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Como o PIX pode ajudar o desenvolvimento social dos desbancarizados

  • Terça, 05 Janeiro 2021 11:39
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Julia Souza
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Especialista da NAVA Technology for business aponta as cinco mudanças sociais que o meio de pagamento deve trazer

O PIX, meio de pagamento lançado em outubro, já está funcionando integralmente desde 16 de novembro em todo o território nacional. Com isso, suas funcionalidades e praticidades começam a ser operacionalizadas e utilizadas pelos clientes e estabelecimentos. Mas, além dessas facilidades, outra parcela da população também deve ser amplamente beneficiada: os desbancarizados.

A NAVA Technology for business aponta as cinco mudanças sociais que o PIX deve trazer para os desbancarizados que, antes da pandemia, somavam aproximadamente 45 milhões de brasileiros. Confira:

1 - A dependência do dinheiro “físico” vai diminuir

Para Emanuela Ramos, VP de business development da NAVA, a dependência do dinheiro “físico” deve diminuir exponencialmente nos próximos anos. “Segundo o World Payments Report, o Brasil é o quarto maior mercado a realizar transações sem dinheiro em espécie: ficamos atrás dos EUA, da Europa continental e da China. Ainda sim, 47% das transações de pagamento no país são feitas em dinheiro. Outra pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva mostra que 71% dos entrevistados usam dinheiro como principal meio de pagamento e, dessa parcela, 45 milhões não eram bancarizados antes da pandemia. Com a chegada do PIX e os celulares sendo hoje o centro das principais transformações, essas pessoas, que não têm um banco como parceiro, começarão a utilizar o sistema como principal meio de pagamento, tornando a dependência do dinheiro ‘físico’ e cartões desnecessária ao longo do tempo”, comenta Emanuela.

2 - Diversas classes sociais terão acesso a crédito nos meios de pagamento

Parte da população é desbancarizada e nunca teve acesso a produtos bancários. Agora, ao se cadastrarem no PIX, muitas pessoas terão acesso a carteiras digitais ou mesmo um banco, dando espaço para novas oportunidades e formas de interações. “Essas pessoas, que até então eram desconhecidas para bancos e normalmente não conseguiam utilizar crédito e outros itens como financiamento, poderão ter de forma mais simples acesso a esses benefícios e produtos bancários inclusive, ainda que timidamente no começo. O cadastro e utilização do PIX abre espaço para novos modelos de negócios bancários e, ainda que seja prematuro dizer, poderá ser um grande impulsionador para a democratização do sistema financeiro do país, uma vez que os bancos e as carteiras digitais começam a popular mais sua base de “clientes” e a conhecerem melhor esse público, tangibilizando novos desenhos de produtos ou créditos específicos para essa parte da população. A chegada do novo meio de pagamento possibilita que esses clientes se estabeleçam socialmente com os produtos oferecidos. Além disso, eles podem movimentar a economia local e nacional”, comenta Emanuela.

3 - As pessoas que vivem mais afastadas geograficamente não precisam mais se locomover até os grandes centros

Longe dos grandes centros e das cidades maiores, existem comunidades que precisam ir com frequência às capitais para resolver assuntos financeiros. O PIX, ao longo do tempo, vai democratizar a utilização e a movimentação dos meios de pagamento em todo o território nacional. “O PIX deve facilitar a vida das pessoas que moram afastadas dos grandes centros. Em alguns casos, é comum precisar se locomover até as capitais apenas para uma rápida consulta bancária. Agora, os moradores de locais mais remotos podem resolver pendências na sua própria região, por mais afastada que seja dos centros. Com isso, o PIX eliminará a necessidade e o risco de se locomover com dinheiro em espécie nas mãos”, comenta Emanuela.

4 - O PIX ajudará a democratizar a internet no País

A utilização do PIX necessita de acesso à internet. Por isso, é natural que o número de pessoas on-line aumente cada vez mais, com incentivo e investimento não só do governo, mas também das grandes empresas interessadas em promover o PIX. “Deverá ser mais comum ver bancos, fintechs e empresas de carteiras digitais investindo em projetos sociais de acesso à internet em regiões mais remotas do País. Devemos lembrar que o Brasil, além de ter aspectos sociais distintos, também tem tamanho continental, com particularidades regionais e dificuldades de implementar a democratização do acesso universal à internet. Agora, com o PIX, empresas privadas devem passar a investir nesse aspecto, esperando o aumento de sua carteira de clientes”, completa Emanuela.

5 - Autônomos e negócios regionais ganham força

O PIX também deve facilitar a abertura de novos negócios e de autônomos no País. “A chegada do PIX é uma oportunidade de facilitar as transações financeiras de uma parcela da população, mas também é uma chance de desenvolvimento dos pequenos negócios locais. Muitos comerciantes e pequenos estabelecimentos enfrentam empecilhos e diversas restrições por não contarem com a participação de um banco para transacionar em função das taxas estabelecidas. Agora, com o PIX e menor custo nas transações e a permissão das autoridades locais, eles poderão se estabelecer e também operacionalizar seus negócios e movimentar a economia local. O ganho será exponencial em todas as regiões do País a médio e longo prazo”, conclui Emanuela.

Sobre a NAVA

A NAVA é o resultado da consolidação de um grupo de empresas de tecnologia que se uniram para fornecer serviços e soluções digitais que transformam o mundo dos negócios. Com um portfólio robusto, a companhia auxilia clientes dos setores de Financial Services, Seguros, Meios de Pagamento Educação, Energia, Saúde, Serviços, Telecomunicações, Varejo, entre outros, a alavancar suas jornadas de evolução digital. Hoje, 65% das operações de cartões no Brasil são monitoradas pela NAVA. 


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