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Como funciona o investimento em commodities

  • Terça, 05 Janeiro 2021 18:51
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Rafaela Rodrigues
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Pixabay

Toda matéria-prima com baixo nível de industrialização essencial para o desenvolvimento de determinada atividade é chamada de commodity, um termo em inglês que significa “mercadoria”. Na economia, as commodities são fundamentais, pois além de servirem como base para uma série de atividades, elas também têm impacto global.

Em geral, as commodities são produzidas em larga escala, como é o caso do petróleo e do trigo. Até por isso, sua importância é muito grande para o setor industrial, dado o volume de transações que movimenta.

Os tipos de commodities

Existem quatro tipos de commodities que mais se destacam. Elas se diferenciam em função do setor ao qual se dedicam: de tipo agrícola, como o trigo, por exemplo; mineral, como é o caso do ouro; financeira, como os índices na Bolsa de Valores; de recursos energéticos, caso do etanol.

As commodities podem ser negociadas na Bolsa de Valores. Isso se dá no chamado mercado futuro, uma espécie de aplicação que é realizada com foco em situações futuras. O investidor aplica hoje, vislumbrando se concretizar dentro do curto, médio ou longo prazo.

Porque investir em commodities

É importante ter atenção às commodities pelo potencial que elas oferecem, especialmente agora, em que existe forte expectativa em relação à superação da crise provocada pelo novo coronavírus.

As commodities destacam-se porque dentro de um cenário de recuperação econômica mundial, contratos futuros como de minério de ferro, alumínio e cobre devem se valorizar gradativamente, podendo gerar retornos expressivos para investidores que se dedicarem a esse mercado.

O movimento tem relação com fatores como a divulgação da eficácia de diferentes vacinas contra a Covid-19 e a diminuição das incertezas em relação ao futuro.

Como investir em commodities

Por se tratar de um ativo de renda variável, a compra e a venda de commodities ocorrem no pregão da B3, podendo ser realizadas por qualquer investidor autorizado para atuar nesse mercado. A operação pode ser feita via Home Broker das plataformas de investimento. Os contratos são negociados por códigos que indicam o ativo, seu mês e ano de vencimento.

O investidor precisa ter conta aberta em uma plataforma de investimentos autorizada a negociar com a B3, fazer a transferência de dinheiro para a corretora, estudar as características das commodities e dos mercados de seu interesse, a ponto de poder visualizar um resultado futuro desse ativo. Posteriormente, é necessário emitir uma ordem de compra no Home Broker para fazer o investimento.

Como funciona o mercado futuro

Mercado futuro é o nome dado a um ambiente na B3 em que são negociados contratos que contam com prazo de vencimento definido em data futura. Isso acontece porque em renda variável é natural que, entre a data em que os contratos são firmados e o vencimento, ocorra oscilação nos valores dos ativos.

A negociação funciona da seguinte forma: se um investidor compra um contrato futuro em determinada cotação e o ativo valoriza, a diferença deve ser creditada na conta desse investidor dentro da corretora. Caso haja desvalorização, então o que se perdeu deve ser descontado.

No caso da venda, quando o investidor vende um contrato e a cotação do ativo cai, então ele recebe dinheiro. Do contrário, ele paga, sendo esse acerto sempre diário.

Como escolher as commodities

É preciso ter atenção às notícias do mercado nacional e do internacional. Commodities são negociadas em escala global, o que significa que mesmo produtos brasileiros são afetados por questões como guerras comerciais e câmbio.

É válido entender mais sobre a economia dos países compradores de commodities porque isso é um sinal do que esse tipo de investimento pode trazer no futuro. A China, por exemplo, é um importante importador de soja em grãos do Brasil, enquanto a União Europeia destaca-se na compra de farelo de soja, café verde e os Estados Unidos consomem muita celulose e carne bovina.

Entender como esses países tendem a se comportar no fim da pandemia e de que formas pretendem movimentar suas economias daqui para a frente ajudam a compreender o contexto de valorização ou desvalorização das commodities nos próximos meses.


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