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Mercado imobiliário de São Paulo mantém retomada em novembro

  • Sexta, 15 Janeiro 2021 10:54
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Rosana Pinto
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Conforme a Pesquisa Secovi-SP, os números de lançamentos e as vendas no penúltimo mês de 2020 foram positivos, e os produtos imobiliários mostraram boa aderência à demanda

Com o lançamento de 4.698 unidades residenciais na cidade de São Paulo no mês de novembro de 2020 e a comercialização de 4.331 imóveis novos, a Capital manteve o ritmo positivo de retomada registrado nos meses anteriores. Os dados foram apurados pela Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP.

No acumulado de 12 meses (dezembro de 2019 a novembro de 2020), foram comercializadas 49.598 unidades, um aumento de 4,5% em relação ao período anterior (dezembro de 2018 a novembro 2019), quando foram negociadas 47.448 unidades.

Já em matéria de lançamentos, o acumulado de 12 meses (dezembro de 2019 a novembro de 2020) somou 50.097 unidades, resultado 18,6% abaixo das 61.549 unidades lançadas no período anterior (dezembro de 2018 a novembro de 2019).

“O mercado imobiliário continua com um bom ritmo de vendas. O índice VSO [Venda Sobre Oferta] de 12 meses foi de 59,4%, resultado acima das médias anuais anteriores”, ressalta Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Alerta – Em novembro de 2020, 2.476 unidades vendidas e 2.779 unidades lançadas foram enquadradas como econômicas, conforme a Pesquisa Secovi-SP, que segmenta esse tipo de imóvel de acordo com as faixas de preço enquadradas no programa Casa Verde e Amarela e o preço do metro quadrado de área útil com limite de aproximadamente R$ 7.000,00, data e cidade de lançamento do empreendimento. A oferta desse tipo de unidade totalizou 17.635 unidades disponíveis para venda.

“Os empreendimentos econômicos permaneceram na dianteira dos lançamentos e das vendas. Mas nos preocupa o aumento dos custos das obras para esse segmento. Há uma enorme distorção, porque esses imóveis não suportam adaptação no preço de venda, quer pela legislação quer pela renda dos interessados na compra”, enfatiza Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Sindicato.

No mercado de médio e alto padrão, foram identificadas 1.855 unidades vendidas, 1.919 unidades lançadas e oferta final de 15.462 unidades

No comparativo entre as vendas e os lançamentos acumulados em 12 meses, verificou-se equilíbrio entre oferta e demanda, com 50.097 unidades lançadas e 49.598 unidades comercializadas no período.

“A excelente recuperação do mercado imobiliário da Capital iniciada em julho foi mantida em novembro. As empresas seguiram à risca todos os protocolos sanitários nos canteiros de obras contra o coronavírus e permaneceram em pleno funcionamento”, destaca Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP.

Tradicionalmente, as incorporadoras concentram seus esforços de lançamentos nos últimos meses do ano, e esse comportamento cria expectativas bastante positivas para o balanço do mercado em 2020, que será divulgado em fevereiro pelo Secovi-SP. “As vendas também costumam ser muito boas nos dois últimos meses do ano, porque as famílias têm um adicional financeiro, com o pagamento do 13° salário”, completa Kallas.

A baixa taxa de juros é outro fator positivo destacado pelos especialistas. “Esse cenário atrai o interesse dos compradores, que buscam imóveis para investimento ou a primeira moradia”, diz Jafet.

Contudo, o setor mostra preocupação com a oferta, em virtude da pressão dos preços dos insumos da construção e a sinalização de uma possível elevação da taxa básica de juros Selic. “Os terrenos também estão cada vez mais escassos na cidade de São Paulo e podem elevar o preço dos imóveis novos”, destaca o vice-presidente Emilio Kallas.

“Este ano será fundamental para a mudança legislativa, porque haverá a revisão obrigatória do Plano Diretor Estratégico. Contamos com a vontade política da Prefeitura de São Paulo e dos vereadores nesse processo de adequação da lei às necessidades reais da cidade”, ressalta o presidente do Secovi-SP. “O mercado imobiliário depende de regras urbanísticas claras, condizentes com o porte da cidade de São Paulo, além de previsibilidade para continuar apresentando bons resultados, gerar empregos, aquecer a economia e oferecer imóveis adequados às expectativas das famílias”, conclui Jafet.

Confira a íntegra da Pesquisa do Mercado Imobiliário, que traz também dados da Região Metropolitana de São Paulo.


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