tentar colocar as contas em dia”, destaca.

Ainda de acordo com a especialista em finanças pessoais, todos os brasileiros podem começar a fazer um planejamento financeiro mesmo para as famílias que ganham até um salário mínimo. “O problema não é o quanto a pessoa ganha, mas a forma como gasta. Por mais que seja complicado esticar um salário ao longo do mês, é necessário criar o hábito de poupar desde cedo com o quanto puder. Agora, caso não seja possível cortar custos, o ideal é buscar novas fontes de renda para complementar o salário”, orienta Veridiana Lopes.

Auxílio emergencial

De acordo com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, o valor médio do novo auxílio emergencial deve ser de R$ 250 para as famílias de baixa renda, cerca de 58,33% menor do que os R$ 600 pagos no ano passado. Com previsão de que seja pago a partir do dia 18 de março, quais são as prioridades para as famílias? “Com o novo auxílio liberado pelo Governo Federal, as famílias de menor renda precisam adotar maior rigor na organização dos orçamentos domésticos. É preciso cortar o máximo de custos e priorizar o mínimo de sobrevivência”, avalia a educadora financeira.

Renda extra

Uma das formas de liquidar parte das dívidas e começar o ano sem restrições, segundo a especialista, é buscar uma fonte de renda extra para equilibrar as contas. “Caso a pessoa não tenha aquele valor total para quitar a dívida, o ideal é buscar uma fonte de renda extra como, por exemplo, presentes personalizados, serviços, aulas particulares ou venda de doces. Há infinitas opções para levantar capital e, assim, iniciar as negociações com o banco”, ressalta.

Reserva de emergência

A reserva de emergência também deve constar no planejamento financeiro para o caso de alguma eventualidade inesperada. “Prever o futuro ainda não é possível, mas devemos estar preparados. A reserva de emergência deve ser um valor de pelo menos seis vezes o custo de vida e investido em um local de fácil acesso e sem riscos. Deve ser destinada às situações de emergência, como acidentes, ajuda familiar, desemprego ou custear um tratamento médico, por exemplo”, finaliza Veridiana Lopes.


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