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IPOs: Ofertas de ações devem crescer em 2021

  • Quarta, 20 Janeiro 2021 11:18
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Adriane Galdino
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Em 2020, a Bolsa teve o maior número de IPOs desde o ano de 2007, mesmo em meio à crise com o novo coronavírus. Foram R$ 117 bilhões em ofertas iniciais de ações na bolsa brasileira e 28 IPOs entre janeiro e dezembro do último ano, o que totaliza o maior número de ofertas em 18 anos. Em 2007, foram 64 IPOs, que juntos levantaram R$ 55 bilhões. E, para 2021, o cenário é de otimismo, já que o mercado está com a expectativa em uma recuperação econômica global e mais de 40 empresas já aguardam o registro da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para estrear na bolsa.

Para João Beck, economista e sócio da BRA Investimentos, ao aderir às práticas de governança e transparência, empresas perceberam que poderiam captar dinheiro na bolsa de valores. "As pessoas buscam motivos macroeconômicos para justificar o avanço nas ofertas. Eles existem, mas a revolução ocorreu de dentro para fora. É uma mudança de paradigma que antes estava restrito ao BNDES, outros bancos públicos e também privados", afirma o especialista.

Além disso, segundo Beck, a B3 está se tornando uma opção viável de captação para empresas menores, dividindo este espaço que antigamente era ocupado por fundos de venture capital. "Convencer um público mais diverso e heterogêneo pode ser mais fácil do que meia dúzia de banqueiros. Conforme a evolução do mercado, fica mais fácil empresas menores abrirem capital. É possível vermos o dobro de empresas na bolsa neste ano em relação ao ano anterior. Com boas experiências para compartilhar de empresas que já abraçaram a ideia do capital aberto, outras seguirão", diz.

De acordo com o economista, o IPO traz ainda a vantagem de o investidor ter acesso a empresas de setores mais modernos da economia e equipes de gestão mais jovens e atualizadas. "É fundamental que o país promova um bom acesso dessas empresas para que a bolsa do país reflita a economia atual e não a de décadas passadas. Chama atenção a variedade de setores representados nas novas aberturas de capital", comenta Beck.

Para o economista, o cenário incerto de pandemia não deve influenciar ou desanimar empresas a abrirem IPOs. "Como a revolução é na esfera micro, de dentro das empresas, os IPOs não dependerão tanto do ciclo econômico. Quando tivemos um boom de IPOs em 2007, 90% do dinheiro vinha de fora do Brasil. Isso mudou em 2020. E mesmo com as comemorações do número de CPFs na bolsa que ultrapassou os três milhões, quem dominou a demanda de IPOs foram os investidores institucionais brasileiros, os grandes fundos de investimentos", afirma.

Neste ano, é possível, segundo João, que o mercado tenha novidades sobre as "super ONs", que permite maior poder de voto a controladores mesmo com pequena participação acionária. "Essa ferramenta só está disponível nas bolsas americanas o que levou algumas empresas a 'exportarem' seu IPO e deixar um gosto amargo na nossa bolsa. A B3 trabalha em conjunto com a CVM para implementar as 'super ONs' que também é assunto delicado e não tem só vantagens. A previsão de vermos evoluções nesse tema é ainda este ano", completa.

Sobre: João Beck é especialista em investimentos e um dos sócios da BRA, um dos maiores escritórios credenciados da XP, com mais de 15 mil clientes e cerca de R$ 2,5 bilhões de ativos sob custódia com escritórios no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo. Graduado em economia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ, começou a carreira com vivência em bancos como Itaú, Bradesco e HSBC, instituição da qual saiu para começar uma carreira mais focada em investimentos. Em 2008, perdeu R$ 1 milhão que havia investido, e, quando trabalhou na Icap, maior corretora do mundo, chegou a morar na favela da Gardênia Azul, no Rio de Janeiro. Passou por corretoras como Ágora, Gradual Investimentos, TOV até chegar na XP Investimentos, onde atuou antes de se tornar sócio do escritório de investimentos BRA. Hoje, ultrapassou o valor perdido em 2008, se tornou empreendedor e é referência no mercado de investimentos.


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